sexta-feira, 28 de junho de 2019

Revisitando postagens - III

Freire: da leitura do mundo à educação

Fonte: https://pedagogiaparaconcurseiros.com.br/category/paulo-freire/

      Paulo Freire nos ensina que é impossível fazermos a leitura isolada do mundo. Aponta que há um papel político e pedagógico neste processo, como a troca de saberes, a interlocução e o compartilhamento solidário. Daí resulta a existência de tantos mundos quantas leituras possíveis dele. É fundamental que esta leitura de mundo contextualize, geste e emoldure sentidos.
       A Pedagogia de Freire realça a necessidade de uma pedagogia crítica da alfabetização atenta à natureza contraditória da experiência e da voz dos sujeitos. Isso implica num projeto mais amplo de reconstrução social e política. Assinala para a redefinição da natureza e do trabalho docente, apoiados num ensino participativo, na escrita e na pesquisa coletivas e no planejamento democrático. Só assim é possível desenvolvermos uma pedagogia emancipadora.
      Para que isso ocorra, é fundamental que os professores compreendam a crise ideológica e política atual que envolve a finalidade da escola pública e nossa sociedade contemporânea, principalmente no momento atual que vivemos no Brasil, onde parece haver um recuo da democracia. Isso é apontado por Freire em sua teoria.
       Educar é um ato político que permite às pessoas o acesso ao conhecimento da sua realidade, dos seus direitos, de suas potencialidades. Para isso, é necessário desenvolver uma pedagogia libertária que veja a escola como um espaço de cultura, que planeje a escuta e a identificação dos saberes de todos. Isso possibilitará a compreensão de que realizar o projeto pedagógico numa escola é realizar um projeto político, com práticas de cidadania, parte de uma vida social que garanta a democratização deste espaço.
       Freire nos ensino que educar é um ato político, de empoderamento dos sujeitos. E é assim que devem ser as práticas na EJA, dotando os sujeitos de autonomia, responsabilidades e respeitando suas individualidades.
          Segundo o autor, a alfabetização deve dialogar permanentemente com a realidade dos educandos, sendo um ato de criação e recriação. Por isso afirma que alfabetização é um ato de conhecimento.
         Minha prática de estágio na EJA considerou como suporta a teoria de Freire, patrono de nossa educação, pensando num projeto de aprendizagem trabalhando a identidade dos sujeitos, para que se reconheçam como pertencentes a uma história, cultura, comunidade, bairro , escola etc, dotando-os de conhecimentos e tornando-os protagonistas do processo de construção do seu conhecimento.

Referência
GIROUX, Henri. Excerto do texto "Alfabetização e 'empowerment' Político", Introdução do Livro "Alfabetização", de Paulo Freire e Donaldo Macedo
UNIVESP - História da Educação no Brasil - Aula 18 - Paulo Freire e sua proposta de ensino para jovens e adultos. Disponível em: <https://www.youtube.com/watch?v=s_3Gmoodpl4&feature=youtu.be> .

Revisitando postagens - II

Refletindo sobre a alfabetização de adultos


fonte: http://fundacaojulita.org.br/alfabetizacao-de-adultos-tem-horarios-flexiveis/


