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sexta-feira, 14 de julho de 2017

Reconstruindo as aprendizagens de Organização do Ensino Fundamental

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     A Interdisciplina Organização do Ensino Fundamental é fundamental para o estudo de nós professores que atuamos nesta faixa etária, para compreender sua organização e os aspectos que são propulsores de sua dinâmica.
   Mesmo na modalidade à distância, as possibilidades e aprendizagens (reflexões) foram muito aprofundadas.
     O primeiro aspecto, tratou dos 20 anos da Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, normatizadora da educação brasileira. Conhecer as políticas educacionais e interpretá-las é importante para termos a realidade educacional do nosso país e compreender como as políticas conduzem as ações.
    As políticas educacionais como conjunto de textos legais (leis, decretos, portarias, normas etc.), devem ser lidas e interpretadas por nós educadores, pois faz parte de nossa formação como sujeitos e atores políticos.
     Outro aspecto sobre o qual estudamos ao longo do semestre foi sobre a Gestão Democrática, normatizada na CF de 88 e LDB, que embora tenha avançado muito ao longo das últimas décadas, ainda tem um grande e persistente caminho para sua consolidação. O principal desafio é constituir espaços ativos e reais de participação de toda a comunidade, além da transparência das ações praticadas. A maioria das redes ainda não possui eleição para diretores, o que é um aspecto constitutivo da GD fundamental para sua efetivação. Além disso, o Plano Nacional de educação, na meta 19, associou critérios técnicos e de desempenho para escolha dos gestores escolares, o que representou uma perda da luta e conquistas da participação social que houve durante toda a discussão do PNE.
     A constituição dos Conselhos Escolares através de regulamentação por lei, para garantir seu funcionamento como parte ativa no processo democrático das escolas também é fundamental.
     Durante o semestre partindo dos textos e proposições da interdisciplina olhei muito para minha prática profissional e a realidade que vivo diariamente, percebendo que há um caminho a ser percorrido, com mobilização de todos os setores da comunidade na garantia de uma participação efetiva de todos, assegurando a gestão democrática na sua integralidade, incluindo o aspecto do protagonismo dos nossos estudantes na escola, que muitas vezes não têm este espaço de participação.
    Por fim, a reflexão sobre o tema da avaliação que é muito delicado em nossos espaços escolares, pois há diversas formas de avaliar e visões que permeiam este tema. O que é importante repensar são as práticas da escola tradicional com sistema prova/trabalho como propulsores da avaliação, em detrimento da consideração dos aspectos que formam o contexto do cotidiano das salas de aula, os avanços, necessidades e percursos individuais de cada aluno.
     Mas abrindo os espaços para a participação efetiva de todos, principalmente na (re)elaboração dos projetos político-pedagógicos (PPPs), regimentos escolares, entre outros, bem como discutir com a comunidade e planejar as ações, metas e objetivos, de forma compartilhada, são alguns caminhos para concretização da GD e da melhoria da qualidade da educação nos espaços escolares.

domingo, 2 de julho de 2017

Refletindo sobre a avaliação

fonte: http://agendor-blog-uploads.s3-sa-east-1.amazonaws.com/2015/12/16103129/como-avaliar-o-desempenho-de-um-funcionario.jpg

      Falar em avaliação sempre é algo muito complexo, dinâmico. Existem muitas concepções e práticas de avaliação no cotidiano. Na escola, então, embora haja um sistema de avaliação normatizado pelo regimento escolar, pelo PPP, há diferentes concepções sendo praticadas neste ano.
        A avaliação sempre existiu e existirá. Afinal, ela é um ato permanente na nossa vida. De uma forma ou outra, estamos sempre refletindo sobre o que fizemos, planejando o que vamos fazer....
       Na escola, a avaliação deve ir além de atribuir uma classificação, nota ou conceito. Ela serve para refletirmos quem são os nossos alunos, acompanhar a construção do conhecimento de forma que atenta ao tempo e espaço de cada educando, tendo o cuidado de que todos aprendam. Ela tem a ver com o desenvolvimento intelectual e moral dos nossos alunos.
       O aluno precisa tornar-se aprendiz: agir muito, perguntar, interagir. Para o professor, a avaliação é um ponto de partida, um modo de escuta  (de si próprio e das crianças), o que ele quer e está fazendo com sua prática. Deve pensar como a criança pensa, mediar suas possibilidades cognitivas, pensar sobre seu pensamento.
    Este acompanhamento exige progressão, articulação das ações: propor, observar, introduzir, enriquecer, redirecionar.
      Avaliação é sempre uma relação dual: há o avaliador e o avaliado. De uma forma ou outra, o avaliador sempre interfere na vida do avaliado: diz se é ou não capaz de aprender, o promove como ser moral, intelectual. Assim, a autonomia está diretamente ligada à questão da avaliação.
     Ela deve ter por objetivo promover estratégias e oportunidades de aprendizagem, superando as dificuldades, um acompanhamento em benefício do alunos, baseados em princípios éticos. Observando, poderemos agir melhor enquanto educadores.
       Na escola onde atuo até que se chegasse a um consenso sobre o processo de avaliação, houve muitas discussões e proposições, pois muitas eram as visões, opiniões e resistências. No ciclo da Alfabetização (1º ao 3º Ano) temos uma avaliação expressa por meio de relatórios descritivos, onde o percurso e desenvolvimento do aluno é o foco, pautando na superação das suas dificuldades e transpondo os obstáculos para que todos aprendam. Claro, que na prática, nem sempre isso acontece, haja visto estarmos preso à práticas tradicionais que muitas vezes foram construídas em nossa história como avaliados pelo processo.
       Do 4º ao 9º Anos, a avaliação na escola é expressa por meio de notas, acompanhadas de relatórios. Nesta etapa, é possível muitas vezes observamos que os aspectos quantitativos muitas vezes prevalecem sobre os qualitativos e sobre a reflexão do processo de construção do conhecimento do aluno em seu todo.  Mas muito já se avançou quanto à avaliação, restando ainda superar algumas barreiras que insistem em permanecer. 

      É um processo que vai sendo aperfeiçoada em nosso prática docente, aliada ao nosso desenvolvimento profissional, interação, observação, aprendizagens e reflexão sobre a prática.

fonte: http://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2013/03/cloud-avalia%C3%A7%C3%A3o.jpg