Compartilho com vocês artigo meu publicado no Jornal Primeira Hora, edição de 7 de maio de 2020, página 26.
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terça-feira, 12 de maio de 2020
sábado, 29 de junho de 2019
Revisitando postagens - IX
A escola e as tecnologias
fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693
Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
Cabe a cada um fazer uma reflexão......
Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.
Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.
Revisitando postagens - VII
O uso pedagógico das tecnologias
fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html
Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional.
Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.
Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Revisitando postagens - IV
Reflexões sobre o ensinar e aprender: o aluno em foco
fonte: http://www.conversaemacao.com.br/ensino-aprendizagem-como-o-seu-aluno-aprende/
Atualmente nos preocupamos em proporcionar que todos os nossos estudantes aprendam, tendo respeitados seu ritmo e tempo para isso. Procuramos diversificar nossa prática docente, permitindo que os alunos aprendam, não mais preocupados em ter um único modelo de ensino cujo objetivo é ensinar o máximo para que os alunos aprendam.
Comênio já tinha a preocupação em respeitar o tempo de cada um, partir de conhecimentos prévios e da realidade como instigadoras de aprendizagem. Ainda, ultrapassar a estrutura rígida de ensino-aprendizagem, para tornar o ambiente dinâmico e que desperte o interesse dos alunos.
Entendo ser o que buscamos hoje em dia em nossas instituições escolares, quando vamos além do espaço oferecido nas salas de aula, para a utilização de outros e diversos recursos e ferramentas que colaborem neste processo. Ainda, vejo que oferecemos mais autonomia para que os próprios estudantes sejam protagonistas de sua aprendizagem, que interajam, busquem, pesquisem e experimentem.
É importante apontarmos que ainda existe uma estrutura rígida e certa resistência por parte de nós professores, porque implica em desacomodação, em repensar nossa prática docente e planejar nossas aulas com objetivos muito claros do que buscamos.
Na minha prática docente busco integrar os alunos na organização das atividades, no planejamento de aulas, na sugestão de formas de interagirmos e desenvolver, sempre que possível, atividades mais práticas.
O uso das tecnologias da informação e comunicação (internet, computadores, celulares) também é importante porque fazem parte da cultura e do cotidiano dos nossos estudantes. Eles têm acesso a variadas informações, de forma instantânea e dominam muito bem estas tecnologias. Entendo que são ferramentas fundamentais e que devem ser exploradas como recursos para a construção do conhecimento.
Mas confesso que nem sempre isso é fácil ou conseguimos. Embora também tenham muita importância, muitas vezes ficamos presos aos livros e outros materiais didáticos que estão à nossa disposição na escola, o que nem sempre possibilita despertar em nossos estudantes o prazer por aprender e descobrir mais.
Neste sentido, percebo no cotidiano escolar elementos da pedagogia de Comênio. A questão da relação professor/aluno, que também considero fundamental para o processo de ensino aprendizagem, pois nem sempre há uma boa relação instituída no ambiente escolar, o que reflete de forma negativa no processo.
Ainda, valorizar os conhecimentos e experiências dos estudantes, respeitar seu tempo de aprender, seu ritmo, buscando que todos aprendam e utilizando estratégias diversificadas para garantir que isso se efetive.
Esta reflexão do PEAD, nos aponta que mais do que nunca no atual momento que estamos vivendo no país, onde a deconstrução de políticas públicas e desvalorização da escola/professores/alunos por parte do Governo atual, caminha no sentido de diminuir o papel do estado na oferta da educação e na qualidade, visando a volta de uma educação conteudista, tradicional, onde o discurso de que só os melhores aprendem e têm condições de ascender no ensino.
Esta reflexão do PEAD, nos aponta que mais do que nunca no atual momento que estamos vivendo no país, onde a deconstrução de políticas públicas e desvalorização da escola/professores/alunos por parte do Governo atual, caminha no sentido de diminuir o papel do estado na oferta da educação e na qualidade, visando a volta de uma educação conteudista, tradicional, onde o discurso de que só os melhores aprendem e têm condições de ascender no ensino.
Referência:
DOLL, Johannes; ROSA, Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.). Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004, p.26-29
Revisitando postagens - I
A escola e a inovação
fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/
Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
Temos historicamente uma escola construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que não têm condições de arcar com seus estudos.
Historicamente, o objetivo da escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for possível, do ingresso no mercado de trabalho.
Mas este progresso e desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura social e de trabalho foi formada.
Com as tecnologias avançando rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
Este rompimento com as estruturas arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores, refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
Este movimento refletiu na escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há influências diretas. O desafio agora era o da inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
Cabe às instituições de ensino superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta sociedade do conhecimento e da informação.
Resta ainda o desafio do uso das tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos, mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e desafiadora.
