sábado, 16 de julho de 2016

Planejando um jogo: ludicidade e aprendizagem na sala de aula

Foto: jogo de boliche construído com a turma


A partir de uma proposta da Interdisciplina de Ludicidade, construí com meus alunos em sala de aula o jogo de boliche. Esta atividade foi desenvolvida com minha turma visando a construção da ideia de número e quantidade até 10. Foi muito interessante sua construção, pois os alunos ficaram muito empolgados inicialmente em enfeitar a garrafa recebido, sem saber que iriamos fazer um jogo. Todo o material foi construído com a participação dos alunos.
A construção foi realizada numa sexta-feira e na segunda-feira seguinte os alunos estavam ansiosos para ver a utilização do material construído. Esta atividade possibilitou a integração de muitas habilidades e conhecimentos e os objetivos que pretendi foram plenamente atingidos. Jogamos vários vezes em outras oportunidades e os alunos também utilizaram o boliche no recreio, pois além de jogarem, participaram da construção do material.
A proposta possibilitou um sentido aos alunos que participaram da criação e da utilização através do jogo, despertando a curiosidade, criatividade, desenvolvendo seu pensamento, a ideia de número, quantidade, a comparação dos resultados do seu jogo com o dos colegas, além da ordem crescente e decrescente dos números até 10.

Integrou diversos componentes (Arte, Educação Física, Matemática, Linguagens) e propiciou a construção de conhecimentos para os alunos.

Construindo brinquedos

fonte: http://www.carlosurbim.com.br/livros/saco%20de%20brinquedos.jpg

Partindo das aprendizagens e discussões da Interdisciplina de Ludicidade e após o trabalho com o livro “Saco de Brinquedos”, de Carlos Urbim, aliado ao projeto desenvolvido na escola onde atuo com o tema da “Sustentabilidade” para este ano letivo de 2016, propus a participação das famílias dos meus alunos da 1ª série na construção de brinquedos usando materiais diversos (sucata, entre outros) com o auxílio dos pais.
A sugestão foi de construir brinquedos conhecidos ou brinquedos que os pais costumavam brincar na sua infância, mas a construção deveria ser realizada junto com os alunos.
Dada a tarefa e o prazo para a sua realização, os alunos trouxeram o resultado dos brinquedos confeccionados com seus pais para a exposição e apresentação.
Num primeiro momento, cada aluno apresentou o brinquedo construído, os materiais que foram utilizados e também o motivo da escolha deste brinquedo (acompanhou um relato enviado pelos pais). Após, foi o momento de socialização entre os colegas, onde puderam utilizar os brinquedos construídos entre si.
Os brinquedos ficaram expostos numa mesa à frente na sala de aula, com identificação do nome do aluno e o nome do brinquedo construído.
Num último momento, os mesmos foram expostos durante a feira pedagógica da escola, onde toda comunidade escolar pode apreciar os brinquedos construídos.



fotos 1 e 2: brinquedos construídos com as famílias





domingo, 10 de julho de 2016

As fábulas na alfabetização das crianças

fonte: http://cdn.mensagenscomamor.com/content/images/int/fabulas.jpg



As fábulas são recursos importantes para o processo de alfabetização das crianças.
Como são histórias mais curtas, são facilmente compreendias pelas crianças e também fáceis de serem memorizadas. São narrativas em que geralmente os animais agem e falam como humanos, despertam nos alunos o interesse pela sua história e audição. O uso de animais facilita às crianças expressarem seus sentimentos.
As fábulas mostram pontos de vista sobre comportamentos humanos e têm uma moral, que é um ensinamento que pretendem com a história que contam.
As crianças adoram ouvir estas histórias e em sala de aula na alfabetização de meus alunos do 1º ano busco trabalhar o sentido e compreensão das palavras. O trabalho com histórias favorece a compreensão e auxiliam na apropriação da leitura e escrita pelas crianças.
Na escola onde atuo possuímos um projeto de leitura que é desenvolvido ao longo de todo o ano e semanalmente realizamos uma parada de 30 minutos para a leitura, além da hora do conto e ida à biblioteca, onde os alunos são estimulados a escolherem livros, levarem para casa e narrarem aos seus colegas as histórias.
Tenho dado preferência às fábulas, que são as histórias preferidas pela maioria dos meus alunos. Como forma de trabalho, busco que os alunos façam a reescrita destas histórias (seja com o uso de desenhos, recortes e colagens), maneira pelas quais elas conseguem se expressar, já que ainda não estão plenamente alfabetizadas.

