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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Revisitando postagens - II

Refletindo sobre a alfabetização de adultos


fonte: http://fundacaojulita.org.br/alfabetizacao-de-adultos-tem-horarios-flexiveis/


       A educação popular possui muitos desafios, principalmente no que se refere à alfabetização de adultos. Hara (1992) pontua que várias dificuldades estão no cerce deste processo, que envolvem desde a prática docente que não consideram os saberes e experiências dos sujeitos ali presentes e também das enfrentadas pelos adultos, seja de trabalhos exaustivos, condições sociais, etc.
       Os sujeitos que frequentam a EJA são distintos, de realidades diversas, sendo que muitas vezes a educação escolar não é a sua prioridade, haja visto as dificuldades pelas quais passam, já que como Hara (1992) aponta a maioria provém de classes populares. Por isso, ela alerta sobre a necessidade de tornar a prática de alfabetização um ato político, constitutivo dos sujeitos, como ferramenta para seu desenvolvimento.
        Quanto às práticas docentes, sabemos que muitas vezes estão desconexas da realidade. Com relação à formação de professores para atuar na EJA, esta não prepara-os para atuar nesta modalidade e das especificidades de seu público-alvo, fazendo com que tenham que aprender na prática ou mesmo com práticas mecânicas tradicionais de leitura e de escrita, desconsiderando as diversidades dos sujeitos.
      Baseados nos estudos de Paulo Freire, Ana Teberosky e Emília Ferreiro, inferimos que a aprendizagem é um processo ativo e dinâmico, concebendo a visão de homem como sujeito de transformação e compreensão do mundo.
       O que fica bem claro é que tanto para adultos assim como para as crianças, a aquisição da escrita é conceitual e construída por meio das interações dos sujeitos com o meio. Por isso, Hara (1992) alerta para a necessidade de repensarmos as práticas alfabetizadoras com nova perspectiva de ação, já que a escrita é um sistema de representações construídas socialmente na história do homem e dominá-la é um processo cognitivo.
      Cada sujeito organiza de forma diferente seus conhecimentos, operando cognitivamente, o processo de socialização contribui para o desenvolvimento de sua autonomia, contribuindo com diferentes modos de construção do conhecimento.
       Assim, na alfabetização dos adultos, é fundamental considerarmos os saberes já construídos pelos sujeitos, pois estes já possuem uma história e conhecimentos.
           A prática mostrou que a EJA carece urgentemente de novas práticas e espaços. Para isso, há necessidade de se repensar a formação de professores no âmbito das Instituições de Ensino Superior, para que se lance um olhar sobre os sujeitos que ali estão, considerando-os na práxis docente, por isso “[...] o sujeito educador, precisa de uma sólida formação política e social, para atuar frente às propostas pedagógicas incoerentes com o contexto em que se desenvolvem os programas de EJA” (FRIEDRICH, et. al. 2010, p.404).
           Podemos afirmar que o PEAD possibilita uma transformação na formação dos futuros pedagogos, uma vez que permite o trabalho articulado de formação/prática, mediante vivências, experiências pedagógicas, que possibilitam aos novos docentes práticas alinhadas às necessidades dos sujeitos que ali estão.
              Ainda, urge a necessidade de novas políticas públicas com mais atenção à EJA e as condições ofertadas no país, ultrapassando velhas práticas tradicionais de ensino e falta de infraestrutura adequada. O Plano Nacional de Educação (PNE), atualmente em processo de esvaziamento por parte do governo federal, para o qual a educação é inimiga do desenvolvimento do país, é política fundamental que deve(ria) garantir o espaço que a EJA merece no Brasil.

Referência
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio.  3. Ed. São Paulo: CEDI, 1992.


quarta-feira, 4 de abril de 2018

Linguagem e desenvolvimento: um olhar sobre teorias

fonte: http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista/974/site-aprender-linguagem-0-5-anos.html


