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terça-feira, 25 de agosto de 2020

A volta às aulas em xeque

 Compartilho o artigo publicado no Jornal Primeira Hora, edição de 20 de agosto, na página 20



sábado, 29 de junho de 2019

Revisitando postagens - IX

A escola e as tecnologias

fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693


       Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
      Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
        Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
         Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
       É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
         E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
         Cabe a cada um fazer uma reflexão......
         Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
         O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.

Revisitando postagens - VII

O uso pedagógico das tecnologias

fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html

       Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
      Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
    O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
      Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional. 
      Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
      Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
       Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
      Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
      Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
       Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
       Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
        Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
          Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Revisitando postagens - I


A escola e a inovação


fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/

 Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
          Temos historicamente uma escola construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que não têm condições de arcar com seus estudos.
       Historicamente, o objetivo da escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for possível, do ingresso no mercado de trabalho.
      Mas este progresso e desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura social e de trabalho foi formada.
           Com as tecnologias avançando rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
       Este rompimento com as estruturas arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores, refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
           Este movimento refletiu na escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há  influências diretas. O desafio agora era o da inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
     Cabe às instituições de ensino superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta sociedade do conhecimento e da informação.
        Resta ainda o desafio do uso das tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos, mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e desafiadora.
          Esta provocação de uso das tecnologias foi realizada ao longo do curso do PEAD para que nós, docentes em aperfeiçoamento profissional, repensássemos nossa prática visando fazer uso destas tecnologias em nosso fazer docente. No estágio supervisionado, ao final de 2018, numa turma da Educação de Jovens e Adultos, até então não acostumada a utilizar as tecnologias, passei a aliar o uso das TICs na proposta metodológica utilizada em sala de aula, utilizando como ferramentas facilitadoras da construção do conhecimento aos educandos.
        Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
        Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Revisitando a postagem


Memória e história: a fotografia em questão





Fonte: http://blog.emania.com.br/content/uploads/2015/07/fotografo-iniciante1.jpg


Vivemos num mundo em que as mudanças ocorrem de forma cada vez mais rápida. Às vezes, quando nos damos conta, acontecimentos já fazem parte do nosso passado.
Nossa sociedade capitalista cria diariamente muitas tecnologias que passam a influenciar em nossas vidas e das quais até por vezes nos tornamos dependentes.
A fotografia, como reflete Felizardo e Samain (2007) também evoluiu muito com o passar dos anos. Antigamente, as câmera possuíam filmes que poderiam levar dias até serem revelados; hoje, com as câmeras digitais, instantaneamente já podemos conferir as imagens. Qualquer pessoa pode se tornar um fotógrafo amador; até mesmo os celulares dispõem de câmeras com boa definição.
No entanto, nos acostumamos, alertam os autores, a manter as fotografias armazenadas em mídias diversas (CDs, DVDs, HDs), inclusive nas próprias câmeras digitas (ou dos celulares), cujas memórias são cada vez maiores ou utilizamos de cartões de memória. A rapidez com que podemos excluir aquelas que não nos agradam ou não nos interessam ou até mesmo a possibilidade de perder fotos que fazem parte de memórias importantes de nossa História, são o contraponto desta facilidade de registrar.
Perdeu-se o hábito de revelar e armazenar em álbuns (ou semelhantes) as fotografias, dando sentido e sequência à nossa história de vida ou acontecimentos que nos são muito importantes, seja de nossa memória individual ou coletiva.
Segundo Felizardo e Samain (2007, pág. 217)
[...] Fotografar significa congelar no tempo a nossa memória, atestar e perpetuar a nossa existência. [...] parar no tempo e no espaço algo que, para nós, tenha sido provavelmente importante ou simplesmente agradável, familiar, bonito atraente.
Isso não significa que esta evolução da fotografia seja negativo em nossa vida, mas sim que passa, no contexto atual, por uma nova forma de arquivar e guardar nossas memórias, nossa História.
Durante minha prática docente no PEAD, ao longo do segundo semestre de 2018, desenvolvi o PPA sobre "Identidade", visando trabalhar a história de vida dos estudantes, do bairro onde residem e da escola, inter-relacionando com suas vidas e possibilidades. A questão da memória e história fizeram parte do projeto, uma vez que lidamos com estas questões no que se refere à vida dos estudantes, ao bairro Sarandi e à escola. Trabalhamos com o uso das fotografias para dar sentido à memória e á história, para que compreendessem o contexto em que  estão vivendo, as transformações e as possibilidades.

