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sábado, 29 de junho de 2019

Revisitando postagens - IX

A escola e as tecnologias

fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693


       Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
      Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
        Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
         Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
       É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
         E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
         Cabe a cada um fazer uma reflexão......
         Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
         O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.

Revisitando postagens - VII

O uso pedagógico das tecnologias

fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html

       Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
      Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
    O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
      Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional. 
      Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
      Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
       Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
      Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
      Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
       Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
       Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
        Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
          Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Revisitando postagem - V

Refletindo sobre a Didática

Fonte: http://novosalunos.com.br/a-importancia-da-inovacao-no-ensino-e-aprendizagem-dos-alunos/



     O estudo da Didática e as teorias sobre o ensinar e aprender buscam efetivamente fornecer subsídios para a aprendizagem de todos.
     Olhando para os escritos de Comênio, percebemos que já no século XVII preocupava-se numa forma de que todos pudesse aprender, de maneira agradável e de forma sólida.
      Isso quer dizer, que o aprender deveria ser algo de interesse, que motivasse os estudantes. Ainda, que as aprendizagens fossem pilares fundamentais para a vida de cada um.
     Além disso, Comênio afirmava que caberia à Didática fornecer meios  que permitissem que os professores ensinassem a todos e que todos aprendessem. Por isso na sua obra referia-se à Didática como "a arte de ensinar".
     Ora, este é um desafio que ainda temos nos dias de hoje. Embora tenhamos avançado muito na compreensão de como os educandos aprendem, cada um a seu tempo e ritmo, ainda insistimos em utilizar a quantificação e classificação como caminhos a serem buscados.
     Ainda ensinamos todos da mesma maneira esperando que todos aprendam. A Escola ainda tem o desafio de repensar sua estrutura fundada no século passado.
    Nós professores precisamos repensar nossa prática docente visando diversificar os recursos e estratégias de aprendizagem.
      No Brasil, atualmente, gastamos muito tempo com as questões de "ordem" em nossas instituições, que são um preciso espaço de tempo que deixamos de propiciar que nossos estudantes sejam protagonistas da construção do seu conhecimento.
     Mas a responsabilidade não é só das escolas e docentes. As instituições formadoras e os governos devem garantir o sucesso das políticas educacionais visando atingirmos a almejada educação com qualidade social.
       A formação de  professores é fundamental para que possamos aperfeiçoar as práticas docentes em todo o país. O PEAD foi uma possibilidade, que todos nós que estamos no curso, de revisitarmos nossas práticas, aperfeiçoando e qualificando nossa ação pedagógica, melhorando os processos educacionais, contribuindo para garantir que todos os alunos aprendam, tenham sucesso escolar.

Referências
COMÉNIO, João Amós. Didácta Magna: tratado da arte de ensinar tudo a todos. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. 525 p. 

Revisitando postagens - IV

Reflexões sobre o ensinar e aprender: o aluno em foco

fonte: http://www.conversaemacao.com.br/ensino-aprendizagem-como-o-seu-aluno-aprende/

