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segunda-feira, 16 de abril de 2018

Escola e organização social

Fonte: http://slideplayer.com.br/slide/1650310/

      A educação e a escola sempre refletem a organização social a qual estão inseridas. Desta forma, mudanças na organização social afetarão diretamente a organização escolar. Os impactos reais sobre a escola também dependerão da organização política da sociedade.
     Neste sentido, historicamente percebemos que a fragmentação dos processos de produção resultou numa escola fragmentada, que de certa forma ainda está presente no nosso cotidiano. Organizada em turmas, regidas por disciplinas, que visavam transferir a maior quantidade possível de saberes prontos, numa dinâmica de cópia e repetição, que não possuíam muito significado na vida dos  estudantes, nem dos docentes. Resultava em saberes que não estavam à disposição de todos. Nem todos conseguiam aprender e ter sucesso escolar. Só os "melhores alunos", com os "melhores resultados", estavam aptos para a formação e preparados para o mercado de trabalho, nos melhores postos, na concepção desta época. A grande maioria ficava na massa trabalhadora, submetida a baixos salários e condições de trabalho e vida social.
      Com o passar dos anos, com o desenvolvimento da economia e a mudança no mercado de trabalho e na organização social, as regras de certa  forma se modificaram, também resultando na mudança da organização escolar. As tecnologias e seu avanço tiveram grande responsabilidade nesta transição ocorrida. Visando aumentar a competitividade, surgiu a necessidade de melhorar a mão-de-obra para o mercado de trabalho, nas instituições escolares, para que não houvesse a necessidade das empresas assumirem esta função.
    A competição passa a ser o mote da sociedade, onde quem tiver mais competências e dominar mais funções, tem garantido melhores postos de trabalho e premiação por resultados, resultando em prêmios e incentivos econômicos. Passou-se a valorizar o trabalho em equipe como forma de contribuir para o desenvolvimento da empresa e da sociedade, desde o planejamento até a execução. Além disso, o aperfeiçoamento constante e a qualificação garantem a polivalência e a multifuncionalidade.
      Esta forma de organização reflete também na escola, que passa a ter de repensar sua prática, visando à formação de sujeitos que saibam atuar em equipe e estejam preparados para o uso das tecnologias e os constantes desafios da sociedade e do mercado de trabalho, que mudam muito.
     Parece que as políticas passaram a buscar a melhoria da qualidade educacional, por meio das reformas educacionais. Passa-se a apontar a necessidade do compromisso dos professores para o sucesso na implementação destas políticas.
      Novos conceitos passam a integrar o cotidiano das escolas.Mas Santomé alerta que podem ter seus objetivos considerados dúbios: ao mesmo tempo em que apontam para a melhoria da qualidade educacional são orquestrados pelo mercado de trabalho e pela sociedade do conhecimento e da informação.



Referências:
JAPIASSU, Hilton. A questão da interdisciplinaridade. Revista Paixão de Aprender. Secretaria Municipal de Educação, novembro, n°8, p. 48-55, 1994.
SANTOMÉ, Jurjo Torres. Globalização e Interdisciplinaridade: o currículo integrado.


domingo, 25 de junho de 2017

Fatores intra e extra-escolares e a melhoria da qualidade da Educação

http://jottaclub.com/wp-content/uploads/2015/09/educacao-qualidade.jpg

As políticas públicas educacionais em vigência no Brasil principalmente nas duas últimas décadas visam à melhoria da qualidade da educação no país. O termo qualidade é um termo polissêmico, possui muitos significados e abrangência. Ele envolve visão de mundo, de homem, de sociedade e de escola.
Para se ter uma educação de qualidade, neste sentido, são necessários um conjunto de aspectos que são complementares, a existência de um é fundamental para que o outro complete e contribua para a efetiva qualidade da educação.
Os fatores intra-escolares que interferem na educação dizem respeito às condições de acesso e permanência, recursos materiais, pedagógicos, humanos, biblioteca,  laboratórios , formação e valorização docente, entre outros.
Já os fatores extra-escolares dizem respeito à realidade social dos estudantes e da comunidade onde a escola está inserida, além da constituição de processos mais participativos e democráticos.
Neste contexto, o Programa Dinheiro Direto da Escola (PDDE), criado em 1995, por meio de assistência financeira do Ministério da Educação (MEC) por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) que repassa recursos financeiros às escolas públicas. Para terem o direito ao recurso, devem constituir unidades executoras que geralmente são constituídas pelo Círculo de Pais e Mestres (CPM) das escolas, que tem caráter jurídico e canastro nacional de pessoa jurídica (CNPJ).
O recurso recebido tem relação direta com regras do programa PDDE e tem por base o número de alunos cadastrados no Censo Escolar da Educação Básica para a escola. Uma vez recebido o recurso, cabe à gestão escolar reunir membros da comunidade escolar para decidirem onde os recursos recebidos serão aplicados, de acordo com as necessidades da escola, escolhas oriundas do processo de participação democrática da comunidade escolar.
Além disso, o recurso engloba várias ações com o objetivo da melhoria da infraestrutura física e pedagógica das escolas, reforçando a autogestão escolar nos aspectos financeiro, administrativo e didático. Podem ser adquiridos materiais permanentes, manutenção e conservação e pequenos reparos nas escolas, aquisição de material de consumo necessário para seu funcionamento, implementação do Projeto Político-Pedagógico e desenvolvimento das atividades educacionais.
Assim, além do PDDE dirigir ações de gestão democrática e decisões coletivas na escola, de acordo com as necessidades levantadas pela comunidade escolar, também propicia condições físicas e de estrutura para as unidades escolares visando promover o acesso e permanência dos educandos.
O PDDE é um programa que contribui para a melhoria da qualidade da educação nas instituições escolares de todo o país, contribuindo para dar condições na infraestrutura e material para que a escola funcione, além de promover a gestão democrática, nas instituições escolares.