FONTES
FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246> Acesso em: dez. 2016.

domingo, 1 de julho de 2018

A escola e a inovação

fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/

          Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
          Temos historicamente uma escola construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que não têm condições de arcar com seus estudos.
       Historicamente, o objetivo da escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for possível, do ingresso no mercado de trabalho.
      Mas este progresso e desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura social e de trabalho foi formada.
           Com as tecnologias avançando rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
       Este rompimento com as estruturas arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores, refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
           Este movimento refletiu na escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há  influências diretas. O desafio agora era o da inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
     Cabe às instituições de ensino superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta sociedade do conhecimento e da informação.
        Resta ainda o desafio do uso das tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos, mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e desafiadora.

terça-feira, 3 de abril de 2018

O uso pedagógico das tecnologias

fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html

       Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
      Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
    O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
      Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional. 
      Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
      Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
       Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
      Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
      Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
       Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.

domingo, 1 de abril de 2018

A escola e as tecnologias

fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693


       Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
      Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
        Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
         Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
       É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
         E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
         Cabe a cada um fazer uma reflexão......

domingo, 18 de março de 2018

Recomeçar: um novo caminho, novas possibilidades

Fonte: https://www.frasesdobem.com.br/frases-de-recomeco/page/2


Um novo ano, um novo semestre: o reinício.
Estamos nesta incessante caminhada pelo descobrir e construir-se sempre...
É importante parar...Mas muito mais importante recomeçar...
Estar de volta ao PEAD, neste novo semestre, mais próximo do fim desta etapa de formação de nossa vida.
Nosso objetivo: nosso desenvolvimento profissional docente.
Neste primeiro encontro do Semestre, olhamos para a escola que nem sempre aceitamos ser nossa, mas que em nosso cotidiano repetimos muitas ações que acreditávamos superadas...
Ainda há um caminho....
É preciso muito mais....
Olhar, pensar, refletir e apontar novas direções: eis o desafio posto neste primeiro encontro!
Bom semestre a tod@s nós!

domingo, 19 de novembro de 2017

A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjGZTsifm2KNfLWR8Nj6K5JHDuALsNiDaiZOCG8851pt2l5vbLRP_1l-2Vh-p4igR6P7_4PSgvJQ-Cappf69dh5TWZWPqJ2S3ymeRgeeflfLVJdxh8fgiQwRwQvjYF_pH5kshH0DQ6Vdz_/s400/estudantes.jpg


Nós seres humanos somos marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos desenvolvermos.
As crianças, mais do que os adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e espaço.
Os estudos de Piaget mostram que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se tornando cada vez mais complexas e perfeitas.

Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.

terça-feira, 3 de outubro de 2017

Um olhar sobre as práticas da escola e a influência da cultura

fonte: https://educacaopatrimonial.files.wordpress.com/2014/10/edital-escola-lugar-de-brincadeira.jpg


A cultura influencia diretamente a escola, não necessariamente de forma positiva. Existem lacunas e visões que emperram seu desenvolvimento. Lembro-me de uma situação cultural ocorrida. Certa escola, num município do interior, fortemente marcada pela cultura alemã, recebeu uma professora negra contratada para ser docente das disciplinas de História e Geografia. Até então, não havia nenhum docente negro que atuava na rede. Houve grande surpresa e “preocupação” por parte da equipe diretiva e de alguns professores sobre como seria o “impacto” e “aceitação” por parte dos alunos. Ora, como deveria ser. Foi muito bem recebida por todos os alunos, logo estava bem adaptada à escola e todos gostavam muito dela, além de ser uma boa professora era muito afetuosa, cativou rapidamente a todos.
Esta situação deixa bem clara ainda a presença de aspectos culturais que ainda tornam-se barreiras, inclusive nas próprias escolas, espaço de socialização e aprendizagem. O “choque”, se assim podemos designar, ao receber a professora, não foi dos alunos. E sim da equipe diretiva e parte dos professores que lá atuava uma vez que estamos acostumados ao perfil docente branco. Missio e Cunha apontam aspectos muito relevantes que servem para pensarmos: a escola ainda impõe um modelo único de cultura, aspecto fundado no fato de que ainda mantém preceitos e estrutura da época de sua constituição. Alinhando com os vídeos, que pese que se defenda que a sociedade não discrimina, classifica e que não haveria mais o preconceito racial, vemos que na verdade ainda é um forte discurso difundido na sociedade, que não releva as questões escondidas no pensamento e muitas vezes nas ações praticadas. Há fortemente a presença das diferenças, que ainda têm dificuldades em serem transpostas, motivadas pela nossa constituição, história e presença da herança cultural europeia.
Sem falar no fato de que vivemos um período obscuro no país, com a volta da diferenciação entre as pessoas, preconceitos, visões de um passado que achávamos superado. O fato ocorrido e relatado acima mostra que a geração dos alunos tem mais facilidade em aceitar o diferente, em respeitar a todos como são, do que nossa geração ou a geração que veio antes deles. Ainda estão arraigados aspectos de um período em que certos valores e culturas predominavam sobre outros.
Resta-nos o desafio de transformar esta escola que ainda mantém-se presa ao passado. Começando por nós mesmos docentes, nossas ações, lembrando-se que ela é um espaço em movimento, de interação, onde diferentes sujeitos tornam sem espaço rico e plural.

