Compartilho o artigo publicado no Jornal Primeira Hora, edição de 20 de agosto, na página 20
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terça-feira, 25 de agosto de 2020
sábado, 29 de junho de 2019
Revisitando postagens - IX
A escola e as tecnologias
fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693
Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível desconectar as tecnologias de aprendizagem.
Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las. Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às tecnologias e seu uso com os alunos.
Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as finalidades, de acordo com o período histórico.
É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis, cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
Cabe a cada um fazer uma reflexão......
Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.
Para nós, do PEAD, fomos provocados e instigados ao longo de todo nosso curso para inserirmos as TICs em nosso fazer pedagógico, visando qualificar nossa prática docente.
O uso das TICs foi fundamental na minha prática do estágio na EJA, onde consegui dar mais sentido aos estudantes e instigá-los a participar atividades, tornando-se protagonistas no processo de construção do conhecimento.
Revisitando postagens - VII
O uso pedagógico das tecnologias
fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html
Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional.
Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.
Neste sentido, durante o estágio docente no final de 2018, provocado ao longo do curso do PEAD, pautei meu planejamento no uso das tecnologias com os alunos da EJA, que até então não estavam acostumados a fazer uso destas como ferramentas de aprendizagem.
Os resultados foram muito exitosos: alunos motivados, aprendendo, trocando informações e fazendo o uso das tecnologias.
Houve uma reconfiguração do espaço do aprender, dando mais sentido e significado para o processo de construção do conhecimento.
sexta-feira, 28 de junho de 2019
Revisitando postagens - I
A escola e a inovação
fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/
Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
Temos historicamente uma escola construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que não têm condições de arcar com seus estudos.
Historicamente, o objetivo da escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for possível, do ingresso no mercado de trabalho.
Mas este progresso e desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura social e de trabalho foi formada.
Com as tecnologias avançando rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
Este rompimento com as estruturas arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores, refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
Este movimento refletiu na escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há influências diretas. O desafio agora era o da inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
Cabe às instituições de ensino superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta sociedade do conhecimento e da informação.
Resta ainda o desafio do uso das tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos, mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e desafiadora.
Esta provocação de uso das tecnologias foi realizada ao longo do curso do PEAD para que nós, docentes em aperfeiçoamento profissional, repensássemos nossa prática visando fazer uso destas tecnologias em nosso fazer docente. No estágio supervisionado, ao final de 2018, numa turma da Educação de Jovens e Adultos, até então não acostumada a utilizar as tecnologias, passei a aliar o uso das TICs na proposta metodológica utilizada em sala de aula, utilizando como ferramentas facilitadoras da construção do conhecimento aos educandos.
Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.
Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2018
Revisitando a postagem
Memória e história: a fotografia em questão
Fonte: http://blog.emania.com.br/content/uploads/2015/07/fotografo-iniciante1.jpg
Vivemos num mundo em que as mudanças ocorrem de forma cada vez mais rápida. Às vezes, quando nos damos conta, acontecimentos já fazem parte do nosso passado.
Nossa sociedade capitalista cria diariamente muitas tecnologias que passam a influenciar em nossas vidas e das quais até por vezes nos tornamos dependentes.
A fotografia, como reflete Felizardo e Samain (2007) também evoluiu muito com o passar dos anos. Antigamente, as câmera possuíam filmes que poderiam levar dias até serem revelados; hoje, com as câmeras digitais, instantaneamente já podemos conferir as imagens. Qualquer pessoa pode se tornar um fotógrafo amador; até mesmo os celulares dispõem de câmeras com boa definição.
No entanto, nos acostumamos, alertam os autores, a manter as fotografias armazenadas em mídias diversas (CDs, DVDs, HDs), inclusive nas próprias câmeras digitas (ou dos celulares), cujas memórias são cada vez maiores ou utilizamos de cartões de memória. A rapidez com que podemos excluir aquelas que não nos agradam ou não nos interessam ou até mesmo a possibilidade de perder fotos que fazem parte de memórias importantes de nossa História, são o contraponto desta facilidade de registrar.
