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domingo, 29 de outubro de 2017

Deficiência e diferenças: reflexões

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A diversidade humana sempre existiu e a História mostra os percalços nas relações. O desconhecimento do outro sempre foi um forte traço ao longo da história. Nem sempre as pessoas estão dispostas a conhecer aquilo que não é seu espelho.
Nós, humanos, somos muito resistentes a mudanças, a mudar de posição. Discrimina-se parecendo que não está se discriminando. Ainda, temos o hábito de estabelecer escalas de valores para as pessoas.
Ora, a homogeneidade não existe. Esta diferença nem sempre é valorizada. Insistimos que as pessoas merecem rótulos, o que acabam as inferiorizando. Maior afirma que se existem políticas afirmativas é porque existe a discriminação.
Os seres humanos têm o potencial de se reinventar.
Em seu texto, Izabel Maior apresenta a evolução do conceito de deficiência, trazendo como explicativo para os leitores as principais definições normatizadas pelo Decreto nº 5296/2004. Segundo ela, a legislação existe para a promoção e proteção dos direitos das pessoas em maior situação de exclusão em nossa sociedade.
Afirma que “As pessoas com deficiência são sujeitos de direitos, com autonomia e independência para fazer suas escolhas, contando com apoios sociais”. Segundo a autora, não deve haver uma proteção exagerada para estes grupos em função de se perder o sentido das políticas de ação afirmativas, que justamente têm por objetivo a diminuição das desvantagens das pessoas com deficiência.
Aponta que a deficiência é um conceito em evolução, de caráter multidimensional, e alerta que o envolvimento de uma pessoa com deficiência na comunidade vai depender de como esta assume e se compromete no processo de inclusão.
Maior conclui enfatizando que “saber lidar com as pessoas com deficiência em quaisquer situações é derrubar barreiras e trabalhar a favor da inclusão”.
Nós docentes temos de repensar nossa prática pedagógica, visando atender as especificidades e necessidades de todos os alunos. Pensando-os no contexto da heterogeneidade, que enriquece o ambiente escolar.

Fontes
MAIOR, Izabel. História, conceitos e tipos de deficiência.
Programa Café Filosófico. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=496&v=29JooQEOCvA>. Acesso em: out 2017.

domingo, 11 de junho de 2017

A Gestão Democrática da escola

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        A Lei de Diretrizes e Bases da Educação -  LDB (nº 9.394/96) cria a ideia de Gestão Democrática e de autonomia da escola. Quando trata da autonomia, se refere às dimensões pedagógica, administrativa e financeira.
      Nesta concepção coletiva de democracia, pauta-se uma nova organização da escola, passando da situação em que o gestor escolar tinha o empoderamento de decidir tudo verticalmente, passando para uma visão de gestor escolar e de escola num processo vivenciado por professor, alunos, funcionários e comunidade, numa nova concepção de organização escolar pautada na solidariedade, que contribuiu para o desenvolvimento do sentimento de pertencimento àquela escola.
     Segundo Veiga (2017), a partir da ideia da gestão democrática, foram criados mecanismos ou instâncias de participação que contribuem para este empoderamento de cada um dos segmentos que formam esta comunidade escolar.
     Os mecanismos ou instâncias, segundo a autora, amplamente discutidos e defendidos são:
  1. Eleição do diretor escolar: com a participação efetiva de todos, de forma paritária;
  2. Conselhos escolares: são fundamentais para o processo de descentralização e distribuição do poder, nesta representação dos diferentes segmentos da escola, contribui para o que segundo Paulo Freire defendia, empodera os participantes.
  3. Grêmio estudantil: os alunos com vozes para além da sala de aula e contribui para a formação de novas lideranças;
  4. Conselho de classe: instância mais avaliativa, dentro de uma concepção de avaliação formativa;
  5. Associação de pais, professores e funcionários.
Fonte: http://educacaointegral.org.br/wp-content/uploads/2015/04/assembleia-democracia-copy.jpg



    Desta forma, cabe à escola o desafio de conquistar sua autonomia (administrativa, financeira e pedagógica). Veiga afirma que a gestão pedagógica é quem deve definir a administrativa.
      Neste sentido, cabe à escola a busca de parceria. Uma vez parte de um contexto social, a Educação é um ato social, sendo importante que a escola vincule o conhecimento de sua realidade social para que faça a intersecção com seu papel.
       O professor também tem suas responsabilidades, no sentido de ofertar uma educação com qualidade na sala de aula, aliada com o projeto político-pedagógico da sua escola.
        Face ao que foi anteriormente exposto, olhando para minha prática docente e para a realidade da escola onde atuo, vejo que há um longo caminho a percorrer e necessidade de muita mobilização para concretizar a sua gestão democrática. Dos mecanismos ou instâncias apontadas acima, tem-se presente na sua realidade somente o conselho de classe e a associação de pais professores e funcionários. Há uma necessidade que persiste no que diz respeito à derrubada de uma série de muros que ainda impedem a relação mais coletiva na escola e a prática efetiva de uma gestão democrática.

Fonte:
Entrevista de Ilma Passos de Alencastro Veiga para a TV Paulo Freire (2017).

domingo, 23 de abril de 2017

Iniciando o 5º semestre: a prática como partida

Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/img/0443.jpg



     Estamos iniciando mais um semestre letivo no PEAD. Eis que chegamos ao Eixo 5.
    Partiremos de construções realizadas no curso para olharmos sobre nossa prática aliada a formação do curso, para ampliarmos nossa capacidade de reflexão e trabalho em sala de aula.
    A dinâmica de trabalho proposta é do trabalho colaborativo ao longo do semestre, visando desenvolver nosso olhar individual, partilhado em modos de pensar em grupos, instigando a colaboração, reflexão e autonomia.
     Nossa prática e formação profissional passa a ter consciência de sentido, para voltarmos nossas ações visando estabelecer uma articulação teoria-prática.