domingo, 18 de março de 2018

Recomeçar: um novo caminho, novas possibilidades

Fonte: https://www.frasesdobem.com.br/frases-de-recomeco/page/2


Um novo ano, um novo semestre: o reinício.
Estamos nesta incessante caminhada pelo descobrir e construir-se sempre...
É importante parar...Mas muito mais importante recomeçar...
Estar de volta ao PEAD, neste novo semestre, mais próximo do fim desta etapa de formação de nossa vida.
Nosso objetivo: nosso desenvolvimento profissional docente.
Neste primeiro encontro do Semestre, olhamos para a escola que nem sempre aceitamos ser nossa, mas que em nosso cotidiano repetimos muitas ações que acreditávamos superadas...
Ainda há um caminho....
É preciso muito mais....
Olhar, pensar, refletir e apontar novas direções: eis o desafio posto neste primeiro encontro!
Bom semestre a tod@s nós!

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Pensamento, erros e ilusões

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Morin em seu texto destaca que todo o conhecimento comporta o risco do erro e da ilusão. Enfrentar este problema é o papel que ele atribui a educação do futuro. Ela deve mostrar que não há conhecimento que não esteja ameaçado destes riscos.
O conhecimento, afirma, é o fruto da tradução/reconstrução por meio da linguagem e do pensamento, também sujeito a erros.
Neste sentido, Morin aponta que o desenvolvimento do conhecimento científico é um poderoso meio de detecção dos erros e de luta contra as ilusões. Mas alerta, que ele não pode tratar sozinho dos problemas epistemológicos, filosóficos e éticos.
À educação é possível a identificação dos erros, ilusões e cegueiras. A racionalidade também é corretivo, segundo o autor.
Os indivíduos conhecem, pensam e agem segundo paradigmas inscritos culturalmente. Um paradigma pode, ao mesmo tempo, elucidar e cegar, revelar e ocultar.
Há de se reconhecimento na educação do futuro um princípio de incerteza racional, segundo Morin.
Os modelos culturais também estão arraigados nas concepções e é papel da educação  romper (ou não) com este ciclo, a importância da criticidade.
Morin aponta que o conhecimento não é um espelho das coisas ou do mundo externo. Também, alerta para a estreita relação entre afetividade e a inteligência. Em seu texto, afirma que cada mente é dotada de um potencial de mentira para si próprio, esta marcada também por erros e ilusões. Sem esquecer-se do papel da mente em selecionar lembranças que a ele convém, realçar algumas ou apagar outras.
A educação é uma possibilidade de rompimento do ciclo vicioso, mas não esqueçamos que ele afirma que a educação do futuro tem o princípio da incerteza racional.

REFERÊNCIA
MORIN, Edgar. As cegueiras do conhecimento: o erro e a ilusão. In: MORIN, Edgar. Os sete saberes necessários à educação do futuro. 5ª ed., São Paulo: Cortez, 2002, p. 19-27.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Pensando nos sujeitos com altas habilidades ou superdotação

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Fazendo-se um olhar e reflexão sobre as escolas e nossa prática docente, percebemos que muitas vezes estamos acostumamos e trabalhamos com uma padronização destes espaços e práticas, homogeneizando-os. Acostumamo-nos a planejar nossas práticas e ações fazendo um olhar padrão para todos os nossos alunos. E quando vamos para a prática muitas vezes acordamos e percebemos que nos esquecemos de levar em conta a heterogeneidade deste espaço que é a escola.
Hoje em dia a literatura existente e as experiências nos ajudam a repensar nossa prática docente, fazendo um olhar mais diferenciado para as necessidades individuais de cada educando, o que nem sempre acaba por se tornar usual no cotidiano.
Vejo que por muito tempo e ainda permanece a dificuldade de identificar, sem o apoio necessário, os sujeitos com altas habilidades ou superdotação em nossos espaços escolares.
A identificação destes sujeitos é o primeiro passo necessário. Mas nem tão simples assim. Mas isso é necessário porque leva em conta as suas características, o que se torna fundamental para as ações educativas. Estas ações precisam ser sistemáticas, articuladas e coerentes.
Um olhar para as diferenças possibilita um ensino mais individualizado, atendendo ao verdadeiro princípio da inclusão. Para que isso ocorra, é necessário que sejam criadas condições educacionais apropriadas.
Embora seja de conhecimento que não exista um modelo ideal e que devemos utilizar um conjunto de combinações e alternativas possíveis, existe a necessidade de flexibilização dos currículos e saberes escolares, de forma que atendam à diversidade apresentadas por cada um dos indivíduos.
Atualmente observamos que o uso de programas extracurriculares e das salas de recursos contribui para que isso ocorra, há ainda um longo e importante caminho a ser percorrido.

