domingo, 7 de maio de 2017

O estresse na vida do docente

fonte: https://horadotreino.com.br/wp-content/uploads/2014/07/estresses.jpg



     O estresse atualmente é considerado uma epidemia do milênio, face ao alto e crescente índice de pessoas que têm sido acometidas por esta doença. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que o estresse atinja 90% da população mundial. No Brasil 70% da população sofre deste mal, sendo que deste, 30% chegam a ter níveis muito elevados.
    Embora em nosso país o índice se pessoas estressadas venha aumentando, grande parte dos afetados não tem conhecimento ou não reconhecem os sintomas iniciais desta doença, o que muitas vezes acaba sendo diagnosticado quando afeta seu modo de viver ou com o aparecimento de sintomas graves. Isso acontece, porque nem sempre se percebem facilmente os sintomas.
    O termo estresse foi emprestado da Física, ciência que o designa como a tensão e desgaste ao qual estão submetidos os materiais. Este termo foi empregado primeiramente pelo médico Hans Selye, em 1936, na revista científica Nature.
    Selye designou como estresse, agaste ou consumição, de forma neutra, tendo se referido a uma reação não específica do corpo
    A palavra estresse está associada ao nervosismo, a ansiedade, apreensão etc. Segundo especialistas, este termo é impreciso e possui várias interpretações. A psicóloga Magna Rosane da Cruz, explica que mesmo que ele se refira a um evento em particular, em Psicologia [...] ele é entendido como uma interação entre o evento estressante originado no meio e o indivíduo. Resulta de um desgaste físico e mental.
    Pode ser caracterizado através de sensações de medo, irritação, preocupação, indignação, nervosismo, desconforto, frustração, sendo que sua motivação pode resultar de vários fatores ou até mesmo ter sua causa desconhecida.
     A profissão docente é marcada, na maioria das situações, por jornada dupla de trabalho, além da rotina familiar e, ainda, a formação inicial ou continuada.
     Além da docência em sala de aula, o trabalho docente é marcado por grande nível de burocracias, exigências e cobranças que resultam numa sobrecarga de trabalho.
   É fundamental que se busque espaço para viver e fazer atividades que proporcionem bem-estar e satisfação, além de estabelecer uma agenda que permita o descanso e o convívio com pessoas, a prática de exercícios, etc. 
    Como educador já fui afetado em várias ocasiões pelo estresse, que refletiu negativamente em minha vida pessoal e profissional. Tendo percebido, busquei mudanças na minha rotina de vida primando por qualidade, sem deixar de realizar as tarefas necessárias à minha função, mas aprendendo a usufruir melhor do tempo e conciliar as atividades em minha vida.

Fontes:
TRIBUNA DO PARANÁ. Segundo OMS, 90% da população mundial sofre com o estresse. Disponível em: < http://www.tribunapr.com.br/arquivo/vida-saude/segundo-oms-90-da-populacao-mundial-sofre-com-estresse/>. Acesso em: abril 2017.

terça-feira, 2 de maio de 2017

O aluno como protagonista da aprendizagem

Fonte: http://www5.fgv.br/ctae/publicacoes/ning/publicacoes/00-Artigos/Wiki/Wiki.jpg



     O aluno que temos hoje em nossa escola está imerso numa sociedade cujo conhecimento e informação proporcionam o acesso simultânea a muitas informações e interações, seja presencialmente ou virtualmente.
    A escola, formada no século passado, carece de mudar suas concepções e práticas visando interagir com este novo aluno que faz parte de uma nova realidade. Esta interação é uma possibilidade maior de aprendizagem e construção do conhecimento.
     Aliás, esta construção pode resultar de colaboração.
   Nós professores, devemos olhar sobre nossas práticas e refletir sobre os modelos que adotamos para ensinar - quando conseguimos - o conteúdo ao invés de priorizar o desenvolvimento de competências e habilidades que serão importantes para a vida nesta nova sociedade.
   Tardif (2010) destaca ideia amplamente defendida por Alarcão (2010), a questão do “professor como profissional reflexivo”. Seja nos aspectos de sua formação ou em sua prática cotidiana, é fundamental que haja o trabalho em colaboração, pois ninguém consegue agir de forma isolada e aprendemos continuamente, principalmente através da interação com nossos pares. Todo este processo de reflexão contribui para o desenvolvimento da identidade profissional docente, como aponta Alarcão (2010).
    Confesso que refletindo sobre minha prática profissional docente muitas vezes presa ao desenvolvimento de conteúdos que compõem uma estrutura curricular arraigada e tradicional.
     Com as reflexões e aprendizagens do PEAD, minha prática está buscando a autonomia dos meus alunos e seu protagonismo, através da interação contínua, explorando para os ambientes além da sala de aula e dos muros escolares.
Aprendizagem é movimento. 