segunda-feira, 30 de maio de 2016

O brincar para mim: lembranças e proposições

Fonte:http://loja.grupoa.com.br/uploads/imagensTitulo/20110707042727_Saraiva_Palavras_Brinquedos_Brincadeiras.gif

Lembro-me muito da minha infância e início da adolescência, onde costumava brincar muito. Ter vivido com ênfase esta etapa da minha vida entendo que foi fundamental para o meu desenvolvimento enquanto sujeito.
Sempre residi em cidade do interior. Recordo que em minha infância morávamos próximos a outros familiares, não havia estrada para passagem de carro, somente de carroça e a pé. Ao lado da minha casa havia um bambuzal, onde brincávamos de esconde-esconde. Minhas referências nesta fase da vida era meus primos, que residiam próximo a minha casa. Em especial, meu primo Tiago, mais próximo, embora mais novo que eu, era com quem mais brincava ao longo do dia.
Com o passar do tempo, o local foi se desenvolvendo, estradas foram abertas, tornando-se um bairro. A partir de então, outras famílias passaram a residir próximo e fui fazendo amizades. As brincadeiras mais comuns eram esconde-esconde, pega-pega, futebol, que era o que tínhamos a nossa disposição e nossa criatividade também contribuía. Eu, como era gordinho, não gostava muito do futebol, embora jogasse.
Lembro também, que mais adiante, quando ganhei meus primeiros carrinhos feitos de madeira (de forma artesanal: caminhão, patrola) aproveitava e brincava com meus vizinhos, com meu primo com nossos carrinhos. Também, como já mencionei em outra oportunidade, adorava pegar as panelas das tampas de minha mãe e dirigir meus carros: cada panela representava um modelo de carro.
Lembro quando ganhei minha primeira bicicleta, como a rua era tranquila, podia andar muito, emprestava, fazíamos corridas.
Aos poucos, foram surgindo outras formas de brincar: o videogame, o computador.......mas nunca fui muito fã de brincar com eles, sempre preferi estar na rua, ao ar livre, estar com meus amigos. Mas a figura que mais me vem à mente é meu primo Tiago, pois era vizinho e sempre fomos muito próximos e brincamos muito. Boas épocas estas....
Tantas outras brincadeiras trazidas pelas leituras propostas para este debate, outras que aprendi com meus pais, amigos, que hoje parecem estar se perdendo.......
fonte: http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/sites/bhfazcultura.pbh.gov.br/files/%5Buid%5D/cck_images/parque.jpg

Refletindo sobre a importância do brincar, ele é fundamental no desenvolvimento das crianças, desenvolvimento da criatividade, inteligência, além de sua grande função socializadora.
Enquanto a criança brinca, ela aprende. E acompanhando a história dos brinquedos, eles refletem aspectos sociais, culturais e econômicos de determinada época.

Hoje, percebemos os eletrônicos como preferência da maioria das crianças. Claro que contribuem e são importantes fontes de aprendizado e conhecimento, mas a possibilidade de construir e usufruir de um jogo construído, aprender brincadeiras com nossos pais, avós, colegas é fundamental para a consciência cultural e histórica enquanto sujeitos em constante evolução.


Referências:
http://loja.grupoa.com.br/uploads/imagensTitulo/20110707042727_Saraiva_Palavras_Brinquedos_Brincadeiras.gif
http://www.bhfazcultura.pbh.gov.br/sites/bhfazcultura.pbh.gov.br/files/%5Buid%5D/cck_images/parque.jpg
FERREIRA, Moacyr Costa. O brinquedo através da história.
CARNEIRO, Mª Angela Barbato. A História Magnífica dos Jogos. (Revista Carta Fundamental)