Perdeu-se o hábito de revelar e armazenar em álbuns (ou semelhantes) as fotografias, dando sentido e sequência à nossa história de vida ou acontecimentos que nos são muito importantes, seja de nossa memória individual ou coletiva.
Segundo Felizardo e Samain (2007, pág. 217)
[...] Fotografar significa congelar no tempo a nossa memória, atestar e perpetuar a nossa existência. [...] parar no tempo e no espaço algo que, para nós, tenha sido provavelmente importante ou simplesmente agradável, familiar, bonito atraente.
Isso não significa que esta evolução da fotografia seja negativo em nossa vida, mas sim que passa, no contexto atual, por uma nova forma de arquivar e guardar nossas memórias, nossa História.
Durante minha prática docente no PEAD, ao longo do segundo semestre de 2018, desenvolvi o PPA sobre "Identidade", visando trabalhar a história de vida dos estudantes, do bairro onde residem e da escola, inter-relacionando com suas vidas e possibilidades. A questão da memória e história fizeram parte do projeto, uma vez que lidamos com estas questões no que se refere à vida dos estudantes, ao bairro Sarandi e à escola. Trabalhamos com o uso das fotografias para dar sentido à memória e á história, para que compreendessem o contexto em que estão vivendo, as transformações e as possibilidades.
Durante minha prática docente no PEAD, ao longo do segundo semestre de 2018, desenvolvi o PPA sobre "Identidade", visando trabalhar a história de vida dos estudantes, do bairro onde residem e da escola, inter-relacionando com suas vidas e possibilidades. A questão da memória e história fizeram parte do projeto, uma vez que lidamos com estas questões no que se refere à vida dos estudantes, ao bairro Sarandi e à escola. Trabalhamos com o uso das fotografias para dar sentido à memória e á história, para que compreendessem o contexto em que estão vivendo, as transformações e as possibilidades.
FONTES
FELIZARDO, Adair; SAMAIN, Etienne. A fotografia como objeto e recurso de memória. Discursos fotográficos. Londrina, v.3, n.3, p.205-220, 2007. Disponível em: <http://www.uel.br/revistas/uel/index.php/discursosfotograficos/article/view/1500/1246> Acesso em: dez. 2016.
domingo, 1 de julho de 2018
A escola e a inovação
fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/
Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e
espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
Temos historicamente uma escola
construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento
econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que
não têm condições de arcar com seus estudos.
Historicamente, o objetivo da
escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra
para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre
as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for
possível, do ingresso no mercado de trabalho.
Mas este progresso e
desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das
sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande
mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a
todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura
social e de trabalho foi formada.
Com as tecnologias avançando
rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da
inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar
novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
Este rompimento com as estruturas
arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores,
refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de
professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas
mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela
formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam
mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino
e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
Este movimento refletiu na
escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há influências diretas. O desafio agora era o da
inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não
dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de
uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
Cabe às instituições de ensino
superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas
de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu
desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma
nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando
preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta
sociedade do conhecimento e da informação.
Resta ainda o desafio do uso das
tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos,
mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços
dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e
desafiadora.
terça-feira, 3 de abril de 2018
O uso pedagógico das tecnologias
fonte: http://www.cidademarketing.com.br/2009/blog/mercadologia/236/instituto-claro-lana-cartilha-tecnologias-na-escola-.html
Nossa escola, embora situada no século XXI, mantém práticas arraigadas à época da sua criação. Ainda temos um sistema extremamente rígido, seriado e classificatório, onde a lógica da avaliação enquanto classificação ainda prevalece sobre a aprendizagem.
Vivemos numa época em que as tecnologias são parte constituinte da vida de todos. Desde pequenos, já somos expostos a elas, seja no contato com telefones celulares que executam funções que vão muito além de fazer ligações ou enviar mensagens, até computadores ou outros que são facilmente dominados, principalmente pelas crianças, que geralmente aprendem mais rapidamente a fazer seu uso.