Atualmente nos preocupamos em proporcionar que todos os nossos estudantes aprendam, tendo respeitados seu ritmo e tempo para isso. Procuramos diversificar nossa prática docente, permitindo que os alunos aprendam, não mais preocupados em ter um único modelo de ensino cujo objetivo é ensinar o máximo para que os alunos aprendam.
Comênio já tinha a preocupação em respeitar o tempo de cada um, partir de conhecimentos prévios e da realidade como instigadoras de aprendizagem. Ainda, ultrapassar a estrutura rígida de ensino-aprendizagem, para tornar o ambiente dinâmico e que desperte o interesse dos alunos.
Entendo ser o que buscamos hoje em dia em nossas instituições escolares, quando vamos além do espaço oferecido nas salas de aula, para a utilização de outros e diversos recursos e ferramentas que colaborem neste processo. Ainda, vejo que oferecemos mais autonomia para que os próprios estudantes sejam protagonistas de sua aprendizagem, que interajam, busquem, pesquisem e experimentem.
É importante apontarmos que ainda existe uma estrutura rígida e certa resistência por parte de nós professores, porque implica em desacomodação, em repensar nossa prática docente e planejar nossas aulas com objetivos muito claros do que buscamos.
Na minha prática docente busco integrar os alunos na organização das atividades, no planejamento de aulas, na sugestão de formas de interagirmos e desenvolver, sempre que possível, atividades mais práticas.
O uso das tecnologias da informação e comunicação (internet, computadores, celulares) também é importante porque fazem parte da cultura e do cotidiano dos nossos estudantes. Eles têm acesso a variadas informações, de forma instantânea e dominam muito bem estas tecnologias. Entendo que são ferramentas fundamentais e que devem ser exploradas como recursos para a construção do conhecimento.
Mas confesso que nem sempre isso é fácil ou conseguimos. Embora também tenham muita importância, muitas vezes ficamos presos aos livros e outros materiais didáticos que estão à nossa disposição na escola, o que nem sempre possibilita despertar em nossos estudantes o prazer por aprender e descobrir mais.
Neste sentido, percebo no cotidiano escolar elementos da pedagogia de Comênio. A questão da relação professor/aluno, que também considero fundamental para o processo de ensino aprendizagem, pois nem sempre há uma boa relação instituída no ambiente escolar, o que reflete de forma negativa no processo.
Ainda, valorizar os conhecimentos e experiências dos estudantes, respeitar seu tempo de aprender, seu ritmo, buscando que todos aprendam e utilizando estratégias diversificadas para garantir que isso se efetive.
        Esta reflexão do PEAD, nos aponta que mais do que nunca no atual momento que estamos vivendo no país, onde a deconstrução de políticas públicas e desvalorização da escola/professores/alunos por parte do Governo atual, caminha no sentido de diminuir o papel do estado na oferta da educação e na qualidade, visando a volta de uma educação conteudista, tradicional, onde o discurso de que só os melhores aprendem e têm condições de ascender no ensino.

Referência:


DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29

quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Revisitando postagem X


Refletindo sobre poema e posia

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg

Minha reflexão hoje inicia a partir do estudo sobre poema e poesia, na interdisciplinar de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem.
Analisando a essência, poema é um texto que se apresenta em forma de versos, estrofes, ritmo, métrica e sonoridade, enquanto que a poesia além de ser encontrada no poema, em narrativas literárias (conto, romance, novelas) e obras de arte, apresenta um conteúdo poético, visando desenvolver a sensibilidade (com o mundo, as artes, as palavras), apresenta uma linguagem mais elaborada.
Analisando o contexto histórico, vemos que até o século XIX encontramos pequenos manuscritos familiares, geralmente de pais para filhos. A partir deste século, pode-se dizer que surge juntamente com a escola com uma função moral, visando além do aprendizado da língua portuguesa o bom comportamento e o civismo.
Uma análise crítica mostra que desde o seu surgimento e uso na sala de aula, são acompanhados de questionários e deram origem às famosas “fichas de leitura”, às quais ainda hoje obrigamos nossos estudantes a tais atividades que consideram “penosas” e chatas, uma vez que de certa forma o são.
Não desmereço totalmente sua importância (em pequena parte), mas ainda é desafio que o educador faça o uso do poema e poesia visando explorar e ampliar as potencialidades dos alunos, sua reflexão, para além de questões prontas para seu rápido entendimento e compreensão.
Temos os exemplos do próprio Olavo Bilac, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes, que em seu tempo exploraram a musicalidade, o jogo sonoro, além do compromisso pedagógico a que sempre se destinavam o poema e a poesia.
Existem muitas possibilidades, cabe a nós explorarmos o imaginário!
Novamente refletindo para minha prática docente no estágio, um dos pontos focais de trabalho eram a leitura e escrita. Assim, o trabalho com diferentes gêneros textuais foi fundamental para o desenvolvimento das competências e da sensibilidade leitora dos estudantes.
Trabalhamos com diversos gêneros, entre os quais poema e poesia. Mas destaco um gênero que foi muito apreciado pelos estudantes - a poesia. Em especial a poesia "Direito de voar", escolhida especialmente em função do PPA "Identidade", que estava sendo desenvolvido na prática docente.


Fontes:
http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.