Esta provocação de uso das tecnologias foi realizada ao longo do curso do PEAD para que nós, docentes em aperfeiçoamento profissional, repensássemos nossa prática visando fazer uso destas tecnologias em nosso fazer docente. No estágio supervisionado, ao final de 2018, numa turma da Educação de Jovens e Adultos, até então não acostumada a utilizar as tecnologias, passei a aliar o uso das TICs na proposta metodológica utilizada em sala de aula, utilizando como ferramentas facilitadoras da construção do conhecimento aos educandos.
Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.
Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Revisitando a postagem VIII
Autodesafio: a tecnologia como recurso para alfabetização e o letramento
Vivemos um período de rápidas transformações, marcado pelo surgimento de novas tecnologias, que automaticamente passam a ficar inseridas em nosso cotidiano.
A escola não pode ficar por fora destas inovações, tampouco continuar com o modelo tradicional de ensino-aprendizagem. Deve reinventar sua prática, visando aliar tecnologia e aprendizagem.
O uso das tecnologias em sala de aula possibilita criar um ambiente agradável, desafiante e motivador para professor e alunos.
Sabemos que nem todas as escolas dispõem de tecnologias e inclusive de internet; porém, boa parte delas possui.
Na escola onde sou docente recebemos do Governo do Estado netbooks em grande número, como recursos para uso com os alunos.
Porém, tudo o que é novo ainda causa certo receio; vejo que muitos professores ainda não utilizam os nets em sala de aula, seja por desconhecimento de seu funcionamento, falta de formação, dificuldades em planejar aulas com o seu uso e falta de tempo (planejamento) que é fundamental para organização do trabalho. Também passo por algumas destas dificuldades e mesmo não tendo recebido formação, passei a explorar os recursos dos nets para uso com meus alunos.
Como professor alfabetizador percebi uma variedade de recursos que os nets trazem para a alfabetização e alfabetização digital dos educandos.
Primeiro, eles adoram explorar e utilizar as tecnologias, já que muitos inclusive possuem um celular com muitos recursos disponíveis.
Segundo, porque os nets dispõe de recursos importantes que servem para prática em sala de aula no processo de alfabetização dos alunos (leitura, escrita, matemática).
Permanece o desafio do uso e aproveitamento da tecnologia em sala de aula, repensando minha prática docente e proporcionando aprendizagem significativa para meus alunos.
Legenda: prática no estágio usando laboratório de informática
Durante minha prática docente do estágio, semanalmente planejava um dia da semana, pelo menos, para uso do laboratório de informática com os alunos. Minha ação pedagógica visava o uso das tecnologias como recurso e possibilidades de construção do conhecimento.
Aliar o uso das tecnologias a aprendizagem é uma nova possibilidade que está à disposição em quase a totalidade das escolas, o que faz com que nós docentes precisemos repensar nossa prática e planejar situações-aprendizagem explorando o uso das tecnologias.
Os alunos gostam, conhecem, usam cotidianamente, podem inclusive nos ensinar muito, o que favorece sua aprendizagem e o interesse por aprender.
domingo, 1 de julho de 2018
A escola e a inovação
fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/
Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e
espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
Temos historicamente uma escola
construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento
econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que
não têm condições de arcar com seus estudos.
Historicamente, o objetivo da
escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra
para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre
as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for
possível, do ingresso no mercado de trabalho.
Mas este progresso e
desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das
sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande
mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a
todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura
social e de trabalho foi formada.
Com as tecnologias avançando
rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da
inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar
novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
Este rompimento com as estruturas
arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores,
refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de
professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas
mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela
formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam
mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino
e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
Este movimento refletiu na
escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há influências diretas. O desafio agora era o da
inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não
dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de
uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
Cabe às instituições de ensino
superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas
de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu
desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma
nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando
preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta
sociedade do conhecimento e da informação.
Resta ainda o desafio do uso das
tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos,
mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços
dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e
desafiadora.
domingo, 6 de maio de 2018
A inovação pedagógica: o papel das Universidades na formação docente
Fonte:http://mindgroup.cc/como-inovar-sem-perder-o-foco-na-qualidade-de-ensino/
Atualmente as políticas públicas educacionais visam a melhoria da qualidade social da educação. Um dos conceitos associados a isto é o da inovação pedagógica.
Segundo Cunha (2004) e seus estudos, a inovação pedagógica tem a ver com o conceito do "novo". Ela requer uma ruptura que permita reconfigurar o conhecimento.
No entanto, a autora aponta que existe uma crise envolvendo este campo. Tem a ver com a influência do neoliberalismo sobre as configurações da sociedade e da universidade, já que a segunda é legitimadora do conhecimento profissional.
O mercado passou a controlar a formação e a regulação em nome da eficácia. Não significa que a formação e regulação não sejam importantes, mas alerta para a influência que a regulação tem exercido sobre as políticas públicas.