Fontes:
ALARCAO, Isabel. Professores reflexivos em uma escola reflexiva. 7ª ed. São Paulo: Cortez, 2010, p. 43-63.
TARDIF, Maurice. Saberes docentes e formação profissional. 11ª ed. Petrópolis (RJ): Vozes, 2010.


domingo, 23 de abril de 2017

Iniciando o 5º semestre: a prática como partida

Fonte: http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/educacao/img/0443.jpg



     Estamos iniciando mais um semestre letivo no PEAD. Eis que chegamos ao Eixo 5.
    Partiremos de construções realizadas no curso para olharmos sobre nossa prática aliada a formação do curso, para ampliarmos nossa capacidade de reflexão e trabalho em sala de aula.
    A dinâmica de trabalho proposta é do trabalho colaborativo ao longo do semestre, visando desenvolver nosso olhar individual, partilhado em modos de pensar em grupos, instigando a colaboração, reflexão e autonomia.
     Nossa prática e formação profissional passa a ter consciência de sentido, para voltarmos nossas ações visando estabelecer uma articulação teoria-prática.

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Refletindo sobre o Projeto Político Pedagógica da minha escola

Fonte: elaborado pelo autor


Partindo da leitura do texto de Sordi e Lüdke, sem o envolvimento das pessoas que fazem as mudanças acontecerem no real, reformas tendem a perder significado e podem exatamente prestar-se mais à manutenção das coisas como estão. O mesmo se aplica ao PPP da Escola, que é o norteador de todas as ações a serem realizadas a partir de um princípio da gestão democrática, visando a melhoria da educação com qualidade social.
Na prática vemos que muitas vezes esta participação é superficial e o PPP acaba se tornando um documento de gaveta, o que vislumbramos na maioria das escolas; além disso, os próprios professores o desconhecem.
O desafio é mobilizar a participação efetiva de toda a comunidade escolar e fazer com que o PPP seja efetivado na prática cotidiana da escola.
As autoras trazem a sugestão e a relevância da Avaliação Institucional participativa (AIP), que até está estabelecida nos regimentos, embora de forma precária e que infelizmente deixa de ser efetivada.
As autoras, na página 158, afirmam que o "PPP como documento torna-se letra morta", o que acontece na maioria de nossas escolas, sendo que muitas vezes nem os professores conseguem acesso.
Ainda, segundo estas autoras, é fundamental a adesão e o comprometimento dos diversos atores sociais da escola para que na prática tenhamos uma participação com "P" maiúsculo.
“Participar ativamente da vida da escola  envolve o sentir-se parte, o fazer-se presente na definição dos destinos das escolas,  comprometer-se com projetos de qualificação desta instituição” (pág. 157).

REFERÊNCIA
SORDI, Maria Regina Lemes de; LÜDKE, Menga. Avaliação Institucional Participativa em escolas de ensino fundamental: o fortalecimento dos atores locais.

domingo, 15 de janeiro de 2017

Minha história docente: professor em formação

fonte: http://mglcom.com.br/blog/site/recursos/galeria/blog/15-10-2013_mglcom-professor-capa_m.jpg

