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terça-feira, 1 de maio de 2018

Contribuições de Vygotsky para a Educação

Fonte: http://escolauniverso.com.br/noticias/lev-s-vygotsky


       Vygotsky e seus estudos contribuíram significativamente para a Educação.
      De acordo com sua teoria, o educando precisa interagir, trocar, partilhar etc. Os conhecimentos são adquiridos a partir das relações interpessoais de troca com o meio social. Esta mediação é feita através a linguagem, que realiza uma espécie de mediação do educando com a cultura. 
    Assim, de acordo com sua teoria, para melhorar o nível da sua aprendizagem, o aluno precisa interagir pois a linguagem é uma ferramenta social de contato que possibilita a troca com o outro e permite a cada um completar-se para conquistar seu potencial.
       A teoria de Vygotsky aponta que a cultura se integra ao aluno pela atividade cerebral, estimulada pela interação e mediada pela linguagem. Por isso, para ele, as funções superiores são socialmente formuladas e culturalmente transmitidas.
      Vygotsky construiu sua teoria sobre as funções psicológicas superiores e como a linguagem e o pensamento estão fortemente conectados. São quatro os pensamentos-chave de sua teoria:
  1. interação;
  2. mediação;
  3. internalização;
  4. zona de desenvolvimento potencial.

      A internalização é o momento em que o aprendizado se completa, há a abstração do conceito tornando-o universal. 
     Já a zona de desenvolvimento potencial (ZDP) pode ser definida com o espaço em branco que existe entre o que a criança é, o que ela já sabe fazer sozinha e aquilo que ela tem a potencialidade de vir a ser, desde que seja assistida, aprenda com os outros; deve haver estímulos para o desenvolvimento - é uma das etapas de aprendizagem mais importante.
     Neste sentido, aponta a importância do papel do professor como um mediador entre a criança e o mundo, descobridor da ZDP do aluno.
       Os estudos e práticas que o curso de Pedagogia nos proporcionam servem como instrumento de reflexão de nossa prática docente e possibilidade de repensá-la, visando a um planejamento mais integrado, colocando o aluno como protagonista em seu processo de construção de conhecimento, tornando a sala de aula uma espaço de interação entre todos os sujeitos.

Referências
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicologia em estudo. Maringá, v.11, m. 1, p.119-127, jan/abr 2006.

domingo, 19 de novembro de 2017

A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjGZTsifm2KNfLWR8Nj6K5JHDuALsNiDaiZOCG8851pt2l5vbLRP_1l-2Vh-p4igR6P7_4PSgvJQ-Cappf69dh5TWZWPqJ2S3ymeRgeeflfLVJdxh8fgiQwRwQvjYF_pH5kshH0DQ6Vdz_/s400/estudantes.jpg


Nós seres humanos somos marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos desenvolvermos.
As crianças, mais do que os adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e espaço.
Os estudos de Piaget mostram que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se tornando cada vez mais complexas e perfeitas.

Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Construindo uma inclusão na prática: ultrapassando barreiras

Fonte: http://inclusaodequalidade.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Site-4.jpg


Partindo de uma reflexão sobre nossa realidade, percebemos que a importância de construir estratégias inclusivas, uma vez que a educação é direito de todos.
A relação entre sociedade e deficiência sempre foi marcada por atitudes, preconceitos, estereótipos, estigmas, sendo que o aluno foi por muito tempo excluído do ambiente educacional e de outros espaços da sociedade.
Neste sentido, a sociedade precisa repensar sua forma de lidar com a deficiência e com os transtornos globais de desenvolvimento (TGD). Faz-se necessária a construção de um novo repertório sobre o TGD (quem são estes sujeitos, seu desenvolvimento etc.), compreendendo as suas especificidades, em especial a tríade comportamento, interação social e linguagem.
Cada criança é única em seu processo de desenvolvimento, não podemos comparar uma criança à outra, mas sim a ela mesma (como era, como está etc.). Assim, é necessária uma observação mais sensível do aluno com TGD.
A escola favorece o desenvolvimento das crianças. O professor é a porta de construção de outros relacionamentos. Ele deve conhecer para pensar e repensar sua prática pedagógica, criar uma abordagem pedagógica para garantir o sucesso da inclusão desses alunos.
Esta abordagem pedagógica para que a criança se sinta pertencente, construa seu conhecimento, desenvolva-se. Para isso é fundamental que o professor tenha rede de apoio (planejamento, estratégias, recursos etc.).
É necessária uma observação mais sensível do aluno. A criança é o resultado das experiências que ela tem ao longo da sua vida. Quanto mais interage e aprende, mais ela se desenvolve.
A adaptação do aluno ocorre de maneira progressiva com o professor, com a escola, com seus pares, com o ambiente. Os rituais da escola são importantes porque funcionam como uma forma de organização interna do aluno.
Por isso, há necessidade de uma observação do professor para as necessidades específicas dos alunos TGD nas três áreas (comportamento, linguagem e interação social).
A escola deve propiciar situações para o desenvolvimento da criança o que exige planejamento, meta e constante observação/mediação. Além disso, a capacitação profissional do professor, a diversificação do material didático, a organização do PPP, adequações curriculares, rede de apoio, novas metodologias e promover parcerias com as famílias.