Revisitando a postagem


Geografia: compreendendo-se e situando no mundo

fonte: http://geografia.uol.com.br/geografia/mapas-demografia/33/imagens/i227820.jpg



Sempre fui apaixonado pela Geografia. Conhecer o mundo sempre me fascinou....
Enquanto aluno do Ensino Fundamental, embora num ensino tradicional da Geografia, sempre me dediquei muito e estudava para ser um bom aluno. Meus professores liam os capítulos conosco, passam exercícios, corrigiam, faziam provas, trabalhos e trabalhavam muito com mapas. Não me lembro de ter construído sequer uma maquete ou ter feito uma saída de campo. Mesmo assim, sempre gostei de Geografia, a tal ponto que quase acabei cursando esta licenciatura, a qual admiro até hoje.
Enquanto professor dos Anos Iniciais, procuro explorar o ensino de Geografia utilizando de variados recursos, para situar meus alunos no espaço, para que eles se localizem e compreendam o mundo e, acima de tudo, gostem de Geografia.
Castrogiovanni e Costella apontam que “o aluno competente em geografia estabelece relações entre os elementos geográficos que compõem o espaço e é, a partir desta relação, que se posiciona frente aos desafios da sociedade da informação” (pág. 15).
Assim sendo, apontam o ensino da Geografia e principalmente da Cartografia como possibilidades inclusive na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental. Enfatizam que a Geografia ensina a ler o mundo e é fundamental o letramento espacial nos alunos.
Segundo os autores, é necessário novas leituras e um novo caminho para o ensino-aprendizagem da Geografia, porque existe uma fragilidade entre o que o professor aprende durante sua formação e o que ensina na escola.
A Cartografia permite um trabalho muito rico em sala de aula estabelecendo referência, lateralidade, percepção de imagens de diversos pontos de vista, relações de distância, ordenamento de pontos de referência, desenvolvendo a capacidade da conservação do conhecimento.
É imprescindível o processo de revisão da prática pedagógica do professor, explorando as possibilidades de um novo ensino-aprendizagem da Geografia, ampliando possibilidades, desenvolvendo novas habilidades.
Considero importante aliar a teoria à prática docente. Neste sentido, reflito sobre minha prática docente durante o estágio do PEAD, realizado neste segundo semestre de 2018. Até então, os alunos aprendiam exclusivamente linguagem escrita e matemática. Porém, em função do projeto "Identidade", que desenvolvi ao longo do estágio, em diversas oportunidades trabalhamos com a cartografia e uso de mapas como recurso para aprendizagem, para que os estudantes da EJA compreendam-se como parte de um contexto mais amplo.
Assim, para que estes compreendessem sua identidade historicamente, relacionada à sua história de vida, do bairro onde residem e da escola que frequentam, a cartografia foi fundamental para a compreensão desta relação e das transformações que ocorrem(ão) nestes espaços e na nossa vida.

Referências
CASTROGIOVANNI, Antonio; COSTELLA, Roselane. Geografia e a cartografia escolar no ensino básico: uma relação complexa - percursos e possibilidades. In: SEBASTIÁ, Rafael; TONDA, Emilia. La investigación e innovación en la enseñanza de la Geografía. Alicante: UNE, 2016, p.15-26.

Revisitando a postagem


Memória e história: a fotografia em questão





Fonte: http://blog.emania.com.br/content/uploads/2015/07/fotografo-iniciante1.jpg