Minha história de formação docente inicia pelo fato de ser filho de mãe professora e conviver desde pequeno no ambiente escolar participando com minha mãe. Natural de São Vendelino/RS, interior do estado, minha família sempre esteve ativamente participando das atividades escolares.
Minha primeira formação foi no curso Normal de Nível Médio (Magistério) com o qual passei a atuar nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, com experiência em duas redes municipais e na rede estadual de ensino. Logo após concluído o Normal, ingressei na Licenciatura em Física, fato que me tornou também professor dos Anos Finais e do Ensino Médio, tendo atuado em toda a Educação Básica (tive experiência na Educação Infantil – turma de 5 Anos – Jardim).
Em 2011 continuei minha formação no Mestrado em Educação na UFRGS, que concluí no segundo semestre de 2013 com Dissertação sobre Políticas de Formação Continuada Docente. Em agosto de 2015, ingressei no curso de Licenciatura em Pedagogia (PEAD) pela UFRGS visando aperfeiçoar minha formação pedagógica e desde segundo semestre deste ano de 2016, estou no Doutorado em Educação pela mesma Universidade.
Já atuei em 5 escolas, sendo 4 de Ensino Fundamental e uma de Educação Básica (Fundamental e Médio). Também atuei como Secretário Municipal de Educação, Cultura e Desporto em meu Município no período 2009/2016. Desta forma, enquanto estive professor docente em escola nunca participei propriamente da elaboração do PPP, visto que já estavam “prontos” quando ingressei nas redes e não foram reformuladas no período que estive atuando. A primeira ação que tomava quando ingressei nas escolas foi ler o PPP, regimento escolar e planos de estudo, visando conhecer a realidade de cada escola, seus documentos norteadores, para dali em diante articular o planejamento de minhas aulas. Sempre participei ativamente de eventos e reuniões das escolas, visando me integrar com toda a comunidade escolar e ser professor ativo com “pertencimento” a cada escola que lecionava.
Fui lidar com o PPP diretamente (elaboração/atualização) quando estive na gestão da Secretaria Municipal onde com as escolas da rede passamos pelo processo de elaboração e atualização dos PPPs de cada uma das escolas (até então havia UM PPP para todas as escolas); a partir daí, seguindo princípios e diretrizes vigentes, cada escola elaborou o seu próprio documento, com participação de todos os segmentos da comunidade escolar).
Vejo o PPP, assim como na bibliografia sugerida neste módulo, como o documento norteador e guia de todo o processo educacional da escola e dos segmentos nela envolvidos. Sua elaboração deve contar com toda a comunidade escolar.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Pensando os rumos da Educação Brasileira

fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjllaf2ulNelO0klxskkvs6kAdhvb4eKmC_Qx9hTTUWtHoOArCnsMN0H29NRb2-0jYwUgxAswqH-WEKAf_i89HB6eh6Hvutx_hSe5d4r1-JBg5Pa6ZY5-ikV1Bog1XBWwbeVy6ri5Drq4M/s1600/header-pensando-a-educacao+1010+x+300px.jpg



Fonte: https://www.youtube.com/watch?v=CLhxOufPH6E

Temos três fontes de reflexão muito importantes para o contexto educacional brasileiro. 
Primeiro, a Professora Carmem Craidy dialoga sobre a MP do Ensino Médio, que vem na contramão de todas as conquistas educacionais dos últimos anos e das reflexões coletivas que vêm sendo feitas acerca da melhoria da qualidade da educação brasileira. Estamos retrocedendo, voltando a um passado que sempre condenamos, com um modelo de escola que forma para o mercado de trabalho (será?) e para o vestibular, que aumenta a diferença entre as pessoas (excludente), privilegiando a língua e o cálculos. O pior de tudo, voltamos a era de desvalorização do trabalho e da formação docente. Nos últimos anos avançamos muito na discussão sobre a importância da formação continuada docente (formação em serviço) visando repensar a prática docente e melhoria o processo de ensino-aprendizagem, deixando de lado um ensino conteudista e excludente, para tornar nossos educandos críticos e conscientes de seu papel de cidadãos transformadores da sociedade. Notório saber? É sério isso? Vamos voltar a época que qualquer um pode dar aulas sem a formação pedagógica? Será que posso ser médico ou engenheiro sem a devida formação? A MP do Ensino Médio desconsidera todo o trabalho democrático que vinha sendo feito no sentido de pensar a educação brasileira, torná-la de verdadeira qualidade social.
É isso também que vemos no debate com o professor Jose Pacheco da Escola da Ponte. Temos de pensar uma nova educação, uma nova escola, desvincularmos de velhas práticas de quando a escola foi criada; pensar numa nova relação entre as pessoas dentro da escola, de uma nova formação de nossos educandos, não para o mercado de trabalho, mas sim para a sociedade do conhecimento, da transformação.
Finalizando com o pequeno vídeo da Educação na Finlândia ficamos pasmos.....lá a carga horária é de no máximo 20 horas semanais, sem praticamente existir a lição de casa que todos os que apresentaram depoimento consideram ultrapassada, arcaica. Desde minha formação no Magistério aprendi que tema de casa é uma complementação da aprendizagem, não deve ser longo, também como não é necessário que haja todos os dias, em grandes quantidades. 
Aqui no Brasil se pensa cada vez mais em aumentar a jornada escolar, mas na minha opinião, sem estrutura e qualidade. Afinal, de que adianta ampliar de 4 para até 8 horas se os alunos farão a mesma coisa que já faziam nas 4 horas...será um retrocesso, onde se consolidará no estudante a ideia de que a escola não serve para muita coisa, é chata e nada interessante. Ouvir de um professor de Matemática da Finlândia que a primeira coisa que querem é ver os alunos sendo felizes, realmente faz questionar nossa prática docente, nossa práxis.....
E resta a pergunta: a educação no Brasil vai continuar sendo tratada por MP? Aonde vamos chegar? Chegaremos a algum lugar?
Entendo que nem precisamos pensar muito para ver o infeliz caminho do retrocesso que a Educação brasileira tende a seguir....
Como diz o professor Pacheco é hora dos professores invadirem as escolas, lutarem pela educação, caso contrário o notório saber de algum ultrapassará nossa formação pedagógica e nos tornaremos descartáveis, sem importância para a escola. É isso que queremos?