Referências

MISSIO, Luciani; CUNHA, Jorge Luiz da. Um olhar sobre a educação moderna no século XXI.

domingo, 10 de setembro de 2017

Escola e cultura: olhar sobre prática

https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXUjdiLrOvuLYRzTcmSI7gtJPPVjQHOj9YfIEpWfYn2pYxOXqdtifSl3XJXpjEADlb8ce9ogxDeuV0DdBj-6XbHBnDWUP7ZBl6drcsjrt_aQDT-F20OXs3QSOB8hQUa9RT15hiM6NvZkU/s320/Imagem1.png

     Parece claro que o conceito de escola e educação democráticas, construídas historicamente, constantemente sofrem abalos tendo em vista movimentos tradicionais e visões de caráter excludente, enfatizando a disparidade e as o modelo de classes.
    O sistema escolar reproduz a nível social os diferentes capitais culturais das classes sociais. A Educação precisa romper a ideia de processo de transmissão cultural – reprodução de um sistema social, mesmo que afetada por este modelo.
    A presença da questão multicultural , sob o ponto de vista conceitual e prático, tem ganhado campo no cerne das instituições de ensino, seja da Educação Básica ou Superior. Entendo que ainda se encontra em constituição e embora tenhamos avançado muito, parece que há um movimento fazendo o percurso inverso.
    Candau traz importantes reflexões em seu texto. Eis algumas ideias que norteiam sua discussão:
              [...]a igualdade que queremos construir assume o reconhecimento dos direitos básicos de todos. (pág. 128)
[...] o que precisa ser mudado não é a cultura do aluno, mas a cultura da escola. (pág. 133)
     O termo multiculturalismo, de caráter polissêmico, como aponta a autora, nasceu de lutas dos grupos sociais, discriminados e excluídos de uma cidadania plena, movimentos sociais (questões identitárias). A autora destaca que a partir de estudos do grupo de pesquisa de que participa, uma forma destas questões penetrarem  na cultura escolar se dá por meio das atividades extraclasse.
     O contexto da escrita do texto de Candau reflete um período em que a agenda era composta pelas mobilizações e pela necessidade de reconhecer as questões da identidade, igualdade e diferenças era um desafio para inserção no currículo educacional, tanto pela sociedade, quanto por resistência da própria instituição, dos docentes etc.
     Hoje avançamos muito neste sentido, haja visto as inúmeras políticas de ações afirmativas visando o acesso de todos à educação, principalmente a superior, que antes era habitada por um público seleto e que tinha condições financeiras, mesmo que existissem algumas bolsas que eram de acesso a poucos.
    O próprio currículos das escolas e IES , construídos coletivamente, pautados em muita mobilização e lutas de origem social, possibilitaram o trabalho e o reconhecimento da diversidade que habita o nosso país.
    O Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), os Planos Estaduais e Municipais, pautam políticas de governo que visam o desenvolvimento educacional do país, em termos de qualidade, equidade e condições em todos os Estados. Representam uma conquista, uma vez que tratam de políticas construídas com participação social.

      Resta ainda a transposição das práticas do velho e tradicional modelo escolar que ainda insistem em permanecer no cotidiano escolar e das IES.
Referências:
CANDAU, Vera Maria Ferrão. Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação.
NOÉ, Alberto. A relação Educação e Sociedade: os fatores sociais que intervém no processo educativo.