A regulação, alerta Cunha (2004), está assumindo mais prestígio do que a emancipação, reconfigurando a profissionalidade dos professores e definindo o que seria um "professor de sucesso".
Embora saibamos que são necessárias reconfigurações dos saberes relacionados com o ensinar e o aprender, como resultado de uma construção histórica, ainda o conteúdo específico prevalece sobre o conhecimento pedagógico das humanidades.
A inovação pedagógica exige o reconhecimento dos professores como produtores de saberes, plurais em constituição e natureza.
A profissionalidade dos professores abarca a profissão em ação. Neste sentido, Cunha (2004) aponta que o exercício da docência é um processo, movimento, mudança, uma arte.
A pesquisa possibilita um caminho para a prática pedagógica inovadora do professor porque ela produz conhecimentos e favorece a formação.
Nosso desafio é transformar nossas práticas docentes colocando o aluno como protagonista do seu processo de construção do conhecimento.
Referência
CUNHA, Maria Isabel da. Inovações pedagógicas e a reconfiguração de saberes no ensinar e no aprender na Universidade. Portugual: CES, 2004.
terça-feira, 10 de abril de 2018
Reflexões sobre o ensinar e aprender: o aluno em foco
fonte: http://www.conversaemacao.com.br/ensino-aprendizagem-como-o-seu-aluno-aprende/
Atualmente
nos preocupamos em proporcionar que todos os nossos estudantes aprendam, tendo
respeitados seu ritmo e tempo para isso. Procuramos diversificar nossa prática
docente, permitindo que os alunos aprendam, não mais preocupados em ter um
único modelo de ensino cujo objetivo é ensinar o máximo para que os alunos
aprendam.
Comênio
já tinha a preocupação em respeitar o tempo de cada um, partir de conhecimentos
prévios e da realidade como instigadoras de aprendizagem. Ainda, ultrapassar a
estrutura rígida de ensino-aprendizagem, para tornar o ambiente dinâmico e que
desperte o interesse dos alunos.
Entendo
ser o que buscamos hoje em dia em nossas instituições escolares, quando vamos
além do espaço oferecido nas salas de aula, para a utilização de outros e
diversos recursos e ferramentas que colaborem neste processo. Ainda, vejo que
oferecemos mais autonomia para que os próprios estudantes sejam protagonistas
de sua aprendizagem, que interajam, busquem, pesquisem e experimentem.
É importante
apontarmos que ainda existe uma estrutura rígida e certa resistência por parte
de nós professores, porque implica em desacomodação, em repensar nossa prática
docente e planejar nossas aulas com objetivos muito claros do que buscamos.
Na minha
prática docente busco integrar os alunos na organização das atividades, no
planejamento de aulas, na sugestão de formas de interagirmos e desenvolver,
sempre que possível, atividades mais práticas.
O uso
das tecnologias da informação e comunicação (internet, computadores, celulares)
também é importante porque fazem parte da cultura e do cotidiano dos nossos
estudantes. Eles têm acesso a variadas informações, de forma instantânea e
dominam muito bem estas tecnologias. Entendo que são ferramentas fundamentais e
que devem ser exploradas como recursos para a construção do conhecimento.
Mas
confesso que nem sempre isso é fácil ou conseguimos. Embora também tenham muita
importância, muitas vezes ficamos presos aos livros e outros materiais
didáticos que estão à nossa disposição na escola, o que nem sempre possibilita
despertar em nossos estudantes o prazer por aprender e descobrir mais.
Neste
sentido, percebo no cotidiano escolar elementos da pedagogia de Comênio. A questão
da relação professor/aluno, que também considero fundamental para o processo de
ensino aprendizagem, pois nem sempre há uma boa relação instituída no ambiente
escolar, o que reflete de forma negativa no processo.
Ainda,
valorizar os conhecimentos e experiências dos estudantes, respeitar seu tempo
de aprender, seu ritmo, buscando que todos aprendam e utilizando estratégias
diversificadas para garantir que isso se efetive.
Referência:
DOLL, Johannes; ROSA,
Russel Teresinha Dutra da. A metodologia tem história. In: _______ (orgs.).
Metodologia de Ensino em Foco: práticas e reflexões. Porto Alegre: UFRGS, 2004,
p.26-29
terça-feira, 3 de abril de 2018
O uso pedagógico das tecnologias
fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html
Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional.
Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
domingo, 1 de abril de 2018
A escola e as tecnologias
fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693
Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se
atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas
questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das
tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível
desconectar as tecnologias de aprendizagem.
Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer
o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração
em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las.
Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às
tecnologias e seu uso com os alunos.
Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e
contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as
finalidades, de acordo com o período histórico.
É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis,
cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
Cabe a cada um fazer uma reflexão......
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