O desafio está posto para a Educação. Embora as Tecnologias da Comunicação e Informação (TIC) terem sido introduzidas nas instituições escolares, meio que à força, sem necessariamente ser da vontade destas e dos docentes, ainda são postos desafios que necessitam ser transpassados para que elas façam parte realmente do processo de construção do conhecimento, com novas e infinitas possibilidades.
Primeiro, temos de pensar na infraestrutura de TODAS AS ESCOLAS do Brasil. Ainda encontramos muitas escolas que não possuem sequer um laboratório de informática ou acesso à internet que possibilite o uso educacional.
Segundo, a manutenção destes equipamentos e sua substituição. Grande parte das escolas foi contemplada com diversos equipamentos tecnológicos e carecem de sua substituição.
Terceiro, incorporar à prática dos docentes o uso das tecnologias como novas possibilidades de ensinar e de aprender. Elas demandam mais tempo e planejamento, o que muitas vezes desestimula os professores a utilizarem, haja visto que estão sobrecarregados de tarefas burocráticas, jornadas exaustivas e número elevado de alunos por turma. Também temos de apontar certa resistência por parte de muitos docentes que foram formados de forma tradicional, o que resulta em dificuldades de mudança de suas práticas.
Mas as possibilidades são infinitas. Comecemos utilizando os conhecimentos que os próprios alunos já possuem das diversas tecnologias, que vão desde um celular com acesso à internet a outros equipamentos (notebook, computadores etc.).
Outra possibilidade reside no planejamento em rede, quando reunir os professores na escola e planejar as finalidades e usos educativos que as tecnologias possibilitam.
Cabe aos mantenedores das diversas redes, a necessidade de investir na formação continuada dos professores e na oferta de infraestrutura às escolas.
Cabe a nós, docentes, a mudança de nossa prática docente.
domingo, 1 de abril de 2018
A escola e as tecnologias
fonte: https://www.slideshare.net/vuldembergue/tecnologia-na-escola-5596693
Atualmente estamos imersos na sociedade em que as informações se
atualizam rapidamente e novas tecnologias são criadas com muita rapidez. Todas estas
questões têm reflexo imediato no ambiente escolar.
Embora a escola tenha demorado mais tempo para se apropriar das
tecnologias para delas fazer seu uso pedagógico, atualmente é possível
desconectar as tecnologias de aprendizagem.
Percebemos que muitos professores ainda têm muitas dificuldades em fazer
o uso pedagógico das tecnologias. Primeiro, porque a maioria é de uma geração
em que não existiam as tecnologias que hoje estão disponíveis e necessitam (re)aprendê-las.
Segundo, um planejamento mais elaborado para dar finalidade pedagógica às
tecnologias e seu uso com os alunos.
Se olharmos para nossa História, percebemos que em diferentes épocas e
contextos, cada um a seu tempo, existiam instrumentos que serviam para as
finalidades, de acordo com o período histórico.
É claro que atualmente existem muito mais opções que estão disponíveis,
cabe a nós docentes nos adaptarmos e fazermos seu uso pedagógico.
E nossas escolas, estão aproveitando as tecnologias? E nós professores?
Cabe a cada um fazer uma reflexão......
domingo, 18 de março de 2018
Recomeçar: um novo caminho, novas possibilidades
Fonte: https://www.frasesdobem.com.br/frases-de-recomeco/page/2
Um novo ano, um novo semestre: o reinício.
Estamos nesta incessante caminhada pelo descobrir e construir-se sempre...
É importante parar...Mas muito mais importante recomeçar...
Estar de volta ao PEAD, neste novo semestre, mais próximo do fim desta etapa de formação de nossa vida.
Nosso objetivo: nosso desenvolvimento profissional docente.
Neste primeiro encontro do Semestre, olhamos para a escola que nem sempre aceitamos ser nossa, mas que em nosso cotidiano repetimos muitas ações que acreditávamos superadas...
Ainda há um caminho....
É preciso muito mais....
Olhar, pensar, refletir e apontar novas direções: eis o desafio posto neste primeiro encontro!