domingo, 20 de novembro de 2016

A pergunta como fator de aprendizagem

fonte: http://d2rbedwdba7p8y.cloudfront.net/imagens/ECO_006_1.jpg


Nós seres humanos somos seres muito curiosos. E a curiosidade não passa em branco: ela nos instiga a buscar respostas, encontrar caminhos, ampliar nossas aprendizagens.
Somos curiosos por natureza. As crianças que o digam: são verdadeiras perguntadoras.....Estão numa fase de desenvolvimento, grande aprendizagem e de indagação dos “por quês”....
A escola é um espaço fundamental para trabalhar com as perguntas das crianças. Ou melhor....trabalhar com e a partir delas.
Parece que à medida que nos alunos vão crescendo passamos por cima de suas perguntas e transformamos o ensino-aprendizagem numa espécie de teoria do aprender. Pode ser um certo receio nosso enquanto educadores sobre o que nossos alunos nos perguntarão e até falta de respostas às suas dúvidas.
Mas aprender em colaboração significa não responder as perguntas das crianças (dos nossos alunos). Devemos transformá-las em ponto inicial de nossa prática docente e ser mediadores da aprendizagem dos nossos educandos.....trabalhar com as perguntas, estimular a dúvida, a pesquisa, a experimentação. Afinal, não sabemos tudo....claro que aprendemos muito com a vida e com nossos estudos, mas jamais saberemos as respostas de todas as perguntas. É a dúvida e a busca pelas respostas que transforma a aprendizagem em instigadora, desafiadora, tornando-se um espaço de busca, trocas e descobertas. É isso que deve ser a sala de aula, a escola, a nossa vida.
Os projetos de aprendizagem, as atividades experimentais e o uso de recursos concretos são possibilidades de enriquecer este processo!

segunda-feira, 16 de maio de 2016

A importância do brincar

Assistindo aos dois vídeos propostos pela Interdisciplina Ludicidade e Educação, o primeiro "O fim do recreio" reflete a importância deste espaço de interação e socialização entre as crianças da escola. Entendo o recreio como um momento de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, porque eles podem entrar em contato com outras crianças de turmas de idades diferentes, interagir, criar, se expressar, o que é fundamental.
O outro vídeo "Natureza brincante", mostra que é possível criar brinquedos com a utilização de materiais simples e do nosso cotidiano. O mais importante de ganhar brinquedos prontos, a possibilidade de instigar as crianças para que criem seus brinquedos e com eles interajam, explorem possibilidades.

Ambos os vídeos me remeteram à minha infância, em São Vendelino, interior do RS. Brinquei muito, mas muito mesmo, não dispunha de tantos brinquedos, mas sempre com amigos, vizinhos, buscávamos brincar e criar novas possibilidades. E sem falar que eu amava o recreio na escola, também brincava muito, corria.
A imagem abaixo mostra exatamente como os alunos veem o recreio:


Fontes:
http://br.web.img3.acsta.net/medias/nmedia/18/87/80/78/19968753.jpg
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000002603/md.0000047447.png
https://www.youtube.com/watch?v=t0s1mGQxhAI&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=ZGKx7Z56g0A&nohtml5=False

terça-feira, 27 de outubro de 2015

Refletindo sobre a escola

Fonte: http://gestaoescolar.abril.com.br/img/gestao-escolar/gestao3-capa1g.gif

          Esta imagem me surgiu em meio aos meus estudos sobre os textos A maquinaria escolar” e “(Des)encantos da modernidade pedagógica”.
         A reflexão dos textos retoma que   a escola foi criada como forma de reprodução dos ideais da igreja, do pensamento da classe dominante e com objetivos de manter o ordenamento social.
         Se nos determos no Estudo da História da Educação, podemos verificar alguns dos fatores que justificam o modelo de escola ainda presente hoje. 
       A educação brasileira que tenta evoluir com a melhora dos índices tem sua origem na evolução da escolarização e educação brasileiras. A necessidade de investimento de recursos públicos, sempre aquém do realmente necessário, moldaram uma escola em constante dificuldades, cujas origens históricas ainda interferem na sua evolução. Temos hoje, no século XXI, uma escola que foi criada e pensada especialmente nos séculos XIX e parte do XX, que não acompanhou a evolução tecnológica dos últimos anos.
Somente no final da década de 90 é que atingimos a universalização do Ensino Fundamental e ainda não conseguimos dar conta da demanda da Educação Infantil e também do Ensino Médio, este último com alto índice de evasão e reprovação escolar. A formação dos professores também está imbricada num modelo do século passada, onde a maioria dos docentes tem como reflexo sua formação escolar e acadêmica, privilegiando um ensino tecnicista e conteudista. Os desafios são muitos, mas barreiras são transponíveis.

Fonte: http://www.uff.br/observatoriojovem/sites/default/files/images/Imagem_Projeto_Bruno.png