Referência

SÃO PAULO (Estado). Secretaria da Educação. Um olhar para as altas habilidades: construindo caminhos/Secretaria da Educação, CENP/CAPE; organização, Christina Menna Barreto Cupertino. – São Paulo: FDE, 2008.

domingo, 19 de novembro de 2017

A escola como espaço de desenvolvimento dos sujeitos

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Nós seres humanos somos marcados pela incessante curiosidade e necessidade de saber mais, de nos desenvolvermos.
As crianças, mais do que os adultos, são perguntadoras e curiosas.
A escola e nós docentes temos papeis fundamentais para motivar a construção do conhecimento das crianças, também através da interação com os demais sujeitos.
Aproveitar a sua curiosidade, indo para além da transmissão de conteúdos e saberes prontos. De acordo com os referenciais, a criança deve aprender a interrogar a natureza e a sociedade, tendo a escola uma missão muito importante neste processo.
A interação social é tão importante para o desenvolvimento e construção do conhecimento do sujeito quanto sua própria ação de descobrir, interagir, desenvolver-se.
O desafio está posto: a escola, aos professores. Repensar e ultrapassar práticas de uma escola conteúdista onde pairam a repetição e a memorização de conhecimentos para um ambiente onde ocorra a construção e desenvolvimento dos sujeitos, que devem ser sempre ativos neste processo.
Estamos acostumados a homogeneizar nossos alunos e muitas vezes não percebemos que as diferenças é que constroem um ambiente mas rico e dinâmico para aprender. Costumamos por vezes utilizar como padrão o aluno que aprende a um tempo e espaço rápido, partindo de um modelo de aluno que não existe, haja visto que cada um aprende ao seu tempo e espaço.
Os estudos de Piaget mostram que o conhecimento resulta de uma interação contínua entre o sujeito, o meio social, os objetos e a realidade que o cerca. Ao agir sobre eles, o sujeito incorpora, assimila, modifica-os e a si mesmo. O conhecimento, é assim, o produto da atividade social.
A escola deveria trabalhar mais com o que o sujeito aprende na vida, aproveitando a sua curiosidade.
O traço característico mais marcante do ser humano é aprender e formar representações adequadas da realidade. Ao longo do nosso desenvolvimento, estas representações vão se tornando cada vez mais complexas e perfeitas.

Referência
DELVAL, Juan. Aprender investigando. In: BECKER, Fernando; MARQUES, Tania. Ser professor é ser pesquisador. 2 ed., Porto Alegre: Mediação, 2010.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

Construindo uma inclusão na prática: ultrapassando barreiras

Fonte: http://inclusaodequalidade.com.br/wp-content/uploads/2016/03/Site-4.jpg


Partindo de uma reflexão sobre nossa realidade, percebemos que a importância de construir estratégias inclusivas, uma vez que a educação é direito de todos.
A relação entre sociedade e deficiência sempre foi marcada por atitudes, preconceitos, estereótipos, estigmas, sendo que o aluno foi por muito tempo excluído do ambiente educacional e de outros espaços da sociedade.
Neste sentido, a sociedade precisa repensar sua forma de lidar com a deficiência e com os transtornos globais de desenvolvimento (TGD). Faz-se necessária a construção de um novo repertório sobre o TGD (quem são estes sujeitos, seu desenvolvimento etc.), compreendendo as suas especificidades, em especial a tríade comportamento, interação social e linguagem.
Cada criança é única em seu processo de desenvolvimento, não podemos comparar uma criança à outra, mas sim a ela mesma (como era, como está etc.). Assim, é necessária uma observação mais sensível do aluno com TGD.
A escola favorece o desenvolvimento das crianças. O professor é a porta de construção de outros relacionamentos. Ele deve conhecer para pensar e repensar sua prática pedagógica, criar uma abordagem pedagógica para garantir o sucesso da inclusão desses alunos.
Esta abordagem pedagógica para que a criança se sinta pertencente, construa seu conhecimento, desenvolva-se. Para isso é fundamental que o professor tenha rede de apoio (planejamento, estratégias, recursos etc.).
É necessária uma observação mais sensível do aluno. A criança é o resultado das experiências que ela tem ao longo da sua vida. Quanto mais interage e aprende, mais ela se desenvolve.
A adaptação do aluno ocorre de maneira progressiva com o professor, com a escola, com seus pares, com o ambiente. Os rituais da escola são importantes porque funcionam como uma forma de organização interna do aluno.
Por isso, há necessidade de uma observação do professor para as necessidades específicas dos alunos TGD nas três áreas (comportamento, linguagem e interação social).
A escola deve propiciar situações para o desenvolvimento da criança o que exige planejamento, meta e constante observação/mediação. Além disso, a capacitação profissional do professor, a diversificação do material didático, a organização do PPP, adequações curriculares, rede de apoio, novas metodologias e promover parcerias com as famílias.

