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sábado, 22 de dezembro de 2018

Revisitando postagens



Relação professor/aluno, desejo de saber...



     As questões da Psicologia sempre me despertam uma reflexão a mais....
    Pensando nos conceitos de desejo de aprender, transferência, contratransferência...
    Acabo me pegando como um exemplo....Minha primeira formação superior foi no curso de Licenciatura em Física..A escolha foi motivada pela minha professora do Ensino Médio que despertou em mim o desejo de conhecer mais, estudar Física e ser professor desta disciplina...

    Até então eu estava pensando em cursar a Geografia, também por contato e inspiração com uma professora do Ensino Fundamental. Mas o desejo pela Física foi mais forte: adorava as aulas, era um ótimo aluno, com boas notas...Concluído o Ensino Médio, me dediquei ao curso e acabei obtendo minha formação superior nesta área.
    Também trago para a situação com meus alunos, em que muitas vezes ao se referirem a mim, me chamam “pai”, e costumo brincar dizendo “fala meu(minha) filho(a).
     Olhando para esta postagem, realizada no meu primeiro semestre, com a experiência prática do estágio na EJA, recém concluída, assim como aprendemos com Hara (1992), a origem e história dos sujeitos que frequentam a EJA são diversas, distintas. Temos um diferente público, de diferentes faixas etárias, origens, objetivos. Mas o ponto em comum de todos estes é o desejo de aprender, desenvolver-se, almejar um crescimento pessoal e profissional, melhorar de vida.
     Assim, a relação estabelecida foi além da tradicional da sala de aula. Com o PPA "Identidade", busquei que os sujeitos se reconhecessem como históricos, com uma história de vida, origem, com um presente e muitas possibilidades, partindo sempre da prática e realidade dos estudantes. Nosso processo pautou-se por um espaço de reflexão e reconstrução, tendo como parte cada um dos sujeitos que ali estavam.

Referência

HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio. 3.ed. São Paulo: CEDI, 1992.

terça-feira, 1 de maio de 2018

Contribuições de Vygotsky para a Educação

Fonte: http://escolauniverso.com.br/noticias/lev-s-vygotsky


       Vygotsky e seus estudos contribuíram significativamente para a Educação.
      De acordo com sua teoria, o educando precisa interagir, trocar, partilhar etc. Os conhecimentos são adquiridos a partir das relações interpessoais de troca com o meio social. Esta mediação é feita através a linguagem, que realiza uma espécie de mediação do educando com a cultura. 
    Assim, de acordo com sua teoria, para melhorar o nível da sua aprendizagem, o aluno precisa interagir pois a linguagem é uma ferramenta social de contato que possibilita a troca com o outro e permite a cada um completar-se para conquistar seu potencial.
       A teoria de Vygotsky aponta que a cultura se integra ao aluno pela atividade cerebral, estimulada pela interação e mediada pela linguagem. Por isso, para ele, as funções superiores são socialmente formuladas e culturalmente transmitidas.
      Vygotsky construiu sua teoria sobre as funções psicológicas superiores e como a linguagem e o pensamento estão fortemente conectados. São quatro os pensamentos-chave de sua teoria:
  1. interação;
  2. mediação;
  3. internalização;
  4. zona de desenvolvimento potencial.

      A internalização é o momento em que o aprendizado se completa, há a abstração do conceito tornando-o universal. 
     Já a zona de desenvolvimento potencial (ZDP) pode ser definida com o espaço em branco que existe entre o que a criança é, o que ela já sabe fazer sozinha e aquilo que ela tem a potencialidade de vir a ser, desde que seja assistida, aprenda com os outros; deve haver estímulos para o desenvolvimento - é uma das etapas de aprendizagem mais importante.
     Neste sentido, aponta a importância do papel do professor como um mediador entre a criança e o mundo, descobridor da ZDP do aluno.
       Os estudos e práticas que o curso de Pedagogia nos proporcionam servem como instrumento de reflexão de nossa prática docente e possibilidade de repensá-la, visando a um planejamento mais integrado, colocando o aluno como protagonista em seu processo de construção de conhecimento, tornando a sala de aula uma espaço de interação entre todos os sujeitos.