Vivemos num mundo em que as mudanças ocorrem de forma cada vez mais rápida. Às vezes, quando nos damos conta, acontecimentos já fazem parte do nosso passado.
Nossa sociedade capitalista cria diariamente muitas tecnologias que passam a influenciar em nossas vidas e das quais até por vezes nos tornamos dependentes.
A fotografia, como reflete Felizardo e Samain (2007) também evoluiu muito com o passar dos anos. Antigamente, as câmera possuíam filmes que poderiam levar dias até serem revelados; hoje, com as câmeras digitais, instantaneamente já podemos conferir as imagens. Qualquer pessoa pode se tornar um fotógrafo amador; até mesmo os celulares dispõem de câmeras com boa definição.
No entanto, nos acostumamos, alertam os autores, a manter as fotografias armazenadas em mídias diversas (CDs, DVDs, HDs), inclusive nas próprias câmeras digitas (ou dos celulares), cujas memórias são cada vez maiores ou utilizamos de cartões de memória. A rapidez com que podemos excluir aquelas que não nos agradam ou não nos interessam ou até mesmo a possibilidade de perder fotos que fazem parte de memórias importantes de nossa História, são o contraponto desta facilidade de registrar.
Perdeu-se o hábito de revelar e armazenar em álbuns (ou semelhantes) as fotografias, dando sentido e sequência à nossa história de vida ou acontecimentos que nos são muito importantes, seja de nossa memória individual ou coletiva.
Segundo Felizardo e Samain (2007, pág. 217)
[...] Fotografar significa congelar no tempo a nossa memória, atestar e perpetuar a nossa existência. [...] parar no tempo e no espaço algo que, para nós, tenha sido provavelmente importante ou simplesmente agradável, familiar, bonito atraente.
Isso não significa que esta evolução da fotografia seja negativo em nossa vida, mas sim que passa, no contexto atual, por uma nova forma de arquivar e guardar nossas memórias, nossa História.
Durante minha prática docente no PEAD, ao longo do segundo semestre de 2018, desenvolvi o PPA sobre "Identidade", visando trabalhar a história de vida dos estudantes, do bairro onde residem e da escola, inter-relacionando com suas vidas e possibilidades. A questão da memória e história fizeram parte do projeto, uma vez que lidamos com estas questões no que se refere à vida dos estudantes, ao bairro Sarandi e à escola. Trabalhamos com o uso das fotografias para dar sentido à memória e á história, para que compreendessem o contexto em que  estão vivendo, as transformações e as possibilidades.

FONTES
FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246> Acesso em: dez. 2016.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

Como o sujeito constroi conhecimento, segundo Piaget

Fonte: https://pedagogiaconcursos.com/jean-piaget-biografia/


      A teoria de Jean Piaget apresenta alguns aspectos bem distintos da teoria de Vygotsky. Porém, traz contribuições importantes para a educação e o entendimento de como os sujeitos constroem seu conhecimento.
    Segundo Piaget, temos uma construção endógena dos conceitos, ou seja, interna. Para ele, existe uma estreita ligação entre a linguagem e o pensamento, sendo que o segundo precede a primeira.
      A formação do pensamento como representação conceitual ocorre ao mesmo tempo em que a linguagem se desenvolve. Ambos estão vinculados à função simbólica.
     Para o autor, há uma lógica de coordenação das ações uma vez que a linguagem sensório-motora vem antes da linguagem. Todas as atividades dos sujeitos são controladas nas coordenações gerais das ações. As raízes do pensamento se encontram nos esquemas de ação, prefigurados no funcionamento nas estruturas mais complexas.
     Piaget, para explicar a evolução do comportamento humano, incluídas aí a linguagem e a inteligência, propõe a continuidade como reconstrução das estruturas anteriormente adquiridas. Atenta, neste percurso, para a importância das relações sociais na formação do pensamento conceitual, sendo que a evolução do pensamento como produto também das interações sociais na condição de permanecer garantida a atividade de processos internos e a continuidade, com reconstrução, de conquistas anteriormente alcançadas.
     De acordo com este autor, se as crianças, uma vez atingida a representação e a função simbólica, não exercitaram a recordação e reconstituição das memórias e das ações vividas, através das narrativas, os esquemas não serão interiorizados e não se transformarão em conceitos.
    Há a necessidade permanente de troca simbólica como meio de reconstituição do vivido e interação dos pontos de vista, no processo de construção interna do sujeito.
    Neste sentido, Piaget aponta a necessidade da formação de estruturas internas ao educando, uma vez que segundo seus estudos o pensamento precede a linguagem.
     Os estudos de Piaget são fundamentais para entender o desenvolvimento das estruturas internas que permitem ao sujeito a construção dos conhecimentos. É vital que os docentes (e futuros docentes) conheçam sua teoria de desenvolvimento dos sujeitos.
     Compreendendo como o aluno se desenvolve, é possível planejar de acordo com as necessidades da turma, respeitadas as individualidades de cada educando.