Referências:
HÖHER, Síglia Pimentel; BOSA, Cleonice Alves. Competência social, inclusão escolar e autismo: revisão crítica da literatura.
Transtornos Globais de Desenvolvimento. Disponível em: <https://youtu.be/Tf-R4hGYOFs>. Acesso em: nov 2017.


terça-feira, 31 de outubro de 2017

Consciência e criticidade: sujeitos e educação

fonte: https://historiapraboiacordar.files.wordpress.com/2016/07/escolasempartido.jpg?w=332&h=249


Paulo Freire discorre sobre como entende o ser humano e a sua história. Ou seja, a natureza humana constituindo-se social e historicamente. Natureza esta, com uma trajetória marcada pela finitude, pela inconclusão.
Neste sentido, a consciência do inacabável acaba por tornar o ser humano em educável. Existe assim uma necessidade de existência relacional, uma existência de contatos, de vida.
Freire destaca a importância da relação dialógica como prática fundamental à natureza humana e opção democrática. Não há comunicação sem que haja dialogicidade. Esta relação dialógica, aponta o autor, é fundamental para o conhecimento; para que ela exista, é necessário que haja curiosidade, inquietação e respeito mútuo entre os sujeitos. Entende a curiosidade como uma abertura à compreensão, ao desafio.
Para que seja possível a rigorosidade metódica, que é a passagem do senso comum para o conhecimento científico, o autor aponta a necessidade de haver uma distância epistemológica, tomando em mãos o objeto a ser conhecido para poder conhecê-lo. É necessária, assim, a disposição do ser humano para espantar-se diante das pessoas; de explicar, buscar a razão dos fatores, sermos “seres de pergunta”. A indagação é uma atividade gnosiológica que possibilita ao sujeito conhecer.
Amplia suas reflexões apontando a tecnologia como facilitadora deste processo, pois possibilita encurtar o espaço e tempo. Alerta também a necessidade de transformar o espaço escolar num espaço aberto ao exercício da curiosidade epistemológica, exercício do qual deveriam se preocupar os projetos educativos.
Faz críticas à educação bancária, à memorização, aos exercícios repetitivos. Esta prática implica numa visão tecnicista da educação, onde todos são tratados de forma homogênea, visando a um treinamento instrumental em busca de uma sabedoria de resultados. Quem se preocupa disso são os regimes autoritários a quem define como inimigos da democracia.
Atenta para a importância do docente no processo de tornar a educação mais progressista. Para que isso acontece, lista a necessidade de que haja a valorização da carreira, melhor remuneração e necessidades dos docentes refletirem da e sobre a sua prática.
Segundo o autor, o educador progressista desafia a curiosidade ingênua dos estudantes, visando desenvolver a criticidade, desocultando “verdades escondidas”.
Termina alertando a preocupação que possui sobre o aumento da distância entre a prática educativa e o exercício da curiosidade epistemológica.
Hoje vivemos um cerceamento da liberdade de expressão. O movimento direitista tem se disseminado pelo mundo, inclusive no Brasil, criando um estado policialesco. A escola acaba sofrendo diretamente, já que movimentos visam interferir no seu funcionamento e limitar a formação de educandos críticos e reflexivos. Há a necessidade de nos transformarmos constantemente e lutarmos para que o espaço escolar vá além do ensino tradicional, continuando a ser um espaço de reflexão e formação.

REFERÊNCIA
FREIRE, Paulo. À sombra desta mangueira. São Paulo: Ed. Olho D’Água, 2000, p.74-83.

domingo, 29 de outubro de 2017

Deficiência e diferenças: reflexões

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A diversidade humana sempre existiu e a História mostra os percalços nas relações. O desconhecimento do outro sempre foi um forte traço ao longo da história. Nem sempre as pessoas estão dispostas a conhecer aquilo que não é seu espelho.
Nós, humanos, somos muito resistentes a mudanças, a mudar de posição. Discrimina-se parecendo que não está se discriminando. Ainda, temos o hábito de estabelecer escalas de valores para as pessoas.
Ora, a homogeneidade não existe. Esta diferença nem sempre é valorizada. Insistimos que as pessoas merecem rótulos, o que acabam as inferiorizando. Maior afirma que se existem políticas afirmativas é porque existe a discriminação.
Os seres humanos têm o potencial de se reinventar.
Em seu texto, Izabel Maior apresenta a evolução do conceito de deficiência, trazendo como explicativo para os leitores as principais definições normatizadas pelo Decreto nº 5296/2004. Segundo ela, a legislação existe para a promoção e proteção dos direitos das pessoas em maior situação de exclusão em nossa sociedade.
Afirma que “As pessoas com deficiência são sujeitos de direitos, com autonomia e independência para fazer suas escolhas, contando com apoios sociais”. Segundo a autora, não deve haver uma proteção exagerada para estes grupos em função de se perder o sentido das políticas de ação afirmativas, que justamente têm por objetivo a diminuição das desvantagens das pessoas com deficiência.
Aponta que a deficiência é um conceito em evolução, de caráter multidimensional, e alerta que o envolvimento de uma pessoa com deficiência na comunidade vai depender de como esta assume e se compromete no processo de inclusão.
Maior conclui enfatizando que “saber lidar com as pessoas com deficiência em quaisquer situações é derrubar barreiras e trabalhar a favor da inclusão”.
Nós docentes temos de repensar nossa prática pedagógica, visando atender as especificidades e necessidades de todos os alunos. Pensando-os no contexto da heterogeneidade, que enriquece o ambiente escolar.

Fontes
MAIOR, Izabel. História, conceitos e tipos de deficiência.
Programa Café Filosófico. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?time_continue=496&v=29JooQEOCvA>. Acesso em: out 2017.