As questões ligadas a linguagem e ao desenvolvimento dos sujeitos foram explicadas de formas distintas, desde o início das primeiras pesquisas e teorias que foram formuladas sobre estas questões.
De acordo com Silva (2010), a história da linguagem é envolta de especulações e histórias.
Para se ter uma noção de sua importância, no século XIX, foram realizados experimentos que envolviam os filhos de linguistas e estudiosos do assunto.
No século XX, a teoria Behaviorista, cujo principal nome era Skinner, defendia que a linguagem era uma característica inata, onde a seu aprendizado decorria principalmente da imitação dos adultos e do reforço.
Assim, a tríade estímulo-resposta-reforço era a explicação que se dava para a aquisição da linguagem. Nesta teoria, tinha-se uma visão de uma criança passiva.
Esta teoria foi contraposta com o desenvolvimento da neurociência e o desenvolvimento dos estudos linguísticos.
Outra teoria cujo teórico era Chomsky era conhecida com Gerativismo. Segundo esta teoria, a criança nasce pré-programada influenciada por fatores biológicos e cognitivos, o que explica o fato de afirmarem que a linguagem era inata ao ser humano.
Anos mais tarde esta teoria foi confrontada pelo construtivismo e pelo interacionismo, cujo principal teórico era Vygotsky.
Esta teoria era fundada na dimensão sócio-histórica e na interação entre os sujeitos, desta forma a linguagem é considerada ao mesmo tempo um processo pessoal, um processo social e um instrumento complexo.
Atualmente, associamos o interacionismo a seu principal teórico, Vygotsky. Esta teoria contribuiu muito para o desenvolvimento infantil, para o conhecimento da aprendizagem em sociedade e para os estudos sobre desenvolvimento do pensamento e da linguagem.
Hoje sabemos que cada criança aprende ao seu tempo e espaço e as contribuições das principais teorias pedagógicas foram fundamentais para o desenvolvimento dos estudos de como a criança aprende. 


fonte: http://psicopedagogiacaeda.com.br/servicos/transtorno-do-desenvolvimento-da-linguagem/


Referência
SILVA, Samanta Demétrio da. Aquisição da linguagem. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208#ixzz59HvSxZXo>. Acesso em: mar 2018.

domingo, 19 de novembro de 2017

A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjGZTsifm2KNfLWR8Nj6K5JHDuALsNiDaiZOCG8851pt2l5vbLRP_1l-2Vh-p4igR6P7_4PSgvJQ-Cappf69dh5TWZWPqJ2S3ymeRgeeflfLVJdxh8fgiQwRwQvjYF_pH5kshH0DQ6Vdz_/s400/estudantes.jpg


Nós seres humanos somos marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos desenvolvermos.
As crianças, mais do que os adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e espaço.
Os estudos de Piaget mostram que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se tornando cada vez mais complexas e perfeitas.

Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Construindo uma inclusão na prática: ultrapassando barreiras

Fonte: http://inclusaodequalidade.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Site-4.jpg


Partindo de uma reflexão sobre nossa realidade, percebemos que a importância de construir estratégias inclusivas, uma vez que a educação é direito de todos.
A relação entre sociedade e deficiência sempre foi marcada por atitudes, preconceitos, estereótipos, estigmas, sendo que o aluno foi por muito tempo excluído do ambiente educacional e de outros espaços da sociedade.
Neste sentido, a sociedade precisa repensar sua forma de lidar com a deficiência e com os transtornos globais de desenvolvimento (TGD). Faz-se necessária a construção de um novo repertório sobre o TGD (quem são estes sujeitos, seu desenvolvimento etc.), compreendendo as suas especificidades, em especial a tríade comportamento, interação social e linguagem.
Cada criança é única em seu processo de desenvolvimento, não podemos comparar uma criança à outra, mas sim a ela mesma (como era, como está etc.). Assim, é necessária uma observação mais sensível do aluno com TGD.
A escola favorece o desenvolvimento das crianças. O professor é a porta de construção de outros relacionamentos. Ele deve conhecer para pensar e repensar sua prática pedagógica, criar uma abordagem pedagógica para garantir o sucesso da inclusão desses alunos.
Esta abordagem pedagógica para que a criança se sinta pertencente, construa seu conhecimento, desenvolva-se. Para isso é fundamental que o professor tenha rede de apoio (planejamento, estratégias, recursos etc.).
É necessária uma observação mais sensível do aluno. A criança é o resultado das experiências que ela tem ao longo da sua vida. Quanto mais interage e aprende, mais ela se desenvolve.
A adaptação do aluno ocorre de maneira progressiva com o professor, com a escola, com seus pares, com o ambiente. Os rituais da escola são importantes porque funcionam como uma forma de organização interna do aluno.
Por isso, há necessidade de uma observação do professor para as necessidades específicas dos alunos TGD nas três áreas (comportamento, linguagem e interação social).
A escola deve propiciar situações para o desenvolvimento da criança o que exige planejamento, meta e constante observação/mediação. Além disso, a capacitação profissional do professor, a diversificação do material didático, a organização do PPP, adequações curriculares, rede de apoio, novas metodologias e promover parcerias com as famílias.