Referências
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo.  Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicologia em estudo, v. 11,  n. 1, p. 119- 127, jan/abr 2006.



terça-feira, 10 de abril de 2018

Reflexões sobre o ensinar e aprender: o aluno em foco

fonte: http://www.conversaemacao.com.br/ensino-aprendizagem-como-o-seu-aluno-aprende/

Atualmente nos preocupamos em proporcionar que todos os nossos estudantes aprendam, tendo respeitados seu ritmo e tempo para isso. Procuramos diversificar nossa prática docente, permitindo que os alunos aprendam, não mais preocupados em ter um único modelo de ensino cujo objetivo é ensinar o máximo para que os alunos aprendam.
Comênio já tinha a preocupação em respeitar o tempo de cada um, partir de conhecimentos prévios e da realidade como instigadoras de aprendizagem. Ainda, ultrapassar a estrutura rígida de ensino-aprendizagem, para tornar o ambiente dinâmico e que desperte o interesse dos alunos.
Entendo ser o que buscamos hoje em dia em nossas instituições escolares, quando vamos além do espaço oferecido nas salas de aula, para a utilização de outros e diversos recursos e ferramentas que colaborem neste processo. Ainda, vejo que oferecemos mais autonomia para que os próprios estudantes sejam protagonistas de sua aprendizagem, que interajam, busquem, pesquisem e experimentem.
É importante apontarmos que ainda existe uma estrutura rígida e certa resistência por parte de nós professores, porque implica em desacomodação, em repensar nossa prática docente e planejar nossas aulas com objetivos muito claros do que buscamos.
Na minha prática docente busco integrar os alunos na organização das atividades, no planejamento de aulas, na sugestão de formas de interagirmos e desenvolver, sempre que possível, atividades mais práticas.
O uso das tecnologias da informação e comunicação (internet, computadores, celulares) também é importante porque fazem parte da cultura e do cotidiano dos nossos estudantes. Eles têm acesso a variadas informações, de forma instantânea e dominam muito bem estas tecnologias. Entendo que são ferramentas fundamentais e que devem ser exploradas como recursos para a construção do conhecimento.
Mas confesso que nem sempre isso é fácil ou conseguimos. Embora também tenham muita importância, muitas vezes ficamos presos aos livros e outros materiais didáticos que estão à nossa disposição na escola, o que nem sempre possibilita despertar em nossos estudantes o prazer por aprender e descobrir mais.
Neste sentido, percebo no cotidiano escolar elementos da pedagogia de Comênio. A questão da relação professor/aluno, que também considero fundamental para o processo de ensino aprendizagem, pois nem sempre há uma boa relação instituída no ambiente escolar, o que reflete de forma negativa no processo.
Ainda, valorizar os conhecimentos e experiências dos estudantes, respeitar seu tempo de aprender, seu ritmo, buscando que todos aprendam e utilizando estratégias diversificadas para garantir que isso se efetive.

Referência:
DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29


segunda-feira, 9 de abril de 2018

Refletindo sobre a Didática

Fonte: http://novosalunos.com.br/a-importancia-da-inovacao-no-ensino-e-aprendizagem-dos-alunos/



     O estudo da Didática e as teorias sobre o ensinar e aprender buscam efetivamente fornecer subsídios para a aprendizagem de todos.
     Olhando para os escritos de Comênio, percebemos que já no século XVII preocupava-se numa forma de que todos pudesse aprender, de maneira agradável e de forma sólida.
      Isso quer dizer, que o aprender deveria ser algo de interesse, que motivasse os estudantes. Ainda, que as aprendizagens fossem pilares fundamentais para a vida de cada um.
     Além disso, Comênio afirmava que caberia à Didática fornecer meios  que permitissem que os professores ensinassem a todos e que todos aprendessem. Por isso na sua obra referia-se à Didática como "a arte de ensinar".
     Ora, este é um desafio que ainda temos nos dias de hoje. Embora tenhamos avançado muito na compreensão de como os educandos aprendem, cada um a seu tempo e ritmo, ainda insistimos em utilizar a quantificação e classificação como caminhos a serem buscados.
     Ainda ensinamos todos da mesma maneira esperando que todos aprendam. A Escola ainda tem o desafio de repensar sua estrutura fundada no século passado.
    Nós professores precisamos repensar nossa prática docente visando diversificar os recursos e estratégias de aprendizagem.
      No Brasil, atualmente, gastamos muito tempo com as questões de "ordem" em nossas instituições, que são um preciso espaço de tempo que deixamos de propiciar que nossos estudantes sejam protagonistas da construção do seu conhecimento.
     Mas a responsabilidade não é só das escolas e docentes. As instituições formadoras e os governos devem garantir o sucesso das políticas educacionais visando atingirmos a almejada educação com qualidade social.