Bom semestre a tod@s nós!
domingo, 19 de novembro de 2017
A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos
fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhjGZTsifm2KNfLWR8Nj6K5JHDuALsNiDaiZOCG8851pt2l5vbLRP_1l-2Vh-p4igR6P7_4PSgvJQ-Cappf69dh5TWZWPqJ2S3ymeRgeeflfLVJdxh8fgiQwRwQvjYF_pH5kshH0DQ6Vdz_/s400/estudantes.jpg
Nós seres humanos somos
marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos
desenvolvermos.
As crianças, mais do que os
adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes
temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das
crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua
curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo
com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a
sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão
importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito
quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a
escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista
onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde
ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos
neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar
nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem
um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar
como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um
modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e
espaço.
Os estudos de Piaget mostram
que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio
social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito
incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o
produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais
com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço
característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas
da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se
tornando cada vez mais complexas e perfeitas.
Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor
é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.
terça-feira, 3 de outubro de 2017
Um olhar sobre as práticas da escola e a influência da cultura
fonte: https://educacaopatrimonial.files.wordpress.com/2014/10/edital-escola-lugar-de-brincadeira.jpg
A cultura influencia diretamente
a escola, não necessariamente de forma positiva. Existem lacunas e visões que
emperram seu desenvolvimento. Lembro-me de uma situação cultural ocorrida.
Certa escola, num município do interior, fortemente marcada pela cultura alemã,
recebeu uma professora negra contratada para ser docente das disciplinas de
História e Geografia. Até então, não havia nenhum docente negro que atuava na
rede. Houve grande surpresa e “preocupação” por parte da equipe diretiva e de
alguns professores sobre como seria o “impacto” e “aceitação” por parte dos
alunos. Ora, como deveria ser. Foi muito bem recebida por todos os alunos, logo
estava bem adaptada à escola e todos gostavam muito dela, além de ser uma boa
professora era muito afetuosa, cativou rapidamente a todos.
Esta situação deixa bem
clara ainda a presença de aspectos culturais que ainda tornam-se barreiras,
inclusive nas próprias escolas, espaço de socialização e aprendizagem. O
“choque”, se assim podemos designar, ao receber a professora, não foi dos
alunos. E sim da equipe diretiva e parte dos professores que lá atuava uma vez
que estamos acostumados ao perfil docente branco. Missio e Cunha apontam
aspectos muito relevantes que servem para pensarmos: a escola ainda impõe um
modelo único de cultura, aspecto fundado no fato de que ainda mantém preceitos
e estrutura da época de sua constituição. Alinhando com os vídeos, que pese que
se defenda que a sociedade não discrimina, classifica e que não haveria mais o
preconceito racial, vemos que na verdade ainda é um forte discurso difundido na
sociedade, que não releva as questões escondidas no pensamento e muitas vezes
nas ações praticadas. Há fortemente a presença das diferenças, que ainda têm
dificuldades em serem transpostas, motivadas pela nossa constituição, história
e presença da herança cultural europeia.
Sem falar no fato de que
vivemos um período obscuro no país, com a volta da diferenciação entre as
pessoas, preconceitos, visões de um passado que achávamos superado. O fato
ocorrido e relatado acima mostra que a geração dos alunos tem mais facilidade
em aceitar o diferente, em respeitar a todos como são, do que nossa geração ou
a geração que veio antes deles. Ainda estão arraigados aspectos de um período
em que certos valores e culturas predominavam sobre outros.
Resta-nos o desafio de
transformar esta escola que ainda mantém-se presa ao passado. Começando por nós
mesmos docentes, nossas ações, lembrando-se que ela é um espaço em movimento,
de interação, onde diferentes sujeitos tornam sem espaço rico e plural.
Referências
MISSIO, Luciani; CUNHA, Jorge Luiz da. Um olhar sobre a educação moderna no século
XXI.
domingo, 10 de setembro de 2017
Escola e cultura: olhar sobre prática
https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhXUjdiLrOvuLYRzTcmSI7gtJPPVjQHOj9YfIEpWfYn2pYxOXqdtifSl3XJXpjEADlb8ce9ogxDeuV0DdBj-6XbHBnDWUP7ZBl6drcsjrt_aQDT-F20OXs3QSOB8hQUa9RT15hiM6NvZkU/s320/Imagem1.png
Parece claro que o conceito de escola e educação
democráticas, construídas historicamente, constantemente sofrem abalos tendo em
vista movimentos tradicionais e visões de caráter excludente, enfatizando a
disparidade e as o modelo de classes.