domingo, 7 de maio de 2017

O estresse na vida do docente

fonte: https://horadotreino.com.br/wp-content/uploads/2014/07/estresses.jpg



     O estresse atualmente é considerado uma epidemia do milênio, face ao alto e crescente índice de pessoas que têm sido acometidas por esta doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o estresse atinja 90% da população mundial. No Brasil 70% da população sofre deste mal, sendo que deste, 30% chegam a ter níveis muito elevados.
    Embora em nosso país o índice se pessoas estressadas venha aumentando, grande parte dos afetados não tem conhecimento ou não reconhecem os sintomas iniciais desta doença, o que muitas vezes acaba sendo diagnosticado quando afeta seu modo de viver ou com o aparecimento de sintomas graves. Isso acontece, porque nem sempre se percebem facilmente os sintomas.
    O termo estresse foi emprestado da Física, ciência que o designa como a tensão e desgaste ao qual estão submetidos os materiais. Este termo foi empregado primeiramente pelo médico Hans Selye, em 1936, na revista científica Nature.
    Selye designou como estresse, agaste ou consumição, de forma neutra, tendo se referido a uma reação não específica do corpo
    A palavra estresse está associada ao nervosismo, a ansiedade, apreensão etc. Segundo especialistas, este termo é impreciso e possui várias interpretações. A psicóloga Magna Rosane da Cruz, explica que mesmo que ele se refira a um evento em particular, em Psicologia [...] ele é entendido como uma interação entre o evento estressante originado no meio e o indivíduo. Resulta de um desgaste físico e mental.
    Pode ser caracterizado através de sensações de medo, irritação, preocupação, indignação, nervosismo, desconforto, frustração, sendo que sua motivação pode resultar de vários fatores ou até mesmo ter sua causa desconhecida.
     A profissão docente é marcada, na maioria das situações, por jornada dupla de trabalho, além da rotina familiar e, ainda, a formação inicial ou continuada.
     Além da docência em sala de aula, o trabalho docente é marcado por grande nível de burocracias, exigências e cobranças que resultam numa sobrecarga de trabalho.
   É fundamental que se busque espaço para viver e fazer atividades que proporcionem bem-estar e satisfação, além de estabelecer uma agenda que permita o descanso e o convívio com pessoas, a prática de exercícios, etc. 
    Como educador já fui afetado em várias ocasiões pelo estresse, que refletiu negativamente em minha vida pessoal e profissional. Tendo percebido, busquei mudanças na minha rotina de vida primando por qualidade, sem deixar de realizar as tarefas necessárias à minha função, mas aprendendo a usufruir melhor do tempo e conciliar as atividades em minha vida.

Fontes:
TRIBUNA DO PARANÁ. Segundo OMS, 90% da população mundial sofre com o estresse. Disponível em: < http://www.tribunapr.com.br/arquivo/vida-saude/segundo-oms-90-da-populacao-mundial-sofre-com-estresse/>. Acesso em: abril 2017.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fazendo Mais Educação com Qualidade

fonte: http://www.saovendelino.rs.gov.br/noticias/index/148/

Quero dedicar esta minha postagem para comentar e comemorar mais um bom resultado, aliás, um bicampeonato.
Por dois mandatos, há quase 8 anos, venho exercendo a função de Secretário Municipal de Educação, Cultura e Desporto de São Vendelino, um dos menores municípios do nosso Estado.
Com a experiência de professor, aceitei este desafio de ser gestor da educação municipal. Investimentos fortemente na área da Educação, quando a Lei exige que os Municípios invistam no mínimo 25% do orçamento resultando de impostos e transferências, desde 2009 investimos anualmente mais de 30% em Educação, sendo que em 2012 atingimos o auge de 34%.
Tratamos de cuidar bem de nossas crianças, passando a contar com duas Escolas de Educação Infantil, de turno integral. E graças a este investimento por dois anos seguidos, 2015 e agora 2016, ocupamos o 1º lugar entre todos os Municípios gaúchos em atendimento às crianças na Educação Infantil com idade de creche (0 a 3 anos) e pré-escola (4 a 5 anos) em turno integral.
 O resultado reflete um trabalho de toda a equipe da educação municipal, resultando dos esforços e investimentos de uma administração que entende que investir em Educação é investir no futuro. E agora, novamente, colhemos o resultado do bom trabalho, através da radiografia da Educação Infantil no RS, divulgada no início deste mês de dezembro pelo Tribunal de Contas do Estado.

Este bicampeonato não nos faz acomodarmos; nos desafia a fazermos cada vez mais e melhor.
A notícia você pode conferir no site do TCE no link