       A educação popular possui muitos desafios, principalmente no que se refere à alfabetização de adultos. Hara (1992) pontua que várias dificuldades estão no cerce deste processo, que envolvem desde a prática docente que não consideram os saberes e experiências dos sujeitos ali presentes e também das enfrentadas pelos adultos, seja de trabalhos exaustivos, condições sociais, etc.
       Os sujeitos que frequentam a EJA são distintos, de realidades diversas, sendo que muitas vezes a educação escolar não é a sua prioridade, haja visto as dificuldades pelas quais passam, já que como Hara (1992) aponta a maioria provém de classes populares. Por isso, ela alerta sobre a necessidade de tornar a prática de alfabetização um ato político, constitutivo dos sujeitos, como ferramenta para seu desenvolvimento.
        Quanto às práticas docentes, sabemos que muitas vezes estão desconexas da realidade. Com relação à formação de professores para atuar na EJA, esta não prepara-os para atuar nesta modalidade e das especificidades de seu público-alvo, fazendo com que tenham que aprender na prática ou mesmo com práticas mecânicas tradicionais de leitura e de escrita, desconsiderando as diversidades dos sujeitos.
      Baseados nos estudos de Paulo Freire, Ana Teberosky e Emília Ferreiro, inferimos que a aprendizagem é um processo ativo e dinâmico, concebendo a visão de homem como sujeito de transformação e compreensão do mundo.
       O que fica bem claro é que tanto para adultos assim como para as crianças, a aquisição da escrita é conceitual e construída por meio das interações dos sujeitos com o meio. Por isso, Hara (1992) alerta para a necessidade de repensarmos as práticas alfabetizadoras com nova perspectiva de ação, já que a escrita é um sistema de representações construídas socialmente na história do homem e dominá-la é um processo cognitivo.
      Cada sujeito organiza de forma diferente seus conhecimentos, operando cognitivamente, o processo de socialização contribui para o desenvolvimento de sua autonomia, contribuindo com diferentes modos de construção do conhecimento.
       Assim, na alfabetização dos adultos, é fundamental considerarmos os saberes já construídos pelos sujeitos, pois estes já possuem uma história e conhecimentos.
           A prática mostrou que a EJA carece urgentemente de novas práticas e espaços. Para isso, há necessidade de se repensar a formação de professores no âmbito das Instituições de Ensino Superior, para que se lance um olhar sobre os sujeitos que ali estão, considerando-os na práxis docente, por isso “[...] o sujeito educador, precisa de uma sólida formação política e social, para atuar frente às propostas pedagógicas incoerentes com o contexto em que se desenvolvem os programas de EJA” (FRIEDRICH, et. al. 2010, p.404).
           Podemos afirmar que o PEAD possibilita uma transformação na formação dos futuros pedagogos, uma vez que permite o trabalho articulado de formação/prática, mediante vivências, experiências pedagógicas, que possibilitam aos novos docentes práticas alinhadas às necessidades dos sujeitos que ali estão.
              Ainda, urge a necessidade de novas políticas públicas com mais atenção à EJA e as condições ofertadas no país, ultrapassando velhas práticas tradicionais de ensino e falta de infraestrutura adequada. O Plano Nacional de Educação (PNE), atualmente em processo de esvaziamento por parte do governo federal, para o qual a educação é inimiga do desenvolvimento do país, é política fundamental que deve(ria) garantir o espaço que a EJA merece no Brasil.

Referência
HARA, Regina. Alfabetização de adultos: ainda um desafio.  3. Ed. São Paulo: CEDI, 1992.


Revisitando postagens - I


A escola e a inovação


fonte: http://porvir.org/escolas-brasileiras-inovadoras-podem-concorrer-em-desafio-internacional/