domingo, 29 de maio de 2016

Refletindo sobre Poema e Poesia

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg

Minha reflexão hoje inicia a partir do estudo sobre poema e poesia, na interdisciplinar de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem.
Analisando a essência, poema é um texto que se apresenta em forma de versos, estrofes, ritmo, métrica e sonoridade, enquanto que a poesia além de ser encontrada no poema, em narrativas literárias (conto, romance, novelas) e obras de arte, apresenta um conteúdo poético, visando desenvolver a sensibilidade (com o mundo, as artes, as palavras), apresenta uma linguagem mais elaborada.
Analisando o contexto histórico, vemos que até o século XIX encontramos pequenos manuscritos familiares, geralmente de pais para filhos. A partir deste século, pode-se dizer que surge juntamente com a escola com uma função moral, visando além do aprendizado da língua portuguesa o bom comportamento e o civismo.
Uma análise crítica mostra que desde o seu surgimento e uso na sala de aula, são acompanhados de questionários e deram origem às famosas “fichas de leitura”, às quais ainda hoje obrigamos nossos estudantes a tais atividades que consideram “penosas” e chatas, uma vez que de certa forma o são.
Não desmereço totalmente sua importância (em pequena parte), mas ainda é desafio que o educador faça o uso do poema e poesia visando explorar e ampliar as potencialidades dos alunos, sua reflexão, para além de questões prontas para seu rápido entendimento e compreensão.
Temos os exemplos do próprio Olavo Bilac, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes, que em seu tempo exploraram a musicalidade, o jogo sonoro, além do compromisso pedagógico a que sempre se destinavam o poema e a poesia.
Existem muitas possibilidades, cabe a nós explorarmos o imaginário!


Fontes:
http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.


segunda-feira, 16 de maio de 2016

A importância do brincar

Assistindo aos dois vídeos propostos pela Interdisciplina Ludicidade e Educação, o primeiro "O fim do recreio" reflete a importância deste espaço de interação e socialização entre as crianças da escola. Entendo o recreio como um momento de desenvolvimento e aprendizagem dos alunos, porque eles podem entrar em contato com outras crianças de turmas de idades diferentes, interagir, criar, se expressar, o que é fundamental.
O outro vídeo "Natureza brincante", mostra que é possível criar brinquedos com a utilização de materiais simples e do nosso cotidiano. O mais importante de ganhar brinquedos prontos, a possibilidade de instigar as crianças para que criem seus brinquedos e com eles interajam, explorem possibilidades.

Ambos os vídeos me remeteram à minha infância, em São Vendelino, interior do RS. Brinquei muito, mas muito mesmo, não dispunha de tantos brinquedos, mas sempre com amigos, vizinhos, buscávamos brincar e criar novas possibilidades. E sem falar que eu amava o recreio na escola, também brincava muito, corria.
A imagem abaixo mostra exatamente como os alunos veem o recreio:


Fontes:
http://br.web.img3.acsta.net/medias/nmedia/18/87/80/78/19968753.jpg
http://portaldoprofessor.mec.gov.br/storage/discovirtual/galerias/imagem/0000002603/md.0000047447.png
https://www.youtube.com/watch?v=t0s1mGQxhAI&feature=youtu.be
https://www.youtube.com/watch?v=ZGKx7Z56g0A&nohtml5=False

A voz: instrumento de trabalho do professor e de comunicação interpessoal


Assistindo ao Filme “Minha Voz, Minha Vida” proposto pela interdisciplina de Música na Escola me enxerguei por diversas vezes no enredo do filme.
Sou uma pessoa que bebe muita água, sempre me acompanha minha garrafinha de água durante todo o dia e inclusive na sala de aula. Não consigo ficar sem beber muita água. Mesmo assim, percebi que falho com o uso da minha voz.
Já fiquei rouco, estava no meio de explicação com alunos e simplesmente engasguei e não consegui mais falar, tossia sem parar, enfim, por diversas vezes simplesmente não consegui mais continuar.
Também sei que muitas vezes descuido meu tom de voz e acabo inclusive falando muito alto fora da sala de aula, seja conversando com outras pessoas, seja ao falar ao telefone, enfim....
Sem falar nas vezes que precisei falar muito alto em sala de aula, seja pela quantidade de alunos, pelo agito da turma, competindo com conversas, ventilador, enfim, com o som estranho ao ambiente propício para ensino-aprendizagem.
Nós professores muitas vezes não paramos para pensar e nem ficamos atento ao uso que estamos fazendo de nossa voz, que é instrumento de trabalho fundamental em sala de aula e inclusive de comunicação interpessoal (embora não seja o único).
Compartilho o filme para que mais professores possam refletir sobre ele:

Fontes:
http://www.sempreperfeito.com/wp-content/uploads/2011/10/cuidados-com-a-voz.jpg
https://www.youtube.com/watch?v=d9e4oHqtIXY