Referências
COMÉNIO, João Amós. Didácta Magna: tratado da arte de ensinar tudo a todos. 4. ed. Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 1996. 525 p. 

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Linguagem e desenvolvimento: um olhar sobre teorias

fonte: http://www.plataformadoletramento.org.br/em-revista/974/site-aprender-linguagem-0-5-anos.html


As questões ligadas a linguagem e ao desenvolvimento dos sujeitos foram explicadas de formas distintas, desde o início das primeiras pesquisas e teorias que foram formuladas sobre estas questões.
De acordo com Silva (2010), a história da linguagem é envolta de especulações e histórias.
Para se ter uma noção de sua importância, no século XIX, foram realizados experimentos que envolviam os filhos de linguistas e estudiosos do assunto.
No século XX, a teoria Behaviorista, cujo principal nome era Skinner, defendia que a linguagem era uma característica inata, onde a seu aprendizado decorria principalmente da imitação dos adultos e do reforço.
Assim, a tríade estímulo-resposta-reforço era a explicação que se dava para a aquisição da linguagem. Nesta teoria, tinha-se uma visão de uma criança passiva.
Esta teoria foi contraposta com o desenvolvimento da neurociência e o desenvolvimento dos estudos linguísticos.
Outra teoria cujo teórico era Chomsky era conhecida com Gerativismo. Segundo esta teoria, a criança nasce pré-programada influenciada por fatores biológicos e cognitivos, o que explica o fato de afirmarem que a linguagem era inata ao ser humano.
Anos mais tarde esta teoria foi confrontada pelo construtivismo e pelo interacionismo, cujo principal teórico era Vygotsky.
Esta teoria era fundada na dimensão sócio-histórica e na interação entre os sujeitos, desta forma a linguagem é considerada ao mesmo tempo um processo pessoal, um processo social e um instrumento complexo.
Atualmente, associamos o interacionismo a seu principal teórico, Vygotsky. Esta teoria contribuiu muito para o desenvolvimento infantil, para o conhecimento da aprendizagem em sociedade e para os estudos sobre desenvolvimento do pensamento e da linguagem.
Hoje sabemos que cada criança aprende ao seu tempo e espaço e as contribuições das principais teorias pedagógicas foram fundamentais para o desenvolvimento dos estudos de como a criança aprende. 


fonte: http://psicopedagogiacaeda.com.br/servicos/transtorno-do-desenvolvimento-da-linguagem/


Referência
SILVA, Samanta Demétrio da. Aquisição da linguagem. Disponível em: <https://www.webartigos.com/artigos/aquisicao-da-linguagem/43208#ixzz59HvSxZXo>. Acesso em: mar 2018.

terça-feira, 3 de abril de 2018

O uso pedagógico das tecnologias

fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html

       Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
      Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
    O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
      Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional. 
      Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
      Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
       Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
      Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
      Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
       Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.

domingo, 1 de abril de 2018

A escola e as tecnologias

fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693


       Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
      Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
        Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
         Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
       É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
         E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
         Cabe a cada um fazer uma reflexão......

domingo, 19 de novembro de 2017

A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos

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Nós seres humanos somos marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos desenvolvermos.
As crianças, mais do que os adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e espaço.
Os estudos de Piaget mostram que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se tornando cada vez mais complexas e perfeitas.

Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Construindo uma inclusão na prática: ultrapassando barreiras

Fonte: http://inclusaodequalidade.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Site-4.jpg