Referências:
HÖHER, Síglia Pimentel; BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura.
Transtornos Globais de Desenvolvimento. Disponível em: <https://youtu.be/Tf-R4hGYOFs>. Acesso em: nov 2017.


domingo, 22 de outubro de 2017

O desenvolvimento cognitivo na teoria de Piaget

fonte: http://www.brasilblogado.com/wp-content/uploads/crian%C3%A7as.jpg


Piaget construiu uma teoria do desenvolvimento que prioriza a inteligência como forma de adaptação ao mundo e organização da atividade mental. Segundo esta teoria, o sujeito constrói conhecimento a partir de interações com objetos físicos e sociais.
A busca do equilíbrio e integração das construções anteriores são os dois princípios que norteiam a teoria do autor.
O desenvolvimento é entendido como equilibração progressiva, passagem contínua de um estado de menor para maior equilíbrio. Ou seja, o desenvolvimento mental é uma construção contínua que tem por finalidade transformar a representação das coisas.
Piaget defende que ao longo do desenvolvimento o sujeito passa por estágios diferentes, entendidos como ordem das sucessões de aquisição de forma constante. Estes estágios são caracterizados por uma estrutura de conjunto e de caráter integrativo, ou seja, as estruturas construídas numa idade se tornam parte integrante das estruturas da idade seguinte.
Cada estágio comporta um nível de preparação e de acabamento. O desenvolvimento psíquico começa quando nascemos até a idade adulta, quando atingimos o que ele chamou de equilíbrio final. Em todos os níveis, a inteligência procura compreender, explicar etc.
Os estágios sãp caracterizados pela aparição de estruturas originais, cuja construção o distingue dos estágios anteriores. Cada estágio constitui uma estrutura particular de equilíbrio, efetuando-se a evolução mental no sentido de uma equilibração sempre mais completa.
Existem, segundo Piaget, mecanismos funcionais comuns a todos os estágios: toda ação (movimento, pensamento, sentimento) corresponde a uma necessidade. Daí decorre que uma necessidade é sempre a manifestação de um desequilíbrio. A ação humana consiste em movimento contínuo e perpétuo de reajustamento ou reequilibração.
Neste sentido, a adaptação é entendida como  equilíbrio das assimilações e acomodações.
Segundo o autor, o período que vai 0 a 2 anos é vital para o desenvolvimento da inteligência, já que as construções aí realizadas são a base para o desenvolvimento posterior (capacidades biológicas e construções psicológicas iniciais). Ainda, do nascimento até a aquisição da linguagem, ocorre um extraordinário desenvolvimento mental considerado pelo autor decisivo para todo curso da evolução psíquica. Trata-se de um período da conquista, através da percepção e dos movimentos, de todo universo que cerca a criança.
A inteligência aparece bem antes da linguagem. Porém, esta inteligência é totalmente prática: utiliza percepções e movimentos organizados em esquemas de ação. A consciência, no sujeito,  começa com um egocentrismo inconsciente e integral até os progressos da inteligência.
Já na primeira infância, que vai dos dois aos sete anos, ocorre o surgimento da linguagem que é a representação verbal. Outras ações que ocorrem nesta fase tratam das trocas entre os sujeitos (socialização), interiorização da palavra (pensamento) e a interiorização da ação. Há o desenvolvimento de sentimentos interindividuais e do mundo social e das representações interiores (a partir do surgimento da linguagem). Neste sentido, a linguagem é um veículo de conceitos e noções que pertence a todos e reforça o pensamento individual com um vasto sistema de pensamento coletivo.

A segunda infância, que vai dos sete aos doze anos, aponta Piaget, trata-se de uma modificação decisiva ao desenvolvimento mental. Coincide com a etapa da escolarização, onde a criança aprende novas formas de organização, tornando-se capaz de cooperar e onde se percebem notáveis mudanças nas suas atitudes sociais, tornando-a suscetível a um começo de reflexão. A prática da cooperação entre as crianças e do respeito mútuo que desenvolve o s sentimentos de justiça.
A reflexão é uma conduta social de discussão interiorizada, onde a criança começa a se libertar de seu egocentrismo social e intelectual. As operações do pensamento correspondem à intuição: forma superior de equilíbrio que o pensamento atinge na primeira infância. Ou seja, as instituições se transformam em operações.
Nesta fase, também, ocorre o desenvolvimento da seriação e a seriação análoga de pesos (a partir dos 9 anos).
Após esta fase, tem início a adolescência. Segundo Piaget, o adolescente é um individuo que constrói sistemas e teorias. Trata-se de uma nova forma de pensamento com ideias gerais e construções abstratas. Nesta fase da vida, há facilidade em elaborar teorias abstratas.
A partir dos 11/12 anos, ocorre a passagem do pensamento concreto para o formal, que se constitui no que Piaget chama de modificação decisiva. Forma-se o pensamento hipotético-dedutivo capaz de deduzir as conclusões de puras hipóteses e não somente através de uma observação real. Esta forma de pensamento envolve dificuldade e um trabalho mental maiores. Esta livre-atividade da reflexão espontânea opõe a adolescência à infância. O equilíbrio é atingido quando a reflexão compreende que sua função é se adiantar a interpretar a experiência.
O adolescente coloca-se em igualdade com os mais velhos, sentindo-se outro, diferente deles, pela vida nova que o agita. Quer ultrapassá-los e espantá-los, transformando o mundo. Com o passar do tempo, adapta-se à realidade quando de reformador, transformando-se em realizador. Em suma: a experiência reconcilia o pensamento formal com a realidade das coisas.
É importante ao docente conhecer como se dá o desenvolvimento cognitivo dos alunos, o que contribui para que planeje seu fazer pedagógico de modo a fornecer experiências que sejam importantes para os mesmos, promovendo uma prática onde a interação instigue a ação. Escolas com práticas que favorecem a ação dos educandos são ambiente facilitador para a construção do conhecimento e desenvolvimento.