O sistema escolar reproduz a nível social os
diferentes capitais culturais das classes sociais. A Educação precisa
romper a ideia de processo de transmissão cultural – reprodução de um sistema
social, mesmo que afetada por este modelo.
A presença da questão multicultural , sob o ponto
de vista conceitual e prático, tem ganhado campo no cerne das instituições de
ensino, seja da Educação Básica ou Superior. Entendo que ainda se encontra em
constituição e embora tenhamos avançado muito, parece que há um movimento
fazendo o percurso inverso.
Candau traz importantes reflexões em seu texto. Eis
algumas ideias que norteiam sua discussão:
[...]a igualdade que queremos construir assume o
reconhecimento dos direitos básicos de todos. (pág. 128)
[...] o que precisa ser mudado não é a cultura
do aluno, mas a cultura da escola. (pág. 133)
O termo multiculturalismo, de caráter polissêmico,
como aponta a autora, nasceu de lutas dos grupos sociais, discriminados e
excluídos de uma cidadania plena, movimentos sociais (questões identitárias). A
autora destaca que a partir de estudos do grupo de pesquisa de que participa,
uma forma destas questões penetrarem na cultura escolar se dá por meio
das atividades extraclasse.
O contexto da escrita do texto de Candau reflete um
período em que a agenda era composta pelas mobilizações e pela necessidade de
reconhecer as questões da identidade, igualdade e diferenças era um desafio
para inserção no currículo educacional, tanto pela sociedade, quanto por
resistência da própria instituição, dos docentes etc.
Hoje avançamos muito neste sentido, haja visto as
inúmeras políticas de ações afirmativas visando o acesso de todos à educação,
principalmente a superior, que antes era habitada por um público seleto e que
tinha condições financeiras, mesmo que existissem algumas bolsas que eram de
acesso a poucos.
O próprio currículos das escolas e IES ,
construídos coletivamente, pautados em muita mobilização e lutas de origem
social, possibilitaram o trabalho e o reconhecimento da diversidade que habita
o nosso país.
O Plano Nacional de Educação (Lei 13.005/2014), os
Planos Estaduais e Municipais, pautam políticas de governo que visam o
desenvolvimento educacional do país, em termos de qualidade, equidade e
condições em todos os Estados. Representam uma conquista, uma vez que tratam de
políticas construídas com participação social.
Resta ainda a transposição das práticas do velho e
tradicional modelo escolar que ainda insistem em permanecer no cotidiano
escolar e das IES.
Referências:
CANDAU, Vera Maria Ferrão. Sociedade, cotidiano escolar e cultura(s): uma aproximação.
NOÉ, Alberto. A relação Educação e Sociedade: os fatores sociais que intervém no processo educativo.
domingo, 20 de novembro de 2016
A pergunta como fator de aprendizagem
fonte: http://d2rbedwdba7p8y.cloudfront.net/imagens/ECO_006_1.jpg
Nós seres humanos somos seres muito curiosos. E a
curiosidade não passa em branco: ela nos instiga a buscar respostas, encontrar
caminhos, ampliar nossas aprendizagens.
Somos curiosos por natureza. As crianças que o
digam: são verdadeiras perguntadoras.....Estão numa fase de desenvolvimento,
grande aprendizagem e de indagação dos “por quês”....
A escola é um espaço fundamental para trabalhar
com as perguntas das crianças. Ou melhor....trabalhar com e a partir delas.
Parece que à medida que nos alunos vão crescendo
passamos por cima de suas perguntas e transformamos o ensino-aprendizagem numa
espécie de teoria do aprender. Pode ser um certo receio nosso enquanto
educadores sobre o que nossos alunos nos perguntarão e até falta de respostas
às suas dúvidas.
