Mostrando postagens com marcador políticas sociais. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador políticas sociais. Mostrar todas as postagens

domingo, 28 de maio de 2017

As políticas sociais em tempos de redefinição do papel do Estado

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhsG1rrJjpo4wFb7qLjEV3QCAEV0qZhLrEwjyq9YjXBtzxb76_mcI-5VvhwQbV8e9Em7heRH68uQFpdBnMhMjoLVM0Js2Ng3M-Qkon1dsSvjmldFnXykfsP0QH8rfJFS5E3jHRBy7n_8q0/s640/pol%25C3%25ADtica+social.jpg


     Muitos avanços foram obtidos pela sociedade nos últimos anos, no que diz respeito à abertura política e a maior participação social na tomada das decisões.
     Como vivemos num sistema capitalista excludente, onde o objetivo principal é atender o mercado e obter o lucro, de tempos em tempos observamos que surgem várias crises. Como Peroni chama as várias crises do capitalismo.
      Cada vez mais observamos o discurso que o Estado, em crise, deve diminuir o seu tamanho e sua atuação social, uma vez que as políticas públicas sociais e os servidores públicos são vistos, no capitalismo, como os principais motivadores da crise do Estado.
    Neste contexto, influenciados pela lógica do mercado e pelo setor privado, o Estado tende a diminuir o seu papel repassando para a sociedade e para a iniciativa privada a execução e a responsabilidades pelas políticas sociais. Como Peroni explica, embora continue sendo em parte o financiador, o Estado tem o novo papel de avaliador das políticas que passam a ser desenvolvidas, retirando-se do papel de executor. Isso ocorre também porque para a lógica do mercado e privado, na sociedade capitalista, muita democracia oriunda de pressões ou mobilizações sociais, torna o Estado pesado e gera sua crise.
   Esta lógica de diminuição do Estado como executor das políticas sociais, através da reforma do Estado repassando para o setor privado, é guiada pelas ideias da lógica do mercado para torna-lo mais eficiente e produtivo, com a grande influência de organismos internacionais, com grande destaque para o Banco Mundial.
     Neste sentido, a Gestão Democrática (GD) da educação também passa por mudanças. A própria meta 19 do Plano Nacional de Educação sofreu alterações quando de sua aprovação, que representaram perdas significativas para a sociedade civil.  A GF passa defendida por Peroni passa pelas ideias de autonomia da escola, eleição de diretores e atuação do Conselho Escolar, passa ser meta do PNE no sentido de valorização da eficácia e meritocracia.
     Em síntese, a atual crise que vivenciamos no Brasil, com a diminuição dos direitos sociais e a diminuição do papel do Estado na execução e financiamento das políticas, representa um retrocesso cujos impactos terão efeito por muitos anos, tornando longo o caminho para atingirmos uma educação pública com qualidade social.

Referência:
PERONI, Vera Maria Vidal. Políticas Públicas e Gestão da Educação em tempos de redefinição do papel do Estado. ANPEDSUL 2008.