Referências
PIAGET, Jean. Os estágios de desenvolvimento cognitivo e da criança.
__________. Seis estudos de Psicologia.

SOUZA, MARIA THEREZA COSTA COELHO DE. A construção cognitiva de si mesmo.

sábado, 2 de setembro de 2017

Refletindo sobre o conceito de aprendizagem

fonte: http://www.pequenopolisba.com.br/site/wp-content/uploads/2015/02/saladeaula2.jpg



     A Aprendizagem é um processo que resulta em construção do conhecimento, no desenvolvimento do sujeito.
    Ela se dá de diferentes maneiras, uma vez que aprendemos ao nosso tempo e modo.
    Existem fatores que favorecem (ou não) a aprendizagem, bem como maneiras que contribuem (ou não) para que os sujeitos possam aprender. Enfim, é um processo onde cada sujeito tem uma construção.
   Becker e Marques afirmam que a aprendizagem é um processo de desenvolvimento dos sujeitos, uma construção, que perpassa por patamares. À medida que vai perpassando-os, vai sendo mais desenvolvida e elaborada, de níveis mais simples para mais complexos.
    Não podemos enquanto educadores ter uma prática de ensino conteudista, entendida como a transmissão da maior quantidade possível de conteúdos no tempo letivo disponível, ou simplesmente adotando um livro didático como guia. Tampouco, podemos partir do pressuposto de que o aluno já sabe tudo.
     É fundamental exercermos o papel de mediadores do conhecimento. O uso de recursos que dão significado ao processo, de materiais concretos, tecnologias, coisas do cotidiano dos alunos. É preciso para enriquecer o processo de desenvolvimento dos sujeitos.
     Os autores acima também destacam o papel da afetividade neste processo de construção do conhecimento que resulta na aprendizagem dos alunos, trazendo os ideais defendidos por Freud que afirmava que "aprendemos por amor a alguém ou alguma coisa". 
     Ainda existe a questão do erro construtivo, que também observamos nos estudos de Jussara Hoffmann, autora nacionalmente conhecida por suas pesquisas. Entender como o sujeito pensa e o que representa aquilo que ele expressa é um aspecto fundamental para compreendermos como ele aprende.

Referências
BECKER, Fernando; MARQUES, Tania B. I. Aprendizagem humana: processo de construção.Texto publicado na Pátio. Revista Pedagógica. Ano IV, Nº. 15, p.58-61, nov. 2000/jan. 2001. ISSN 1518-305X.

domingo, 2 de julho de 2017

Refletindo sobre a avaliação

fonte: http://agendor-blog-uploads.s3-sa-east-1.amazonaws.com/2015/12/16103129/como-avaliar-o-desempenho-de-um-funcionario.jpg