 Tenho refletido sobre a necessidade da inovação dos sujeitos e espaços e da inovação pedagógica na prática docente.
          Temos historicamente uma escola construída para atender a uma massa de público, oriunda do desenvolvimento econômico do país. A escola pública, de ensino gratuito, de acesso àqueles que não têm condições de arcar com seus estudos.
       Historicamente, o objetivo da escola, além do ensino e aprendizagem, residia na qualificação de mão-de-obra para o mercado de trabalho, em nome do progresso e do desenvolvimento. Até entre as famílias, prevalecia a ideia de uma escolaridade mínima e, assim que for possível, do ingresso no mercado de trabalho.
      Mas este progresso e desenvolvimento, fruto do trabalho humano, favoreceu o desenvolvimento das sociedades. Com o aumento da população, a disponibilidade de grande mão-de-obra, o mercado de trabalho e a sociedade não conseguiram mais atender a todos. Neste sentido, em nome da eficiência e eficácia, uma nova estrutura social e de trabalho foi formada.
           Com as tecnologias avançando rapidamente e estabelecendo-se pelo mundo inteiro, um novo campo surgiu: o da inovação. Empresas e instituições passaram a investir na inovação e selecionar novas pessoas, com perfil dinâmico, inovador e ativo.
       Este rompimento com as estruturas arcaicas da sociedade, que em parte ainda prevalecem em alguns setores, refletiu diretamente na escola e na sua forma de organização. A formação de professores e a prática docente na escola não estavam acompanhando as rápidas mudanças desta sociedade do conhecimento e da tecnologia.
O desafio inicial começou pela formação de professores, nas instituições de educação superior: não se poderiam mais formar docentes, nas velhas práticas, para práticas tradicionais de ensino e transmissão de conteúdos (e não necessariamente de conhecimentos).
           Este movimento refletiu na escola, já que ela é o reflexo da sociedade onde está inserida e sobre ela há  influências diretas. O desafio agora era o da inovação pedagógica dos docentes, que até hoje enfrentam dificuldades por não dominarem as tecnologias suficientemente adequado para lidar com educandos de uma nova geração e uma sociedade de novas características e movimentos.
     Cabe às instituições de ensino superior, de formação de professores, e as mantenedoras de cada um dos sistemas de ensino, a promoção da formação continuada docente, visando seu desenvolvimento profissional, fazendo-o, na prática, refletir e construir uma nova postura docente, que alie conhecimento, tecnologia e inovação, visando preparar os alunos para seres cidadãos críticos e participativos nesta sociedade do conhecimento e da informação.
        Resta ainda o desafio do uso das tecnologias por parte das escolas e dos docentes, não como mero instrumentos, mas como possibilidades de transformação dos espaços escolares em espaços dinâmicos, interativos, de aprendizagem compartilhada, colaborativa e desafiadora.
          Esta provocação de uso das tecnologias foi realizada ao longo do curso do PEAD para que nós, docentes em aperfeiçoamento profissional, repensássemos nossa prática visando fazer uso destas tecnologias em nosso fazer docente. No estágio supervisionado, ao final de 2018, numa turma da Educação de Jovens e Adultos, até então não acostumada a utilizar as tecnologias, passei a aliar o uso das TICs na proposta metodológica utilizada em sala de aula, utilizando como ferramentas facilitadoras da construção do conhecimento aos educandos.
        Meu planejamento sempre esteve aberto e contou com o uso das TICs, o que foi fundamental para perceber a evolução na aprendizagem dos estudantes e a melhora de seu rendimento escolar, relacionando às sua vivências e práticas que realizávamos em sala de aula.
        Mas, infelizmente, há de se repensar a prática e uso das TICs nas escolas, melhorando além da infraestrutura, a formação dos professores e o aprimoramento de experiências exitosas como motivadores de inserção na prática de mais escolas.


quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Revisitando postagem X


Refletindo sobre poema e posia

Fonte: http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg

Minha reflexão hoje inicia a partir do estudo sobre poema e poesia, na interdisciplinar de Literatura Infanto Juvenil e Aprendizagem.
Analisando a essência, poema é um texto que se apresenta em forma de versos, estrofes, ritmo, métrica e sonoridade, enquanto que a poesia além de ser encontrada no poema, em narrativas literárias (conto, romance, novelas) e obras de arte, apresenta um conteúdo poético, visando desenvolver a sensibilidade (com o mundo, as artes, as palavras), apresenta uma linguagem mais elaborada.
Analisando o contexto histórico, vemos que até o século XIX encontramos pequenos manuscritos familiares, geralmente de pais para filhos. A partir deste século, pode-se dizer que surge juntamente com a escola com uma função moral, visando além do aprendizado da língua portuguesa o bom comportamento e o civismo.
Uma análise crítica mostra que desde o seu surgimento e uso na sala de aula, são acompanhados de questionários e deram origem às famosas “fichas de leitura”, às quais ainda hoje obrigamos nossos estudantes a tais atividades que consideram “penosas” e chatas, uma vez que de certa forma o são.
Não desmereço totalmente sua importância (em pequena parte), mas ainda é desafio que o educador faça o uso do poema e poesia visando explorar e ampliar as potencialidades dos alunos, sua reflexão, para além de questões prontas para seu rápido entendimento e compreensão.
Temos os exemplos do próprio Olavo Bilac, Cecília Meireles e Vinícius de Moraes, que em seu tempo exploraram a musicalidade, o jogo sonoro, além do compromisso pedagógico a que sempre se destinavam o poema e a poesia.
Existem muitas possibilidades, cabe a nós explorarmos o imaginário!
Novamente refletindo para minha prática docente no estágio, um dos pontos focais de trabalho eram a leitura e escrita. Assim, o trabalho com diferentes gêneros textuais foi fundamental para o desenvolvimento das competências e da sensibilidade leitora dos estudantes.
Trabalhamos com diversos gêneros, entre os quais poema e poesia. Mas destaco um gênero que foi muito apreciado pelos estudantes - a poesia. Em especial a poesia "Direito de voar", escolhida especialmente em função do PPA "Identidade", que estava sendo desenvolvido na prática docente.