Fonte: http://files.pensando-em-educacao.webnode.com/200000000-bacddbbc72/50000000.jpg?ph=5fc2391f81




REFERÊNCIAS




quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Refletindo sobre minha prática na Educação Matemática: espaço e fomra

fonte: https://estudokids.com.br/wp-content/uploads/2015/09/aprendendocomosblocoslogicos.jpg


Aprender a se localizar no espaço e a percepção sobre formas é fundamental para as crianças. Vivenciar atividades trabalhando estes conceitos deve ser iniciado na Educação Infantil e nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
Minha experiência docente limita-se ao Ensino Fundamental e Médio, não tendo atuado na Educação Infantil.
Na minha sala de aula atuo com o 1º Ano. Pauta minha prática na utilização de materiais concretos para que os alunos possam manuseá-los, o que contribui significativamente para a sua aprendizagem.
Um material excelente que exploro muito com os alunos são os blocos lógicos, onde busco trabalhar as diversas formas, cores e tamanhos. No manuseio com o material (que é de madeira). É possível agrupar os blocos por cores, formas, entre outras possibilitas.  Quando estão manuseando o material, peço aos alunos que formem figuras ou objetos com diferentes peças. A própria ação de reagrupar os blocos na caixa requer dos alunos organização, pensamento e classificação, para que todo o material caiba na caixa.
Outro material que utilizo com meus alunos é a escala cusenaire, formada por barrinhas de madeira de diversas cores e tamanhos, onde também peço que formem figuras ou objetos com o uso das barrinhas.
Para localização no espaço, a primeira atividade que realizo com meus alunos no início do ano letivo é a localização dentro do espaço da escola. Ando com os alunos por todas as dependências da escola, pátio, salas, já conversando com eles sobre a localização (cima/baixo, direita/esquerda, perto/longe, etc.). De volta sala de aula, realizamos a construção de uma maquete simples (utilizando materiais de reuso).
Outra atividade que realizei, aproveito o uso de netbooks educacionais que a escola recebeu do Governo. Cada aluno tem o seu net para utilizar na escola. O netbook tem um aplicativo denominado “Childsplay_sp”, que o jogo aponta a palavra e as letras ficam espalhadas dentro de um labirinto. Os alunos devem utilizar o teclado do computador e movimentar pelo labirinto em busca das letras para formas as palavras, respeitando a ordem correta para a formação da palavra.
Com a leitura dos textos propostos, percebo que minha prática está de acordo com a proposta, que destaque o uso de recursos disponíveis no ambiente dos alunos, exploração de material concreto.
Aprender precisa ter sentido para os alunos. Para aprender a Matemática de forma prazerosa, é fundamental pensar uma prática com a utilização de material concreto e jogos didáticos, visando despertar nos alunos o interesse em aprender, desfazendo-se da ideia de que a Matemática é um “bicho-papão”, difícil de aprender.