      Falar em avaliação sempre é algo muito complexo, dinâmico. Existem muitas concepções e práticas de avaliação no cotidiano. Na escola, então, embora haja um sistema de avaliação normatizado pelo regimento escolar, pelo PPP, há diferentes concepções sendo praticadas neste ano.
        A avaliação sempre existiu e existirá. Afinal, ela é um ato permanente na nossa vida. De uma forma ou outra, estamos sempre refletindo sobre o que fizemos, planejando o que vamos fazer....
       Na escola, a avaliação deve ir além de atribuir uma classificação, nota ou conceito. Ela serve para refletirmos quem são os nossos alunos, acompanhar a construção do conhecimento de forma que atenta ao tempo e espaço de cada educando, tendo o cuidado de que todos aprendam. Ela tem a ver com o desenvolvimento intelectual e moral dos nossos alunos.
       O aluno precisa tornar-se aprendiz: agir muito, perguntar, interagir. Para o professor, a avaliação é um ponto de partida, um modo de escuta  (de si próprio e das crianças), o que ele quer e está fazendo com sua prática. Deve pensar como a criança pensa, mediar suas possibilidades cognitivas, pensar sobre seu pensamento.
    Este acompanhamento exige progressão, articulação das ações: propor, observar, introduzir, enriquecer, redirecionar.
      Avaliação é sempre uma relação dual: há o avaliador e o avaliado. De uma forma ou outra, o avaliador sempre interfere na vida do avaliado: diz se é ou não capaz de aprender, o promove como ser moral, intelectual. Assim, a autonomia está diretamente ligada à questão da avaliação.
     Ela deve ter por objetivo promover estratégias e oportunidades de aprendizagem, superando as dificuldades, um acompanhamento em benefício do alunos, baseados em princípios éticos. Observando, poderemos agir melhor enquanto educadores.
       Na escola onde atuo até que se chegasse a um consenso sobre o processo de avaliação, houve muitas discussões e proposições, pois muitas eram as visões, opiniões e resistências. No ciclo da Alfabetização (1º ao 3º Ano) temos uma avaliação expressa por meio de relatórios descritivos, onde o percurso e desenvolvimento do aluno é o foco, pautando na superação das suas dificuldades e transpondo os obstáculos para que todos aprendam. Claro, que na prática, nem sempre isso acontece, haja visto estarmos preso à práticas tradicionais que muitas vezes foram construídas em nossa história como avaliados pelo processo.
       Do 4º ao 9º Anos, a avaliação na escola é expressa por meio de notas, acompanhadas de relatórios. Nesta etapa, é possível muitas vezes observamos que os aspectos quantitativos muitas vezes prevalecem sobre os qualitativos e sobre a reflexão do processo de construção do conhecimento do aluno em seu todo.  Mas muito já se avançou quanto à avaliação, restando ainda superar algumas barreiras que insistem em permanecer. 

      É um processo que vai sendo aperfeiçoada em nosso prática docente, aliada ao nosso desenvolvimento profissional, interação, observação, aprendizagens e reflexão sobre a prática.

fonte: http://blog.kanitz.com.br/wp-content/uploads/2013/03/cloud-avalia%C3%A7%C3%A3o.jpg

domingo, 20 de novembro de 2016

A pergunta como fator de aprendizagem

fonte: http://d2rbedwdba7p8y.cloudfront.net/imagens/ECO_006_1.jpg


Nós seres humanos somos seres muito curiosos. E a curiosidade não passa em branco: ela nos instiga a buscar respostas, encontrar caminhos, ampliar nossas aprendizagens.
Somos curiosos por natureza. As crianças que o digam: são verdadeiras perguntadoras.....Estão numa fase de desenvolvimento, grande aprendizagem e de indagação dos “por quês”....
A escola é um espaço fundamental para trabalhar com as perguntas das crianças. Ou melhor....trabalhar com e a partir delas.
Parece que à medida que nos alunos vão crescendo passamos por cima de suas perguntas e transformamos o ensino-aprendizagem numa espécie de teoria do aprender. Pode ser um certo receio nosso enquanto educadores sobre o que nossos alunos nos perguntarão e até falta de respostas às suas dúvidas.
Mas aprender em colaboração significa não responder as perguntas das crianças (dos nossos alunos). Devemos transformá-las em ponto inicial de nossa prática docente e ser mediadores da aprendizagem dos nossos educandos.....trabalhar com as perguntas, estimular a dúvida, a pesquisa, a experimentação. Afinal, não sabemos tudo....claro que aprendemos muito com a vida e com nossos estudos, mas jamais saberemos as respostas de todas as perguntas. É a dúvida e a busca pelas respostas que transforma a aprendizagem em instigadora, desafiadora, tornando-se um espaço de busca, trocas e descobertas. É isso que deve ser a sala de aula, a escola, a nossa vida.
Os projetos de aprendizagem, as atividades experimentais e o uso de recursos concretos são possibilidades de enriquecer este processo!