Referências:
HÖHER, Síglia Pimentel; BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura.
Transtornos Globais de Desenvolvimento. Disponível em: <https://youtu.be/Tf-R4hGYOFs>. Acesso em: nov 2017.


domingo, 11 de junho de 2017

A Gestão Democrática da escola

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEg2hRYiixi2bvyEP9xC3_70jJbsQ2R1KQwdhxOTdAV6hcDdsc2HoX8VrilttXTzRRR_L1Sv16iRUJPj0Fb7znGmDEanTZpYoCHdRYaK9ZQa1BBWHSetiWL0f5cDnALR6uk9SBqDEKzuK0m2/s1600/gest%C3%A3o+democratica+2.png


        A Lei de Diretrizes e Bases da Educação -  LDB (nº 9.394/96) cria a ideia de Gestão Democrática e de autonomia da escola. Quando trata da autonomia, se refere às dimensões pedagógica, administrativa e financeira.
      Nesta concepção coletiva de democracia, pauta-se uma nova organização da escola, passando da situação em que o gestor escolar tinha o empoderamento de decidir tudo verticalmente, passando para uma visão de gestor escolar e de escola num processo vivenciado por professor, alunos, funcionários e comunidade, numa nova concepção de organização escolar pautada na solidariedade, que contribuiu para o desenvolvimento do sentimento de pertencimento àquela escola.
     Segundo Veiga (2017), a partir da ideia da gestão democrática, foram criados mecanismos ou instâncias de participação que contribuem para este empoderamento de cada um dos segmentos que formam esta comunidade escolar.
     Os mecanismos ou instâncias, segundo a autora, amplamente discutidos e defendidos são:
  1. Eleição do diretor escolar: com a participação efetiva de todos, de forma paritária;
  2. Conselhos escolares: são fundamentais para o processo de descentralização e distribuição do poder, nesta representação dos diferentes segmentos da escola, contribui para o que segundo Paulo Freire defendia, empodera os participantes.
  3. Grêmio estudantil: os alunos com vozes para além da sala de aula e contribui para a formação de novas lideranças;
  4. Conselho de classe: instância mais avaliativa, dentro de uma concepção de avaliação formativa;
  5. Associação de pais, professores e funcionários.
Fonte: http://educacaointegral.org.br/wp-content/uploads/2015/04/assembleia-democracia-copy.jpg



    Desta forma, cabe à escola o desafio de conquistar sua autonomia (administrativa, financeira e pedagógica). Veiga afirma que a gestão pedagógica é quem deve definir a administrativa.
      Neste sentido, cabe à escola a busca de parceria. Uma vez parte de um contexto social, a Educação é um ato social, sendo importante que a escola vincule o conhecimento de sua realidade social para que faça a intersecção com seu papel.
       O professor também tem suas responsabilidades, no sentido de ofertar uma educação com qualidade na sala de aula, aliada com o projeto político-pedagógico da sua escola.
        Face ao que foi anteriormente exposto, olhando para minha prática docente e para a realidade da escola onde atuo, vejo que há um longo caminho a percorrer e necessidade de muita mobilização para concretizar a sua gestão democrática. Dos mecanismos ou instâncias apontadas acima, tem-se presente na sua realidade somente o conselho de classe e a associação de pais professores e funcionários. Há uma necessidade que persiste no que diz respeito à derrubada de uma série de muros que ainda impedem a relação mais coletiva na escola e a prática efetiva de uma gestão democrática.

Fonte:
Entrevista de Ilma Passos de Alencastro Veiga para a TV Paulo Freire (2017).

domingo, 29 de novembro de 2015

Relação professor/aluno, desejo de saber....

fonte: http://revolucaoebook.com.br/wp-content/uploads/2012/12/transferencia1.jpg


    As questões da Psicologia sempre me despertam uma reflexão a mais....
    Pensando nos conceitos de desejo de aprender, transferência, contratransferência...
    Acabo me pegando como um exemplo....Minha primeira formação superior foi no curso de Licenciatura em Física..A escolha foi motivada pela minha professora do Ensino Médio que despertou em mim o desejo de conhecer mais, estudar Física e ser professor desta disciplina...

    Até então eu estava pensando em cursar a Geografia, também por contato e inspiração com uma professora do Ensino Fundamental. Mas o desejo pela Física foi mais forte: adorava as aulas, era um ótimo aluno, com boas notas...Concluído o Ensino Médio, me dediquei ao curso e acabei obtendo minha formação superior nesta área.
    Também trago para a situação com meus alunos, em que muitas vezes ao se referirem a mim, me chamam “pai”, e costumo brincar dizendo “fala meu(minha) filho(a).