Referências
MONTOYA, Adrián Oscar Dongo. Pensamento e linguagem: percurso piagetiano de investigação. Psicologia em estudo. Maringá, v.11, m. 1, p.119-127, jan/abr 2006.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

Refletindo sobre a escola e a construção do conhecimento



fonte: http://www.extelviraramos.com.br/uploads/Prop_Ped/proposta_pedagogica.png



A questão de entender a construção do conhecimento e o desafio para que o docente domine este assunto e tenha uma prática que vise transformar a escola num espaço de interação, curiosidade, aprendizagem, desafiante para os alunos, é mote de qualquer formação profissional de professores.
O grande desafio, como aponta Fernando Becker, é que a escola precisa transformar-se cada vez mais em laboratório e cada vez menos em auditório. Ainda temos como práticas predominantes a transmissão do conhecimento, numa escola fundada no século passado, que ainda se encontra presa à sua época de criação. Esta constatação fica clara quando o professor Becker afirma que continuamos copiando e repetindo na escola.
Tanto Becker quando La Taille trazem os estudos de Piaget e a Psicologia do Desenvolvimento para tratar sobre a importância de compreender como se dá a construção do conhecimento e o desenvolvimento dos educandos, a interferência do tempo de vida, nos processos da criança (conhecimento, socialização, progresso, adquirir competências, e como vão se transformar ao longo da vida).
Marques também destaca a importância da teoria de Piaget e dá importância que ela dá para entender como surge o conhecimento humano.
Os autores acima utilizam a teoria de Piaget e da Epistemologia Genética como forma de compreender como se dá a origem e desenvolvimento do conhecimento. Trazem em suas falas e textos a menção aos estágios do desenvolvimento cognitivo propostos por Piaget em sua teoria. Tratam-se de fases do desenvolvimento das funções cognitivas da inteligência, do pensamento. O desenvolvimento se dá por etapas, sendo que há superação de fases anteriores, podendo acontecer de certos estágios não serem alcançados. Não significa que todas as pessoas passem por todos os períodos; para sabermos em que período se encontra, é necessário saber como a pessoa pensa.
Somados aos autores acima, Lino de Macedo traz importante contribuições acerca do construtivismo, segundo o qual o conhecimento só tem sentido enquanto uma teoria da ação, da ação que produz este conhecimento. Segundo o autor, para se pensar numa escola construtivista, é fundamental abarcar vários aspectos, que passam pela postura do professor, dos materiais do ensino, da disciplina na sala de aula e do processo de avaliação escolar.
[...] O grande desafio do educador, amparado pelas contribuições teóricas da Epistemologia Genética, é formular perguntas capazes de gerar as perturbações necessárias para provocar o interesse do aluno. (MARQUES, 2008)

Referências
BECKER, Fernando. Escola mais laboratório e menos auditório. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=xjfKBGIHPjs>. Acesso em: out. 2017.
Introdução à Psicologia do Desenvolvimento. Disponível em: < https://www.youtube.com/watch?v=7GEV7HOsETM>. Acesso em: out. 2017.
MACEDO, Lino de. O construtivismo e sua função educacional.
MARQUES, Tania Beatriz Iwaszko. Epistemologia Genética. In: SARMENTO, Dirléia Fanfa; RAPOPORT, Andrea e FOSSATTI, Paulo (orgs). Psicologia e educação: perspectivas teóricas e implicações educacionais. Canoas: Salles, 2008. p.17-26

domingo, 29 de novembro de 2015

Relação professor/aluno, desejo de saber....

fonte: http://revolucaoebook.com.br/wp-content/uploads/2012/12/transferencia1.jpg


    As questões da Psicologia sempre me despertam uma reflexão a mais....
    Pensando nos conceitos de desejo de aprender, transferência, contratransferência...
    Acabo me pegando como um exemplo....Minha primeira formação superior foi no curso de Licenciatura em Física..A escolha foi motivada pela minha professora do Ensino Médio que despertou em mim o desejo de conhecer mais, estudar Física e ser professor desta disciplina...

    Até então eu estava pensando em cursar a Geografia, também por contato e inspiração com uma professora do Ensino Fundamental. Mas o desejo pela Física foi mais forte: adorava as aulas, era um ótimo aluno, com boas notas...Concluído o Ensino Médio, me dediquei ao curso e acabei obtendo minha formação superior nesta área.
    Também trago para a situação com meus alunos, em que muitas vezes ao se referirem a mim, me chamam “pai”, e costumo brincar dizendo “fala meu(minha) filho(a).