sábado, 16 de julho de 2016

O jogo no cotidiano da escola: reflexões e possibilidades

fonte: https://cm-resende.pt/files/78/7899.jpg



O jogo e o lúdico são fundamentais para a construção do conhecimento em sala de aula.
Na Educação Infantil e nos Anos Iniciais, o jogo e o lúdico são integrantes necessários no processo de aprendizagem. Não significado que nas outras etapas também não são importantes; constituem instrumentos para o trabalho docente que podem ser utilizados em toda a educação básica.
Pelas leituras realizadas e propostas, além da experiência docente que possuo em sala de aula, gostaria de destacar aspectos fundamentais acerca do jogo. O jogo é algo sério , porque possibilita a construção da autonomia e o desenvolvimento do aluno, o integra com seus colegas e facilita a socialização.
O professor deve fazer o uso do jogo como recursos de sua prática, mas deve estar atento para não restringir ao uso do jogo dirigido e didático como únicas fontes de aprendizagem; o jogo livre possibilita a criação e interação entre os alunos. Ambos são fundamentais para a construção do conhecimento.
Acho importante destacar o que a professora Darli aponta no seu texto, que o jogo como recurso didático possibilitou oficializar o brincar durante o espaço/tempo da aula, no desenvolvimento do fazer pedagógico docente.
Além disso, o jogo permite ao professor repensar sua prática a partir da observação e estudos dos alunos durante o processo de aprendizagem; ele se transforma num processo de investigação e compreensão do desenvolvimento do aluno.
Também quero destacar a importância do jogo para a aprendizagem e desenvolvimento dos alunos, mas é importante atentar para a necessidade de material em quantidade para todos os alunos.
Como professor alfabetizador, busco utilizar jogos diariamente em sala de aula com meus alunos. Também disponho de muitos materiais à disposição dos alunos em sala de aula, e proporciono momentos livre para que individualmente ou em grupos busquem criar jogos, interagir.
O recreio também é um momento imprescindível para o desenvolvimento dos alunos, pois também entram em contato com crianças de outras idades, ampliando o estabelecimento de suas relações.

Fonte:
COLLARES, Darli. O jogo no cotidiano da escola: uma forma de ser e estar com a vida.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O brincar para mim: lembranças e proposições

Fonte:http://loja.grupoa.com.br/uploads/imagensTitulo/20110707042727_Saraiva_Palavras_Brinquedos_Brincadeiras.gif

Lembro-me muito da minha infância e início da adolescência, onde costumava brincar muito. Ter vivido com ênfase esta etapa da minha vida entendo que foi fundamental para o meu desenvolvimento enquanto sujeito.
Sempre residi em cidade do interior. Recordo que em minha infância morávamos próximos a outros familiares, não havia estrada para passagem de carro, somente de carroça e a pé. Ao lado da minha casa havia um bambuzal, onde brincávamos de esconde-esconde. Minhas referências nesta fase da vida era meus primos, que residiam próximo a minha casa. Em especial, meu primo Tiago, mais próximo, embora mais novo que eu, era com quem mais brincava ao longo do dia.
Com o passar do tempo, o local foi se desenvolvendo, estradas foram abertas, tornando-se um bairro. A partir de então, outras famílias passaram a residir próximo e fui fazendo amizades. As brincadeiras mais comuns eram esconde-esconde, pega-pega, futebol, que era o que tínhamos a nossa disposição e nossa criatividade também contribuía. Eu, como era gordinho, não gostava muito do futebol, embora jogasse.
Lembro também, que mais adiante, quando ganhei meus primeiros carrinhos feitos de madeira (de forma artesanal: caminhão, patrola) aproveitava e brincava com meus vizinhos, com meu primo com nossos carrinhos. Também, como já mencionei em outra oportunidade, adorava pegar as panelas das tampas de minha mãe e dirigir meus carros: cada panela representava um modelo de carro.
Lembro quando ganhei minha primeira bicicleta, como a rua era tranquila, podia andar muito, emprestava, fazíamos corridas.
Aos poucos, foram surgindo outras formas de brincar: o videogame, o computador.......mas nunca fui muito fã de brincar com eles, sempre preferi estar na rua, ao ar livre, estar com meus amigos. Mas a figura que mais me vem à mente é meu primo Tiago, pois era vizinho e sempre fomos muito próximos e brincamos muito. Boas épocas estas....
Tantas outras brincadeiras trazidas pelas leituras propostas para este debate, outras que aprendi com meus pais, amigos, que hoje parecem estar se perdendo.......
fonte: http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/sites/bhfazcultura.pbh.gov.br/files/%5Buid%5D/cck_images/parque.jpg

Refletindo sobre a importância do brincar, ele é fundamental no desenvolvimento das crianças, desenvolvimento da criatividade, inteligência, além de sua grande função socializadora.
Enquanto a criança brinca, ela aprende. E acompanhando a história dos brinquedos, eles refletem aspectos sociais, culturais e econômicos de determinada época.

Hoje, percebemos os eletrônicos como preferência da maioria das crianças. Claro que contribuem e são importantes fontes de aprendizado e conhecimento, mas a possibilidade de construir e usufruir de um jogo construído, aprender brincadeiras com nossos pais, avós, colegas é fundamental para a consciência cultural e histórica enquanto sujeitos em constante evolução.


