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domingo, 21 de maio de 2017

Trabalhando com projetos de aprendizagem em sala de aula: algumas reflexões

fonte: https://pedagogiaaopedaletra.com/wp-content/uploads/2011/11/pedagogiadeprojetos.gif
  
       A ênfase do Projeto de Aprendizagem se dá na autonomia dos alunos e no processo de pesquisa. A aprendizagem por projeto é diferente de ensino por projeto. Ensino pressupõem transmissão do conhecimento, enquanto que a aprendizagem implica em movimento, participação, compartilhamento de experiências, saberes, aprendizagem como processo de busca de respostas.
      Rubem Alves destaca que os professores devem ser os mediadores neste processo de construção do conhecimento em sala de aula, encorajando os alunos a buscarem, serem questionadores, terem prazer de aprender e saber por que e para que servem o que estão aprendendo, formando assim cidadãos conscientes.
      Esta passagem do papel de transmissor para mediador do conhecimento enriquece o papel do professor, uma vez que os alunos têm participação ativa na pesquisa, discussão e troca de ideias; o aprendizado é compartilhado.
     Exige um planejamento dos objetivos que se pretendem atingir, como e com que estratégias, exigindo esforços compartilhados.
     Quando faz sentido é mais prazeroso e fácil para aprender. Devemos, enquanto docentes, ser sempre mediadores da aprendizagem: estimular/provocar os alunos, vincular ao seu cotidiano para que entendam que tudo tem um significado. É importante que estejamos atentos para analisar e refletir sobre o nosso aluno e o ambiente em que ele está inserido para interferirmos, questioná-los e consequentemente, conduzirmos a pesquisa que está sendo feita.
        Com isso, permite-lhe a interação e a autonomia e possibilita a capacidade de pensar e de construir o seu saber a partir da reflexão sobre a prática.
      Há diferentes maneiras de trabalhar com os alunos e produzir conhecimento: debate, estudo, experimentação, jogos, material concreto, tecnologias, trabalho com projetos de aprendizagem, sempre partindo da curiosidade.
    Desta forma, observa-se que a motivação e interesse dos alunos nos projetos desenvolvidos vai além do que o trabalho que normalmente desenvolvemos em sala de aula. Como os temas surgem a partir de interesses dos próprios alunos, percebe-se que a aula passa a ter mais sentido, significado. A vontade de aprender, de colaborar, de buscar fonte para que se possa trabalhar com o tema do projeto, demonstra claramente uma nova significação do aprender.
      É possível desenvolver o PA em diferentes turmas e idades, respeitando o tempo e espaço de cada aluno. Claro que gera um trabalho um pouco maior para o professor, pois não existe uma cronologia ou etapa rígidas, à medida que o trabalho vai sendo desenvolvido é que as interlocuções vão acontecendo.



segunda-feira, 8 de maio de 2017

Aprimorando o hábito de escrever

fonte: http://escrevemos.com/files/styles/artigos_full/public/noticias/ganhar-dinheiro-escrevendo.jpg?itok=IkgUA5JS



A autoria na produção textual é um processo, na minha opinião. Ela decorre da construção do conhecimento. Ela não é tão simples, requer dedicação, concentração e apropriação sobre determinado assunto.
Normalmente estamos habituados a dissertar sobre determinado assunto partindo de leituras prévias ou fazendo uso de pesquisas/conhecimentos de autores de renome ou que estão apropriados sobre o que estamos pesquisando. Isso não significado menosprezar as fontes de pesquisa e recursos bibliográficos que estão à nossa disposição e que são frutos de fontes confiáveis de produção do conhecimento; pelo contrário, por vezes torna-se mais rápido e fácil ao abordarmos algo nos fazermos de experiências e ideias de outros autores.
Porém, no universo acadêmico e ao longo de nossa formação intelectual, é fundamental que desenvolvamos a autoria na produção textual. Ela decorre de muito estudo, leitura e pesquisa, cruzando dados e informações e atualizando-nos constantemente.
Só desenvolvemos a autoria praticando-a; desta forma, é fundamental que estejamos exercitando nossa autoria permanentemente; ela é um processo em construção. Pode não ser simples no início, mas à medida que vamos praticando ela se torna um exercício de reflexão.
O referencial teórico, formado pelo conjunto de bibliografia que tomamos como suporte para este exercício é fundamental para o desenvolvimento de nossa autoria de escrita acadêmica. Servem na maioria das vezes como ponto de partida de nosso trabalho, constituindo-se como base de nossa pesquisa inicial ou até mesmo como reafirmação de nossos resultados ou produtos da pesquisa, que implicam na produção intelectual através da escrita acadêmica.
       A proposta de analisar a qualificação das postagens de um colega, mais as suas próprias postagens realizadas nos respectivos blog, possibilita a ampliação dos horizontes da escrita acadêmica e o aperfeiçoamento desta habilidade de escrever.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O aluno como protagonista da aprendizagem

Fonte: http://www5.fgv.br/ctae/publicacoes/ning/publicacoes/00-Artigos/Wiki/Wiki.jpg



     O aluno que temos hoje em nossa escola está imerso numa sociedade cujo conhecimento e informação proporcionam o acesso simultânea a muitas informações e interações, seja presencialmente ou virtualmente.
    A escola, formada no século passado, carece de mudar suas concepções e práticas visando interagir com este novo aluno que faz parte de uma nova realidade. Esta interação é uma possibilidade maior de aprendizagem e construção do conhecimento.
     Aliás, esta construção pode resultar de colaboração.
   Nós professores, devemos olhar sobre nossas práticas e refletir sobre os modelos que adotamos para ensinar - quando conseguimos - o conteúdo ao invés de priorizar o desenvolvimento de competências e habilidades que serão importantes para a vida nesta nova sociedade.
   Tardif (2010) destaca ideia amplamente defendida por Alarcão (2010), a questão do “professor como profissional reflexivo”. Seja nos aspectos de sua formação ou em sua prática cotidiana, é fundamental que haja o trabalho em colaboração, pois ninguém consegue agir de forma isolada e aprendemos continuamente, principalmente através da interação com nossos pares. Todo este processo de reflexão contribui para o desenvolvimento da identidade profissional docente, como aponta Alarcão (2010).
    Confesso que refletindo sobre minha prática profissional docente muitas vezes presa ao desenvolvimento de conteúdos que compõem uma estrutura curricular arraigada e tradicional.
     Com as reflexões e aprendizagens do PEAD, minha prática está buscando a autonomia dos meus alunos e seu protagonismo, através da interação contínua, explorando para os ambientes além da sala de aula e dos muros escolares.
Aprendizagem é movimento. 

Fontes:
ALARCAO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2010, p. 43-63.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 11ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2010.


domingo, 23 de abril de 2017

Iniciando o 5º semestre: a prática como partida

Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/img/0443.jpg



     Estamos iniciando mais um semestre letivo no PEAD. Eis que chegamos ao Eixo 5.
    Partiremos de construções realizadas no curso para olharmos sobre nossa prática aliada a formação do curso, para ampliarmos nossa capacidade de reflexão e trabalho em sala de aula.
    A dinâmica de trabalho proposta é do trabalho colaborativo ao longo do semestre, visando desenvolver nosso olhar individual, partilhado em modos de pensar em grupos, instigando a colaboração, reflexão e autonomia.
     Nossa prática e formação profissional passa a ter consciência de sentido, para voltarmos nossas ações visando estabelecer uma articulação teoria-prática.