Partindo de uma reflexão sobre nossa realidade, percebemos que a importância de construir estratégias inclusivas, uma vez que a educação é direito de todos.
A relação entre sociedade e deficiência sempre foi marcada por atitudes, preconceitos, estereótipos, estigmas, sendo que o aluno foi por muito tempo excluído do ambiente educacional e de outros espaços da sociedade.
Neste sentido, a sociedade precisa repensar sua forma de lidar com a deficiência e com os transtornos globais de desenvolvimento (TGD). Faz-se necessária a construção de um novo repertório sobre o TGD (quem são estes sujeitos, seu desenvolvimento etc.), compreendendo as suas especificidades, em especial a tríade comportamento, interação social e linguagem.
Cada criança é única em seu processo de desenvolvimento, não podemos comparar uma criança à outra, mas sim a ela mesma (como era, como está etc.). Assim, é necessária uma observação mais sensível do aluno com TGD.
A escola favorece o desenvolvimento das crianças. O professor é a porta de construção de outros relacionamentos. Ele deve conhecer para pensar e repensar sua prática pedagógica, criar uma abordagem pedagógica para garantir o sucesso da inclusão desses alunos.
Esta abordagem pedagógica para que a criança se sinta pertencente, construa seu conhecimento, desenvolva-se. Para isso é fundamental que o professor tenha rede de apoio (planejamento, estratégias, recursos etc.).
É necessária uma observação mais sensível do aluno. A criança é o resultado das experiências que ela tem ao longo da sua vida. Quanto mais interage e aprende, mais ela se desenvolve.
A adaptação do aluno ocorre de maneira progressiva com o professor, com a escola, com seus pares, com o ambiente. Os rituais da escola são importantes porque funcionam como uma forma de organização interna do aluno.
Por isso, há necessidade de uma observação do professor para as necessidades específicas dos alunos TGD nas três áreas (comportamento, linguagem e interação social).
A escola deve propiciar situações para o desenvolvimento da criança o que exige planejamento, meta e constante observação/mediação. Além disso, a capacitação profissional do professor, a diversificação do material didático, a organização do PPP, adequações curriculares, rede de apoio, novas metodologias e promover parcerias com as famílias.

Referências:
HÖHER, Síglia Pimentel; BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura.
Transtornos Globais de Desenvolvimento. Disponível em: <https://youtu.be/Tf-R4hGYOFs>. Acesso em: nov 2017.


segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Um olhar sobre minha escola: leituras do coletivo

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A escola onde atuo oferece Ensino Fundamental completo; trata-se de uma escola polo, de um pequeno município, a única que oferece esta etapa da Educação Básica da rede municipal. Recebe alunos oriundos de todos os bairros e localidades do Município.
Para que isso ocorresse, foi necessário o fechamento das outras três escolas que haviam no Município, processo ocorrido devido à diminuição de número de matrículas e famílias nestas comunidades. Arroyo afirma no seu texto que [...] Não ter escola ou fechá-la e levar os filhos para outro lugar é sacrificar sua existência como comunidade humana, mais um mecanismo de tornar a comunidade inexistente, invisível.
As escolas que foram fechadas localizavam-se no campo sendo que os alunos foram levados para a escola “da cidade’. Ora, Noé já alertava que o processo educacional emerge  através da família, igreja, escola e comunidade. Desta forma, a escola passa a fazer parte da identidade local, refletindo os sujeitos, seus tempos e espaços. Neste sentido, Arroyo defende que as Escolas devam ter as marcas de suas culturas e identidades, com educadores professores arraigados nas comunidades. Neste sentido, o que observamos com o nucleamento dos alunos, é a destruição das formas ancestrais de viver, de produção da vida humana, das identidades e dos saberes, como o autor aponta em seu texto.
Desta forma, a realidade da educação municipal e da própria escola onde atuo sofreu profundas transformações, principalmente na última década. Sendo a escola como uma construção da modernidade, afirmam Missio e Cunha, percebemos que diferentes sujeitos, de tempos, espaços e realidades distintas passaram a conviver e interagir no espaço escolar. Ao passo que a escola mantém seu preceitos e estruturas muito semelhantes à época da sua constituição, embora os sujeitos e tempos sejam outros. Isto acaba por influenciar e interferir nas relações que se dão dentro e fora dela, incluindo no próprio cerne da comunidade.
Percebo que mesmo muitas mudanças terem acontecido, há a predominância ainda de aspectos que são fortemente marcados por poder, onde as práticas tradicionais ainda emperram uma efetiva gestão democrática e muitas vezes acabam por interferir na transformação do espaço escolar num local dinâmico. Há uma massificação, onde o todo que forma este espaço, mesmo que de origem distintas, são tratados como iguais, no sentido de homogeneizar as práticas, sem considerar suas origens e culturas. Arroyo chama isso de “pedagogias” destruidoras, sacrificiais dos saberes e identidades porque destruidoras de suas formas de produção do viver-ser, da terra, do território, do espaço de onde provém e vivem cada um desses atores, impondo um modelo único de cultura.
Como contraposição, resta o desafio apontado por Arroyo quando afirma que vincular ações coletivas, conhecimento e pedagogias supõe o reconhecimento das experiências e ações desses coletivos organizados ou não em movimentos sociais, bem como de seus contextos, espaços e tempos.
Outro olhar sobre esta realidade, diz respeito ao processo de construção de conhecimento, também emperrado pela homogeneização da forma de ensinar e de aprender, onde todos são ensinadas e devem aprender no mesmo tempo e à mesma velocidade. Candau alerta que o que deve ser mudado não é a cultura do aluno, mas sim a da escola, transformando-a num espaço de múltiplas aprendizagens e trocas, respeitando a autonomia e identidade dos sujeitos que ali interagem.