Referências:
http://loja.grupoa.com.br/uploads/imagensTitulo/20110707042727_Saraiva_Palavras_Brinquedos_Brincadeiras.gif
http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/sites/bhfazcultura.pbh.gov.br/files/%5Buid%5D/cck_images/parque.jpg
FERREIRA, Moacyr Costa. O brinquedo através da história.
CARNEIRO, Mª Angela Barbato. A História Magnífica dos Jogos. (Revista Carta Fundamental)

terça-feira, 3 de maio de 2016

Refletindo sobre a literatura: trabalhando com a diversidade

Hoje me proponho a escrever sobre diversidade, em especial a literatura disponível para trabalho nas escolas de Educação Básica, partindo de reflexões do texto de “Rosa Maria Hessel Silveira”, por proposição de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem.
A partir da leitura do texto proposto, pensando em minha prática docente e na formação que venho desenvolvendo, na primeira parte do texto, a autora afirma que  “na última década uma preocupação mais programática com a formação da criança para “conhecer” e aceitar o diferente vem ensejando uma proliferação de títulos dentro de várias vertentes da temática (pág. 2)”. Esta é uma grande preocupação que se tem na formação dos alunos, principalmente para uso da diversidade de livros de literatura visando que os educandos tenham acesso a conhecer o diferente, compreendendo-o. Para o desenvolvimento destas ações, o Governo enriqueceu as bibliotecas escolares (e inclusive com o PNAIC bibliotecas nas salas do 1º ao 3º Ano do Ensino Fundamental) para que os alunos possam ter acesso a diversificada bibliografia.
Outro ponto trazido pela autora é que ““as “novas” obras, como quaisquer produtos culturais, também são produzidas dentro de contextos, valores, quadros de referências e verdades em que seus autores e autoras se situam” (pág.3). O objetivo destas é o desenvolvimento crítico e criativo dos cidadãos, que a partir do contato com os diferentes gêneros são convidados a ter seu próprio posicionamento, que pode inclusive diferir da visão trazida pelo autor. Isto pode ser corroborado com estudos realizados trazidos pela autora que afirma que os “autores estavam motivados por uma função pedagógica de uma abordagem “não preconceituosa”, mais “realista” de determinadas diferenças,” (pág. 3). Seja trazendo a questão das deficiências, das diferenças sociais, diferenças físicas, entre outras.

Com a evolução e a garantia dos direitos sociais no Brasil, é fundamental que a literatura também sirva como apoio no trabalho sobre o ser diferente em sala de aula, pois neste espaço a heterogeneidade é que enriquece o processo das relações humanas e contribui para a formação crítica dos alunos. Embora a bibliografia tenha avançado, ainda há pouco material disponível nas escolas para uso com os alunos, principalmente quanto a diferenças de gêneros. Ainda temos a presença de visões tradicionais, carregadas de fortes representações religiosas, até mesmo um tanto míticas para justificar as diferenças entre as pessoas, este é um dos motivos do atraso e da pouca bibliografia sobre o tema, além do fato de que é recente a inserção das temáticas sob novos e diferentes olhares nas escolas.
Na minha opinião, a inserção da temática das diferenças, do ser diferente, em sala de aula constitui um processo riquíssimo para o desenvolvimento crítico dos alunos. Embora concorde com a autora que ainda os livros estejam carregados de visões limitadas ou da necessidade da ampliação das visões para além daquelas priorizadas nos enfoques, este é um processo que esta em ampliação, uma vez que a sala de aula tornou-se um espaço de discussão e de infinitas possibilidades de trabalho.

Referências:
SILVEIRA, Rosa Maria Hessel. Nas tramas da Literatura Infantil: olhares sobre personagens “diferentes”.



domingo, 1 de maio de 2016

Ludicidade: desenvolvendo a criatividade

“Brincar com crianças não é perder tempo, é ganhá-lo; se é triste ver meninos sem escola, mais triste ainda é vê-los sentados enfileirados em salas sem ar, com exercícios estéreis, sem valor para a formação do homem” (Carlos Drummond de Andrade).
Incorporar o lúdico no processo de ensino-aprendizagem é ampliar as possibilidades para os alunos aprenderem e se desenvolverem. Através dos jogos, das brincadeiras, da música e da dança, é possível criar um ambiente estimulador e que de prazer para que os alunos aprendam de diversas maneiras.
Este é um desafio para os professores em sala de aula: repensar sua prática docente e oferecer atividades diversificadas que contribuam para o processo de ensino-aprendizagem.
A palavra lúdico é originária do latim ludus e significa brincar. Piaget em sua teoria aponta para a importância do lúdico no desenvolvimento da criança.