Mas aprender em colaboração significa não
responder as perguntas das crianças (dos nossos alunos). Devemos transformá-las
em ponto inicial de nossa prática docente e ser mediadores da aprendizagem dos
nossos educandos.....trabalhar com as perguntas, estimular a dúvida, a
pesquisa, a experimentação. Afinal, não sabemos tudo....claro que aprendemos
muito com a vida e com nossos estudos, mas jamais saberemos as respostas de
todas as perguntas. É a dúvida e a busca pelas respostas que transforma a
aprendizagem em instigadora, desafiadora, tornando-se um espaço de busca,
trocas e descobertas. É isso que deve ser a sala de aula, a escola, a nossa
vida.
Os projetos de aprendizagem, as atividades
experimentais e o uso de recursos concretos são possibilidades de enriquecer
este processo!
Marcadores:
aprendizagem,
atividades experimentais,
curiosidade,
desenvolvimento,
ensino-aprendizagem,
escola,
material concreto,
mediação,
Pergunta,
processo,
projetos de aprendizagem,
Seminário Integrador IV
segunda-feira, 16 de maio de 2016
A importância do brincar
Assistindo
aos dois vídeos propostos pela Interdisciplina Ludicidade e Educação, o primeiro "O fim do recreio" reflete a
importância deste espaço de interação e socialização entre as crianças da
escola. Entendo o recreio como um momento de desenvolvimento e aprendizagem dos
alunos, porque eles podem entrar em contato com outras crianças de turmas de
idades diferentes, interagir, criar, se expressar, o que é fundamental.
O outro
vídeo "Natureza brincante", mostra que é possível criar brinquedos
com a utilização de materiais simples e do nosso cotidiano. O mais importante
de ganhar brinquedos prontos, a possibilidade de instigar as crianças para que
criem seus brinquedos e com eles interajam, explorem possibilidades.
Ambos
os vídeos me remeteram à minha infância, em São Vendelino, interior do RS.
Brinquei muito, mas muito mesmo, não dispunha de tantos brinquedos, mas sempre
com amigos, vizinhos, buscávamos brincar e criar novas possibilidades. E sem
falar que eu amava o recreio na escola, também brincava muito, corria.
A imagem abaixo mostra exatamente como os alunos veem o recreio:
Fontes:
http://br.web.img3.acsta.net/medias/nmedia/18/87/80/78/19968753.jpg
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000002603/md.0000047447.png
https://www.youtube.com/watch?v=t0s1mGQxhAI&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=ZGKx7Z56g0A&nohtml5=False
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terça-feira, 27 de outubro de 2015
Refletindo sobre a escola
Fonte: http://gestaoescolar.abril.com.br/img/gestao-escolar/gestao3-capa1g.gif
Esta imagem me surgiu em meio aos meus estudos sobre os textos “A maquinaria escolar” e “(Des)encantos da modernidade pedagógica”.
A reflexão dos textos retoma que a escola foi criada como forma de reprodução dos ideais da igreja, do
pensamento da classe dominante e com objetivos de manter o ordenamento social.
Se nos determos no Estudo da História da Educação, podemos verificar alguns dos fatores que justificam o modelo de escola ainda presente hoje.
A educação brasileira que tenta
evoluir com a melhora dos índices tem sua origem na evolução da escolarização e
educação brasileiras. A necessidade de investimento de recursos públicos,
sempre aquém do realmente necessário, moldaram uma escola em constante
dificuldades, cujas origens históricas ainda interferem na sua evolução. Temos
hoje, no século XXI, uma escola que foi criada e pensada especialmente nos
séculos XIX e parte do XX, que não acompanhou a evolução tecnológica dos
últimos anos.
Somente no final da década
de 90 é que atingimos a universalização do Ensino Fundamental e ainda não
conseguimos dar conta da demanda da Educação Infantil e também do Ensino Médio,
este último com alto índice de evasão e reprovação escolar. A formação dos
professores também está imbricada num modelo do século passada, onde a maioria
dos docentes tem como reflexo sua formação escolar e acadêmica, privilegiando
um ensino tecnicista e conteudista. Os desafios são muitos, mas barreiras são
transponíveis.
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