Referências
ARROYO, Miguel G. Ações coletivas e conhecimento: outras pedagogias?
CANDAU, Vera Maria Ferrão. Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação.
MISSIO, Luciani; Cunha, Jorge Luiz da. Um olhar sobre a educação moderna no século XXI.

NOÉ, Alberto. A relação Educação e Sociedade: os fatores sociais que intervém no processo educativo.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Refletindo sobre a escola e a construção do conhecimento



fonte: http://www.extelviraramos.com.br/uploads/Prop_Ped/proposta_pedagogica.png



A questão de entender a construção do conhecimento e o desafio para que o docente domine este assunto e tenha uma prática que vise transformar a escola num espaço de interação, curiosidade, aprendizagem, desafiante para os alunos, é mote de qualquer formação profissional de professores.
O grande desafio, como aponta Fernando Becker, é que a escola precisa transformar-se cada vez mais em laboratório e cada vez menos em auditório. Ainda temos como práticas predominantes a transmissão do conhecimento, numa escola fundada no século passado, que ainda se encontra presa à sua época de criação. Esta constatação fica clara quando o professor Becker afirma que continuamos copiando e repetindo na escola.
Tanto Becker quando La Taille trazem os estudos de Piaget e a Psicologia do Desenvolvimento para tratar sobre a importância de compreender como se dá a construção do conhecimento e o desenvolvimento dos educandos, a interferência do tempo de vida, nos processos da criança (conhecimento, socialização, progresso, adquirir competências, e como vão se transformar ao longo da vida).
Marques também destaca a importância da teoria de Piaget e dá importância que ela dá para entender como surge o conhecimento humano.
Os autores acima utilizam a teoria de Piaget e da Epistemologia Genética como forma de compreender como se dá a origem e desenvolvimento do conhecimento. Trazem em suas falas e textos a menção aos estágios do desenvolvimento cognitivo propostos por Piaget em sua teoria. Tratam-se de fases do desenvolvimento das funções cognitivas da inteligência, do pensamento. O desenvolvimento se dá por etapas, sendo que há superação de fases anteriores, podendo acontecer de certos estágios não serem alcançados. Não significa que todas as pessoas passem por todos os períodos; para sabermos em que período se encontra, é necessário saber como a pessoa pensa.
Somados aos autores acima, Lino de Macedo traz importante contribuições acerca do construtivismo, segundo o qual o conhecimento só tem sentido enquanto uma teoria da ação, da ação que produz este conhecimento. Segundo o autor, para se pensar numa escola construtivista, é fundamental abarcar vários aspectos, que passam pela postura do professor, dos materiais do ensino, da disciplina na sala de aula e do processo de avaliação escolar.
[...] O grande desafio do educador, amparado pelas contribuições teóricas da Epistemologia Genética, é formular perguntas capazes de gerar as perturbações necessárias para provocar o interesse do aluno. (MARQUES, 2008)

Referências
BECKER, Fernando. Escola mais laboratório e menos auditório. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs>. Acesso em: out. 2017.
Introdução à Psicologia do Desenvolvimento. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM>. Acesso em: out. 2017.
MACEDO, Lino de. O construtivismo e sua função educacional.
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26