Referências:
https://aprender.buzzero.com/buzzers/mirian_nogueira/10484/HotSiteImage.jpg
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/55787/ludicidade-desenvolvendo-talentos-criatividade-e-conhecimento
http://www.ufrgs.br/soft-livre-edu/pedagogiadobrincar/o-que-e-ludicidade/

Música na escola: aprender cantando

“Quem canta, seus males espanta!”
Todos nós conhecemos ou algum dia já ouvimos esta expressão sendo dita por alguém ou por nós mesmos. Pois bem, seu significado vai muito além.
A música além de fazer bem para alma, para o coração, é relaxante e possibilita um bem-estar para as pessoas. Além disso, ela proporciona aprendizagem.
Pois bem, no Brasil a Lei nº 11.769 inseriu o ensino da Música no currículo das Escolas de Educação Básica, com obrigatoriedade a partir do ano de 2012. Até então, cantar e aprender sobre música era facultativo, sendo também optativo para os professores, que embora em sua formação tenham aprendido a importância da música para o desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, nem sempre a tem como prática no cotidiano da sala de aula.
A partir da lei, fica obrigatório o ensino da Música nas escolas. O que a meu ver é um ganho ao currículo escolar. Embora seja facultativo como componente específico ou inserido dentro de Arte, a música amplia as possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento dos alunos.
No Município onde resido, São Vendelino, o ensino da música é integrante do currículo há muitos anos. Mas desde 2009 passou a ser de caráter semanal para os alunos dos Anos Iniciais e Educação Infantil , com profissional devidamente habilitado, além é claro, do próprio professor que diariamente está em sala de aula. Além da rede municipal, o Município oferece as aulas para os alunos da rede estadual, por meio do pagamento do professor de Música.
É uma aula muito esperada por todos os alunos que, além de aprender cantando, têm opção de aprenderem instrumentos musicais, teoria da música, sua História e tudo o que o currículo possibilita.

A imagem a seguir mostra uma apresentação de um grupo de alunos no projeto de contraturno escolar, para o aniversário do Município:


Referências:
http://acertodecontas.blog.br/wp-content/uploads/2008/08/mundo-da-musica.gif
https://www.facebook.com/saovendelinors/?fref=ts

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A importância do brincar na infância


Assistindo ao documentário proposto pela Interdisciplina relembrei minha infância, onde muito pude brincar. Sempre morei no interior, local muito calmo. Gostava muito de brincar, interagia muito com meus vizinhos, amigos e primos.
Uma brincadeira que me veio à mente foi quando que brincava de dirigir carro. Pegava tampas de panela da minha mãe e saia na rua dirigindo, buzinando...Cada tampa diferente representava um veículo diferente...
Eis a importância do brincar. O uso de objetos diferentes propicia a criação de um imaginário infantil. A criança vai fazendo o uso, criando e percebendo o mundo à sua volta.
Brincar é maneira pela qual a criança aprende. Por isso é fundamental que na infância e na Educação Infantil a criança possa brincar muito, que tenha acesso a materiais diversificados, que crie seu universo, que explore. Que no contato com os variados objetos crie sua brincadeira, usando o imaginário.

domingo, 29 de novembro de 2015

Esta vida adulta....hehehe

fonte: http://www.focanacarreira.com.br/wp-content/uploads/2014/08/jaque.jpg


     Refletindo sobre a Vida Adulta em Psicologia, encontrei a imagem acima...hehehe.. bem interessante.
    Quem na sua infância não desejava crescer logo e tornar-se adulto...a maioria....pois víamos a fase adulta como a livre tomada de decisões e o viver plenamente.... Pois é...mas sabemos que não é bem assim...
     Pensando na vida adulta, numa das fases de desenvolvimento, remeto-me a questão da ansiedade. Estudando Freud, as fases do desenvolvimento, entendemos que muitas das ações da vida da adulta são problemas mal resolvidos ou aspectos ligados à infância e ao desenvolvimento. Freud sempre tratou desta questão que é toda ligada a sexualidade do indivíduo.
    O ser adulto acabamos nos privando de algumas coisas, frente a questão cultural da postura do ser, do proibido, do não pode. As vezes deixamos de experimentar, de vivenciar....
    Penso muito no meu caso. Sou bastante ansioso, já o fui mais, tento me controlar e realizar atividades que diminuam minha ansiedade. Minha mãe sempre conta que quando nasci minha irmã ainda mamava no peito. Desta forma, acabou não conseguindo me amamentar por muito tempo,tendo que recorrer à mamadeira. Acho que talvez no meu desenvolvimento na fase oral possa ter influenciado à questão da minha ansiedade. Cheguei a roer muito as unhas e inclusive a pele em torno delas, comer compulsivamente. Sei que ela não isto independe da vontade dela, mas acredito que influenciou nesta questão da minha vida, que hoje venho procurando me controlar.