Fontes:
http://3.bp.blogspot.com/-aTMtsYl-Kvs/T15EOAAQlnI/AAAAAAAAAv0/VdL2uBoxJEM/s1600/compra-coletiva-mosqueteiros-dia-da-poesia.jpg
CAMARGO, Luís. A poesia infantil no Brasil.

Revisitando a postagem IX


A pergunta como fator de aprendizagem



fonte: http://d2rbedwdba7p8y.cloudfront.net/imagens/ECO_006_1.jpg


Nós seres humanos somos seres muito curiosos. E a curiosidade não passa em branco: ela nos instiga a buscar respostas, encontrar caminhos, ampliar nossas aprendizagens.
Somos curiosos por natureza. As crianças que o digam: são verdadeiras perguntadoras.....Estão numa fase de desenvolvimento, grande aprendizagem e de indagação dos “por quês”....
A escola é um espaço fundamental para trabalhar com as perguntas das crianças. Ou melhor....trabalhar com e a partir delas.
Parece que à medida que nos alunos vão crescendo passamos por cima de suas perguntas e transformamos o ensino-aprendizagem numa espécie de teoria do aprender. Pode ser um certo receio nosso enquanto educadores sobre o que nossos alunos nos perguntarão e até falta de respostas às suas dúvidas.
Mas aprender em colaboração significa não responder as perguntas das crianças (dos nossos alunos). Devemos transformá-las em ponto inicial de nossa prática docente e ser mediadores da aprendizagem dos nossos educandos.....trabalhar com as perguntas, estimular a dúvida, a pesquisa, a experimentação. Afinal, não sabemos tudo....claro que aprendemos muito com a vida e com nossos estudos, mas jamais saberemos as respostas de todas as perguntas. É a dúvida e a busca pelas respostas que transforma a aprendizagem em instigadora, desafiadora, tornando-se um espaço de busca, trocas e descobertas. É isso que deve ser a sala de aula, a escola, a nossa vida.
Os projetos de aprendizagem, as atividades experimentais e o uso de recursos concretos são possibilidades de enriquecer este processo!
Assim, olhando para minha prática docente realizada ao longo deste segundo semestre de 2018, o trabalho com o PPA "Identidade" ajudou a 'desacomodar' os alunos, que estavam acostumados a ouvir, copiar e resolver as atividades. As situações de aprendizagem propostas por mim durante a prática pautavam-se na reflexão, no diálogo e nas trocas, para que os estudantes fossem os protagonistas do processo de construção do seu conhecimento. Sempre lançava perguntas para que eles pensassem, refletissem a respeito e construíssem conexões e respostas, seja de forma individual, seja no coletivo, onde as trocas por vezes facilitaram o processo. Claro que no início não foi muito fácil, já que os mesmos não estavam acostumados com esta forma de interagir, onde eles também eram ativos e deveriam participar intensamente. Mas este processo facilitou a construção de uma relação de diálogo, respeito e interação permanente.

Revisitando a postagem VIII


Autodesafio: a tecnologia como recurso para alfabetização e o letramento

Vivemos um período de rápidas transformações, marcado pelo surgimento de novas tecnologias, que automaticamente passam a ficar inseridas em nosso cotidiano.
A escola não pode ficar por fora destas inovações, tampouco continuar com o modelo tradicional de ensino-aprendizagem. Deve reinventar sua prática, visando aliar tecnologia e aprendizagem.
O uso das tecnologias em sala de aula possibilita criar um ambiente agradável, desafiante e motivador para professor e alunos.
Sabemos que nem todas as escolas dispõem de tecnologias e inclusive de internet; porém, boa parte delas possui.
Na escola onde sou docente recebemos do Governo do Estado netbooks em grande número, como recursos para uso com os alunos.
Porém, tudo o que é novo ainda causa certo receio; vejo que muitos professores ainda não utilizam os nets em sala de aula, seja por desconhecimento de seu funcionamento, falta de formação, dificuldades em planejar aulas com o seu uso e falta de tempo (planejamento) que é fundamental para organização do trabalho. Também passo por algumas destas dificuldades e mesmo não tendo recebido formação, passei a explorar os recursos dos nets para uso com meus alunos.
Como professor alfabetizador percebi uma variedade de recursos que os nets trazem para a alfabetização e alfabetização digital dos educandos.
Primeiro, eles adoram explorar e utilizar as tecnologias, já que muitos inclusive possuem um celular com muitos recursos disponíveis.
Segundo, porque os nets dispõe de recursos importantes que servem para prática em sala de aula no processo de alfabetização dos alunos (leitura, escrita, matemática).
Permanece o desafio do uso e aproveitamento da tecnologia em sala de aula, repensando minha prática docente e proporcionando aprendizagem significativa para meus alunos.


Legenda: prática no estágio usando laboratório de informática

Durante minha prática docente do estágio, semanalmente planejava um dia da semana, pelo menos, para uso do laboratório de informática com os alunos. Minha ação pedagógica visava o uso das tecnologias como recurso e possibilidades de construção do conhecimento. 
Aliar o uso das tecnologias a aprendizagem é uma nova possibilidade que está à disposição em quase a totalidade das escolas, o que faz com que nós docentes precisemos repensar nossa prática e planejar situações-aprendizagem explorando o uso das tecnologias.
Os alunos gostam, conhecem, usam cotidianamente, podem inclusive nos ensinar muito, o que favorece sua aprendizagem e o interesse por aprender.

Revisitando a postagem VII

As Histórias não contadas no cotidiano


fonte: https://www.youtube.com/watch?v=wQk17RPuhW8


Hoje minha reflexão neste post parte de um vídeo proposto pela interdisciplinar de Libras, intitulado “O perigo de uma história única”.
O vídeo mostra o fato de que cotidianamente assistimos e acompanhamos histórias que vemos como normais. A própria mídia e os meios de comunicação nos apresentam histórias ditas reais e normais, que acabamos assimilando e enxergando como únicas.
Não nos damos conta, neste contexto, das histórias reais, de pessoas reais, que não são contadas pela mídia ou pelos filmes.
Vivemos nossa realidade, não costumamos pensar e tentar enxergar o mundo de outras culturas, outros fazeres, outras histórias e experiências. Fica mais fácil apropriarmos do que conhecemos e julgamos como real e normal.
O vídeo possibilita uma ampla reflexão de como vemos e pensamos as coisas.
Também serve como desafio para nossa prática docente, explorar a realidade e cotidiano dos nossos alunos para enriquecer nosso fazer pedagógica e trazer para a sala de aula  outras realidades e histórias.
Ao realizar o planejamento da prática docente do estágio, busquei inicialmente as fontes arquivadas ao longo do curso do PEAD, para que minha formação intelectual pudesse ser refletida e aplicada na prática docente, assim como objetiva este curso de Licenciatura.
Neste sentido, ao desenvolver o projeto "Identidade", um dos focos iniciais eram os alunos, com suas identidades e histórias de vida. Para podermos caminhar juntos ao longo desta etapa do estágio, era fundamental que nos conhecêssemos como sujeitos dotados de uma constituição, de uma formação e de uma história de vida. Assim, a primeira atividade desenvolvida foi para conhecer os alunos e suas histórias de vida, para que subsidiassem o projeto ora desenvolvido. Claro, que à medida que fomos interagindo durante o estágio, pudemos nos conhecer mais, o que enriqueceu a prática docente, as relações estabelecidas e o sucesso do projeto que estávamos desenvolvendo.